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domingo, 23 de fevereiro de 2020

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

ROBERTO CARLOS: "É Proibido Fumar"

Original released on LP CBS 37.352
(BRASIL, August 1964)

Capixaba de Cachoeiro do Itapemirim, aos 9 anos Roberto Carlos já chamava a atenção na rádio local imitando o cantor Bob Nelson. Aos 12 mudou-se para Niterói com a família, e começou a fazer amizades com outros rapazes que gostavam de música, especialmente o rock'n'roll que vinha dos Estados Unidos. Em 1957 formou com alguns amigos, inclusive Tim Maia, o conjunto "Os Sputniks". No ano seguinte já era integrante do "The Snakes", junto com Erasmo Carlos. Com esse grupo chegou a participar do programa Clube do Rock, de Carlos Imperial, na TV Continental. Gravou alguns compactos no final da década de 50 e em 1961 lançou o primeiro LP, "Louco por Você". A partir daí passou a investir, com apoio da gravadora CBS, no incipiente mercado de música jovem. Para isso juntou-se ao amigo Erasmo e passou a fazer versões e compor músicas como "Splish Splash", "O Calhambeque", "É Proibido Fumar" e outras que visavam ao filão juventude transviada, criando o primeiro movimento de rock feito no Brasil.


Lançado pela Discos CBS em Agosto de 1964, "É Proibido Fumar" é o terceiro álbum do cantor. O LP mostra Roberto Carlos em busca de afirmação na cena musical brasileira. Ele investiu de vez no rock and roll, especialmente após o bom desempenho do disco anterior, "Splish Splash". "É Proibido Fumar" traz como principais sucessos a faixa título (parceria com Erasmo Carlos) e "O Calhambeque" - versão de "Road Hog", de John e Gwen Loudermilk. Tanto "O Calhambeque" quanto "É Proibido Fumar" tornaram-se verdadeiros clássicos do rock brasileiro, sempre presente em seus shows. Outras canções de repercussão deste LP foram "Um Leão Está Solto Nas Ruas", "Minha História De Amor", "Amapola", "Rosinha" e as versões de "I Was Born To Cry" (de Dion DiMucci) - intitulada "Nasci Para Chorar" - e de "Unchain My Heart", sucesso de Ray Charles e que virou "Desamarre O Meu Coração". A canção "Broto Do Jacaré" está identificada com o estilo musical surf music e foi gravada por Roberto Carlos acompanhado pelos The Angels (em vez de The Youngsters, que o acompanham nas outras faixas).

Dancing On The Beach With CLIFF RICHARD & THE SHADOWS (And Lots Of Girls Too...)

Original released on LP Columbia (EMI) 33SX 1628
(UK, July 1964)

This Cliff Richard album served as the soundtrack to the movie "Wonderful Life". Re-mastered and full of memorabilia relating to the film, the CD includes a 'History of the Movie' essay, a film synopsis, behind-the-scenes notes and a discography. As with previous Cliff re-masters, the CD features bonus tracks: "Look Don't Touch", "Do You Remember" (alternate version), "Wonderful Life" (alternate version) and "Angel" (non-album import A-side)

sábado, 1 de fevereiro de 2020

OTIS REDDING Debut Album

Original released on LP ATCO SD 33-161
(US 1964, March 17)

This album works on so many different levels, that it's essential listening for at least three categories of buyer - fans of Otis Redding and Stax Records (natch), and more general soul listeners, and also anyone serious about their devotion to the work of the Rolling Stones and any other British invasion bands that covered American soul. "Pain In My Heart" was practically a road map to Mick Jagger and any number of other would-be white soul shouters in the UK, not just on the title track but also numbers like the hard rocking "Hey Hey Baby". For someone only 22 years old at the time of these sessions, and just two years past his first 45 rpm record, Redding exudes astonishing power, energy and boldness, though it's all packaged with greater restraint than his subsequent records did. This was the only LP that Redding recorded during the lifetime of his idol, Sam Cooke, and his version of "You Send Me" is the least stylized of any of his renditions of Cooke's songs - later on, after Cooke's death, he would throw more of himself into it. The very fact that he was covering Cooke's soul classic shows an essential difference between Redding's and Cooke's early LPs; as Redding was on a soul label, no one tried to make him into a pop singer as that'd done at RCA with Cooke - thus, he was running on all cylinders right out of the starting gate, though he wouldn't get really interesting or show his full depth until two albums later. But even covering Rufus Thomas's "The Dog", Richard Berry's "Louie Louie", Little Richard's "Lucille", or Ben E. King's "Stand By Me", he's already doing 70% of what we came to expect from Otis Redding in the years ahead - his writing, apart from "Security", "These Arms Of Mine" and "That's What My Heart Needs", was still somewhat less than memorable, but this is still a first-rate debut. (Bruce Eder in AllMusic)

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

THE RONETTES Album

Original released on LP Philles PHLP-4006 (Mono)
(US, November 1964)

It's hard to believe that The Ronettes really only have this one album (and a couple of singles mostly related to Christmas) considering how big of an impact they made on the world. Their "wall of sound" production is brought to us by Phil Spector, it's so full it just sort of surrounds and swallows one whole... but that's a good thing! Ronnie's lead vocals are the other seriously prominent and impressive trademark, she has a very sweet voice and it's impossible to not love. I've loved "Be My Baby" since I first saw "Dirty Dancing" and that is the only song from this album that I actually knew beforehand. "Walking in the Rain" was a really cool track (I really like the rain storm sounds that occasionally grace the background), and "Do I Love You" has a wonderful melody and great harmonies, both songs hit the charts but weren't hugely popular. "Baby I Love You" and "(The Best Part Of) Breakin' Up" also charted, and both are quite fabulous also I might add. I thought their version of "What'd I Say" was really great as was their version of "Chapel of Love". "How Does It Feel" was so energetic and loveable that I'm surprised it wasn't a big hit for them. I think what is the most surprising is that even the songs on here that were never singles are just as catchy and well assembled as the ones that were. I dare you to find a bad song on here... you can't! (in RateYourMusic)

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

ROLLING STONES: The First British EP


Original released on EP Decca DFE 8560
(UK 1964, January 10)


At this point the Stones were still trying to straddle the line between being blues enthusiasts and scoring a hit. The four tracks included on the band's first EP manage to be both respectful covers while having a commercial gloss, so as a whole this is probably more representative of the early group than their first two singles. The Searchers' "Poison Ivy" is done in fine style, although it's lacking a certain something in the vocal; Jagger's still the band's weak point here. Nothing wrong with Keith's enthusiastic Chuck Berry imitation on "Bye Bye Johnny", and it's fun to hear the group cover "Money" in a much dirtier style than the Beatles, with Brian Jones' banshee harmonica the standout. The real winner, though, is the gorgeous cover of Arthur Alexander's "You Better Move On", which is the first indication that the Stones' real future lay in soul, not blues, and Mick's first truly great vocal. (in RateYourMusic)

domingo, 12 de janeiro de 2020

The Blues Of LONG JOHN BALDRY


Original released on LP United Artists ULP 1081
(UK, August 1964) 

Long John Baldry (o “Long” veio por acréscimo, devido à sua elevada estatura, cerca de 2.10 metros) foi um dos percursores (senão mesmo o mais importante) do chamado blues branco inglês. Filho de um polícia que serviu na Segunda Guerra Mundial, nasce a 12 de Janeiro de 1941, em Londres. Os seus dotes vocais (cujo tom grave e profundo nunca se conjugou lá muito bem com a imagem esguia do cantor) são reconhecidos desde tenra idade, quando pertencia ao coro da igreja de St. Lawrence, em Edgware. Inicia-se no Rhythm & Blues logo nos inícios da década de 60, integrado no lendário Blues Incorporated, juntamente com Alexis Korner e Cyril Davies, grupo que lança em 1962 aquele que é considerado o primeiro disco de blues inglês, “R & B At The Marquee”, e que serviria mais tarde de inspiração a John Mayall para formar os Bluesbreakers. Em 1963 Baldry e Davies deixam Alexis Korner e os Blues Incorporated para formarem o Cyril Davies & The All Stars (com Jimmy Page na guitarra e Nicky Hopkins ao piano). Mas a morte por leucemia de Cyril Davies, logo no início de 1964, a 7 de Janeiro, tem como consequência a alteração do nome do grupo, agora apenas com Baldry como líder, que passa a chamar-se The Hoochie Coochie Men, por causa do tema de Willie Dixon de 1954. A formação era basicamente a mesma dos All Stars, com Geoff Bradford na guitarra, Cliff Barton no baixo, Keith Scott no piano e Micky Waller na bateria, mais Long John Baldry nos vocais.

A notoriedade de Long John Baldry no circuito de blues londrino cresce rapidamente, ao ponto de os próprios Beatles (então já no auge) o terem convidado em 1964 a participar na gravação de um programa para a televisão. Por sua vez Baldry encontra numa estação de comboio (Twickenham) um jovem cantor a entoar um blues de Muddy Waters e, gostando daquilo que ouve, convida-o de imediato a integrar os Hoochie Coochie Men como segundo vocalista. O nome desse cantor era Rod Stewart. O grupo edita dois singles, "Up Above My Head / You'll Be Mine" (1964) e mais tarde "I'm On To You Baby / Goodbye Baby" (1965), ao mesmo tempo que tocam regularmente na Eel Pie Island, para um plateia que incluia gente como Jimmy Page, Peter Green, Eric Clapton e Jeff Beck, entre outros. Entre aqueles dois singles aparece, em Agosto de 1964, o primeiro e único album da banda, precisamente este “Long John’s Blues” (United Artists ULP 1081). Nas notas originais do LP pode ler-se: «... even when he sings the most famous blues, Long John is never content to echo earlier perfomances. He has always been his own man and he, never hesitates to twist the melody - sometimes even the words – to suit his ends. He is, in fact, a highly individual singer.» No decorrer de 1965 os Hoochie Coochie Men acabam, para dar lugar aos Steampacket’s (com Brian Auger e Julie Driscol), que não chegam contudo a editar qualquer disco. Em 1966 aparece o segundo album, “Looking At Long John”, já sómente com o nome de Long John Baldry como intérprete.

Começa assim a carreira a solo de Long John Baldry que logo no ano seguinte, em 1967, consegue atingir o 1º lugar dos Tops britânicos com o tema “Let The Heartaches Begin”. Outro hit viria com a canção "Mexico", em 1968, que veio a tornar-se o tema dos Jogos Olímpicos daquele ano. A canção alcançou o nº 20 no Reino Unido. Com o estrelato, efémero, Baldry adopta um novo visual, com a barba, os cabelos compridos e os casacos de peles a alinharem pela moda daqueles finais dos anos 60. São editados os albuns “Let The Heartaches Begin” (1967), “Let There Be Long John” (1968) e “Wait For Me” (1969), nos quais abundam versões de temas famosos, interpretadas por Baldry num estilo marcadamente pop: “For All You Know”, “Smile”, “I Can’t Stop Loving You”, “Sunshine Of Your Love”, “Spanish Harlem” ou “Spinning Wheel”, entre muitos outros. Mas rapidamente regressa à sua eterna paixão, os blues, com a edição de dois discos, “It Ain’t Easy” e “Everything Stops For Tea” em 1971 e 1972, respectivamente, ambos produzidos por Rod Stewart e Elton John. 

Imigra entretanto para os Estados Unidos (New York primeiro, Los Angeles depois), onde grava mais três albuns até ao fim da década de 70: “Good To Be Alive” (1973), “Welcome To Club Casablanca” (1976) e “Baldry’s Out” (1979). A partir de 1980 fixa residência no Canadá, onde consegue adquirir a cidadania nacional. Seguem-se os albuns “Long John Baldry” (1980), “Rock With The Best” (1982), “Silent Treatment” (1986) e “A Touch Of Blues” (1989). Sempre no Canadá, mas já na década de 90, são editados “It Still Ain’t Easy” (1991), “On Stage Tonight” (1993) e “Right To Sing The Blues” (1997), entre o aparecimento de diversas coletâneas (a mais importante será “The Pye Anthology” que contém oito temas inéditos, para além de versões em italiano e espanhol). Em 2000 é editado “Evening Conversation”, o 2º album ao vivo, e no ano seguinte o brilhante “Remembering Leadbelly”, que viria a ser o seu derradeiro trabalho – morre em Vancouver, a 21 de Julho de 2005, depois de lutar durante vários meses contra uma infecção no peito. Tinha 64 anos.

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

SOUNDS INCORPORATED: The First 2 Albums

Original released on LP Columbia (EMI) 33 SX 1659
(UK, 1964)

Original released on LP Columbia (EMI) TWO 144
(UK, November 1966)

domingo, 10 de novembro de 2019

SYLVIE À NASHVILLE

Original released on LP RCA Victor 430 154
(FRANCE, March 1964)

Esta foi o grande amor da “minha música”. Foi a gota de orvalho, a nascente, a torrente, a luz, a minha estrela da manhã! Foi ela que alimentou o meu élan musical através dos anos, desde a minha tenra idade dos 16 anos; desde a minha chegada a Lisboa! Foi ela a minha música! Esta menina nasceu em 1944, mais velha que eu cerca de dois anos, num país chamado Bulgária, numa cidade chamada Iskretz. Tem um irmão que se chama Eddy, que teve influência na sua vida artística. Em 1952, o pai agarrou na mulher e nos dois filhos, e com a ajuda da Embaixada de França, onde trabalhava, procurou um lugar onde o sol fosse diferente! Embalaram a trouxa, rolaram estrada fora, e o destino foi Paris, a cidade do Mundo e da moda! Em 1960, Sylvie entra no liceu das jovens raparigas de Hélène Boucher. É a época em que ela se começa a interessar pelo Rock de Bill Halley e Elvis Presley e até pelo Jazz, música onde seu irmão Eddy se tinha tornado trompetista! Contra a vontade dos pais, Eddy abandona os estudos e aceita um lugar de Director artístico na RCA. Em 1961, Frankie Jordan prepara um duo e Eddy Vartan pensa na irmã e recruta-a para lhe dar a réplica sobre “Panne D’essence”. Foi um êxito e em Julho, de 1961, Sylvie parte numa tournée e assina com a RCA por uma carreira a solo. 

Em 1961, sai o seu primeiro disco “Quand le film est triste” e em 27 de Dezembro, dá os seus primeiros passos no Olympia de Paris! Foi aqui que em 1962 conheceu Johnny Hallyday, quando veio aplaudir o Rocker. Partiu em tournée com Richard Anthony sob a protecção de seu irmão Eddy. Em 1963 ela é classificada como o número um dos artistas franceses! Nesse ano, nos dias de Carnaval, eu assisti ao maior espectáculo do Mundo, no Cinema e Teatro Monumental com a conivência de Vasco Morgado a pedido de um amigo que perdi na roda do tempo! Ela já era o amor da minha música e a partir daqui, quatro espectáculos seguidos, ainda mais amor ficou, pois passou a uma louca paixão pela música e pela “minha princesa da Bulgária”! Depois veio Johnny Hallyday e o casamento! Partiram para os Estados Unidos onde ela teve um enorme êxito com “Si Je Chante” e “La Plus Belle Pour Aller Danser”, em Nashville, com os coristas de Elvis Presley! Em Janeiro de 1964, foi um êxito no Olympia de Paris, com o Trini Lopez (“If I had a hammer”) e com os Beatles, cuja carreira tinha principiado (Ventor, 28/04/2003)
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