THE MOODY BLUES
“ON THE THRESHOLD OF A DREAM”
Original released as LP Deram SML 1035,
UK April 25
A1. In the Beginning (2:07)
A2. Lovely to See You (2:34)
A3. Dear Diary (3:56)
A4. Send Me No Wine (2:21)
A5. To Share Our Love (2:53)
A6. So Deep Within You (3:07)
Side two
B1. Never Comes the Day (4:43)
B2. Lazy Day (2:43)
B3. Are You Sitting Comfortably
(3:30)
B4. The Dream (0:57)
B5. Have You Heard – Part 1 (1:52)
B6. The Voyage (4:10)
B7. Have You Heard – Part 2 (2:36)
THE BAND:
Justin Hayward (vocals, guitar, writer)
John Lodge (vocals, bass, cello, writer)
Ray Thomas (vocals, harmonica, flute, tambourine, writer)
Graeme Edge (drums, percussion, vocals, writer)
Mike
Pinder (vocals,
Mellotron, Hammond organ, piano, cello, writer)
Produced by Tony Clark
Engineered
by Derek Varnals and Adrian Martins
Cover
Art: Phil Travers
Photography:
Terence Abbott and David Wedgbury
"On the Threshold of a Dream" foi o primeiro álbum que os Moody Blues tiveram a oportunidade de preparar e gravar numa situação de relativa calma, sem distrações com agendas de digressões. Na verdade, foi um trabalho feito em circunstâncias quase ideais. Os Moodies, na sua nova formação, vinham de dois álbuns excelentes, "Days of Future Passed" e "In Search of the Lost Chord", ambos com sucesso de vendas, quer nos Estados Unidos quer em Inglaterra. Tal êxito cimentou-lhes a consideração da editora, a Decca Records, que lhes deu carta branca para trabalharem em estúdio durante todo o mês de Janeiro e a maior parte de Fevereiro de 1969; além disso, com dois LPs no currículo, os Moody Blues estavam agora imbuídos de ideias muito mais concisas sobre o tipo de música que podiam compôr. Igualmente importante, tinham acabado de sair de uma extensa digressão pelos EUA (juntamente com os Cream) no decorrer da qual tinham conseguido desenvolver um som muito mais uniforme, quer instrumental quer vocal, estando prontos para uma nova etapa. "On the Threshold of a Dream" é claramente uma aposta ganha e um dos trabalhos mais bonitos e importantes dos Moody Blues. Pode também ser considerado, e surpreendemente, um álbum hard-rocking, considerando a quantidade de overdubbing que levou ao aperfeiçoamento das canções, incluindo violoncelos, instrumentos de sopro, e muitas camadas vocais.
O lado B foi o mais abertamente ambicioso das duas metades: depois de um par de canções dominadas pela guitarra acústica e mellotron, "Never Comes the Day" e "Lazy Day" (este último um comentário social mostrando que Ray Thomas, pelo menos, ainda se lembrava das suas raízes em Birmingham), o resto do disco cede lugar à composição musical mais desafiante da história do grupo. "Are You Sitting Comfortably?", deliberadamente arcaica, de Justin Hayward, uma peça que soa quase 400 anos fora do seu próprio tempo, evoca imagens da história medieval e renascentista entrelaçadas com magia e misticismo, tudo ao lado da guitarra acústica de Hayward e da flauta de Thomas, levando à contribuição poética de Graeme Edge, "The Dream", acompanhada pelos mellotrons de Mike Pinder na sua aparição mais exposta até à data num disco. Esta síntese da psycodelismo e música clássica, incluindo uma secção com Mike Pinder ao piano de cauda, pode soar exagerada e pretensiosa hoje em dia, mas em 1969 era uma música envolvente e destruidora de géneros, escalando fronteiras e avançando por territórios até então desconhecidos. "On the Threshold of a Dream" foi o album que me introduziu ao universo muito particular dos Moody Blues e, comercialmente, ultrapassou o êxito precedente, chegando ao topo das tabelas em Inglaterra, onde permaneceu durante 70 semanas, um feito ainda mais notável pelo facto do single dele extraído, "Never Comes the Day” / "So Deep Within You", nunca se ter destacado.
























































