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terça-feira, 21 de janeiro de 2020

THE MOODY BLUES: "Caught Live + 5"

Original released on LP Decca MB 3-4
(UK, June 1977)

The Moody Blues’ “classic” era ended with the release in 1972 of "Seventh Sojourn", their last studio LP for six years. So I paid no attention to this mostly-live LP when it came out in 1977, with its oh-so-generically-70s cover art (so different from the Philip Travers art of the earlier albums). However, all the material on the album comes from 1967 to 1969, placing it chronologically between "To Our Children’s Children’s Children" and "A Question of Balance".  The first three sides are from a December 1969 concert at The Royal Albert Hall in London, with Sides A and B largely avoiding hits in favor of deep album tracks like “The Sunset”, “Dr. Livingstone, I Presume”, and “Are You Sitting Comfortably?”/”The Dream”/”Have You Heard (Pt. 1)”/“The Voyage”/”Have You Heard (Pt. 2)”, from "On the Threshold of a Dream". Side C, in contrast, goes for the big finish with “Nights in White Satin”, “Legend of a Mind”, and the encore “Ride My See-Saw”. The performance a little ragged… the falsetto harmony vocals in particular are grating, although they don’t get truly embarrassing until “See-Saw”. (The group themselves were supposedly dissatisfied with it and not too pleased at its release.) In addition, the sound quality on the original LP was not great, with, for example, the between-song patter virtually inaudible; the remastered CD version is reportedly much better. Side D consists of five studio outtakes. Overall, they’re typical of such collections – mostly not bad but not outstanding. I think the one real keeper is “What Am I Doing Here?”, and the one real clunker is “Please Think About It”, which is basically just a generic love song and is taken at a lugubrious pace. (in RateYourMusic)

sábado, 14 de dezembro de 2019

"Ruas da minha cidade..."


«Eis a costa do sangue. Aqui nasci, e ouvi cantar os homens. Com eles aprendi a cantar e a sofrer, aprendi o amor e a justiça. Com eles aprendi o verdadeiro nome de todas as coisas. Através deles, pude ver o negro focinho do lobo tingido de sangue.
E vi o falcão devorar as entranhas da gaivota.
Era pequeno, lembro-me, e neste lugar o sangue rompia, de súbito, por detrás de tudo, como uma violenta e rápida tempestade de Maio. Então, os homens juntavam-se ou dispersavam, furiosos e ameaçadores, às vezes tristemente calados, com uma doce coragem feita de resignação magoada.
Com estes homens, aqui, na costa do sangue, aprendi a cantar. 
Depois vi-os morrer. E os seus nomes guardei-os.
Como um vinho. Uma lição.
Por isso o meu canto é um recado.
Por isso o meu nome é uma canção.»
(Joaquim Pessoa)


Edição original em LP Toma Lá Disco TLP 007
(PORTUGAL, 1977)


E uma vez mais o poema se fez canção. A seguir a “Amor Combate”, em 1976, Carlos Mendes volta a musicar a poesia de Joaquim Pessoa um ano depois, e novamente com excelentes resultados. Apesar da maioria dos textos possuirem já na sua origem toda uma musicalidade que os proporcionavam a ser cantados, o trabalho de Carlos Mendes é magnífico, pela sensibilidade muito especial com que revestiu todos os poemas escolhidos. Lisboa constitui-se como referência primeira deste album incontornável, quer como personagem central (“Lisboa Meu Amor”/“ Ruas de Lisboa”) quer como pano de fundo a outras histórias (como o operário do “Monólogo” que depois de banhos na Caparica vai à Luz ver o Benfica ou como essa “Amélia dos Olhos Doces”, grávida de esperança, do Bairro da Lata do Cais do Sodré, que tem um gosto de flor na boca e na pele e na roupa perfumes de França). De referir também a presença dos belissimos “Nocturno” e “No Silêncio da Espera”, dois dos poemas de amor mais conhecidos de Joaquim Pessoa. Gravado por José Manuel Fortes nos estúdios da Rádio Triunfo em Lisboa e editado em 1977 (a crítica distinguiu-o como o Melhor Album do Ano) pela cooperativa de música “Toma Lá Disco”, “Canções de Ex-Cravo e Malviver” tem arranjos e direcção musical de Pedro Osório e a participação de excelentes músicos e intérpretes (ver ficha técnica). O facto de em mais de quarenta anos não ter conhecido qualquer edição em CD (mais uma lesa-cultura entre tantas outras) apenas torna mais oportuna a sua apresentação aqui, uma vez mais, no blog do vosso amigo Rato, que a partir do vinil original conseguiu obter esta notável digitalização.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Os Discos do GAC ("Grupo de Acção Cultural")

Tudo mudou na música portuguesa depois de Abril de 74. A mais evidente das transformações assinalou o fim do exílio, da vida escondida e dos discos passados por debaixo do balcão para os muitos cantores de intervenção que desde os idos de 60 lutavam contra o regime. Passaram a ser as vozes dos discos mais procurados, que enchiam cantos livres, que se escutavam nas emissões de rádio e televisão, num ciclo de protagonismo da canção popular politizada (e na esmagadora maioria dos casos essencialmente panfletária) que conheceria fim a 25 de Novembro de 1975. Inversamente proporcional, a criação e divulgação de géneros antes "eleitos", como o fado ou a canção ligeira (apelidada de “nacional cançonetismo”) acabou quase silenciada.

Em 1975, concretização da euforia musical que inundou as ruas e salas de espectáculo da cidade e província desde 74, os nomes do canto de intervenção chegaram, em massa, aos discos (num ano onde raras foram as fugas editoriais a este tronco politizado... e de esquerda). Salvo pontuais e raras excepções, a canção política do Portugal pós-revolucionário transformou-se num programa de princípios com evidente carga pedagógica e, sobretudo, ideológica. Defendia-se o poder popular, a reforma agrária, o combate ao capitalismo, a celebração do operário e do camponês. Tractores e enxadas viravam protagonistas em canções feitas sob certas regras implícitas que promoviam frequentemente a eficaz descodificação da mensagem, a repetição do slogan, a fácil memorização da melodia, a transmissão da ideia.


O GAC – VOZES NA LUTA foi fundado em casa de José Jorge Letria, no dia 30 de Abril de 1974, então ainda sob a designação de CAC-Colectivo de Acção Cultural. Essa foi precisamente a data em que o cantor e compositor José Mário Branco, um dos mentores do movimento, regressou do seu exílio em França. Pelos vistos, já tinha a ideia amadurecida e por isso tratou logo de a pôr em práctica. Para além dessa incontornável figura da música popular portuguesa estiveram ligados à fundação daquele movimento personalidades como Afonso Dias, Eduardo Paes Mamede, João Loio, Luís Pedro Faro (cuja formação etno-musicológica foi de especial importância), Nuno Ribeiro da Silva (que veio a ser mais tarde secretário de Estado num dos governos de Cavaco Silva), Toinas (Maria Antónia Vasconcelos), o poeta Manuel Alegre e a violoncelista Luísa Vasconcelos, entre outros (muitos deles oriundos da Juventude Musical Portuguesa).


No início o que se pretendia com este grupo era tão sómente apoiar as greves e outras manifestações que despontavam como cogumelos, chegando a haver um manifesto de intenções lido no 1º Encontro Livre da Canção Popular, a 6 de Maio de 1974. O tempo viria no entanto a abrir cisões e a criar dissidências. Afastaram-se os músicos ligados ao PCP, depois os próximos da LUAR, mantendo-se firme o grupo associado à UDP. Em 1975, o GAC – VOZES NA LUTA nascia dos sobreviventes ideológicos do CAC, abdicando os envolvidos de qualquer manifestação individualista, destacando antes o trabalho colectivo e depurado do que então se criticava como "vícios burgueses". O grupo concorre ao Festival RTP da canção com o tema "Alerta" e editará muitos outros singles , tais como "A Cantiga É Uma Arma" ou " A Ronda do Soldadinho". Estes singles serão , posteriormente, reunidos num LP intitulado "A Cantiga É Uma Arma". Com o 25 de Novembro, os ânimos políticos arrefecem e o grupo começa a iniciar uma nova fase que passa pela recolha de temas tradicionais , recriados com novas letras da autoria do grupo ou com originais muito próximos da música tradicional.




Tal é o caso do LP "Pois Canté!!", editado em Abril de 1976. Este é um disco fundamental para a compreensão de todo o fenómeno posterior de recriação da música tradicional, feita por grupos como Raízes, Brigada Victor Jara, Vai de Roda, etc., fazendo inclusivé parte dos trabalhos discográficos que o jornal "Público", numa votação dos seus críticos musicais , considerou como dos melhores de sempre da música portuguesa. Ouvido agora, a mais de 40 anos de distância, é evidente que as letras são profundamente datadas, demagógicas, e em que qualquer réstia de poesia se encontra ausente, sendo, nesse campo, um espelho fiel da realidade daqueles anos. Aliás, e como já tive ocasião de dizer em posts anteriores, apenas Sérgio Godinho conseguiu “dar a volta” ao panfletismo reinante, muito por mérito dos trocadilhos linguísticos, sempre tão presentes na sua obra. Nem mesmo o Grande José Afonso conseguiu distanciar-se de todo aquele imediatismo. E no entanto, musicalmente, “Pois Canté!!” é ainda hoje de uma rara beleza auditiva, o mesmo se podendo dizer das magníficas interpretações que o atravessam do princípio ao fim. Sugiro portanto que se tentem abstrair das palavras, que se façam de estrangeiros sem perceber népia da língua de Camões e conseguirão ouvir “Pois Canté!!” em toda a sua riqueza instrumental e vocal.




Voltando à curta história do GAC, José Mário abandona o grupo ( que mantém a mesma designação) para se dedicar à militância política e ao teatro. Serão editados mais 2 LP's (" Vira Bom", em 77 e "Ronda da Alegria" em 78), na mesma linha do primeiro e antes do grupo se dissolver. Embora por vezes não se dê conta disso (talvez muito por culpa das tais letras panfletárias) esta trilogia do GAC – VOZES NA LUTA contribuiu de forma decisiva para o desenvolvimento de uma estética musical baseada na criatividade e na inovação, criando uma espécie de fusão dialética entre a linha musical de José Afonso (marcadamente urbana), as pesquisas de Michel Giacometti (notáveis percursos pelo Portugal musical rural) e o enquadramento clássico de Fernando Lopes-Graça.


domingo, 17 de março de 2019

TOM WAITS: "Foreign Affairs"

Original released on LP Asylum K 53068
(UK, September 1977)

Tom Waits' fifth album for Asylum foreshadowed changes that would alter his career over the next six years. It signals a musical restlessness that fueled his next two records ("Blue Valentine" and "Heartattack and Vine2), and resulted in his writing a film score and leaving the label for Island, where he was given greater artistic control. He leans less on comic relief here and more on fully formed story songs. The album contains more ballads than most of his records do, but they were the most effective vehicles for the kind of storytelling he was trying to get to. The song "I never Talk to Strangers" inspired director Francis Ford Coppola to shape the characters for his film "One from the Heart" (he also convinced Waits to score it, leading to Waits' iconic collaboration with Crystal Gayle). Produced and engineered by Bones Howe, "Foreign Affairs" was recorded live in studio by a quintet that included West Coast jazzmen Jack Sheldon on trumpet, saxophonist Frank Vicari, bassist Jim Hughart, and drummer Shelly Manne. Further accompaniment was provided by an orchestra arranged and conducted by Bob Alcivar. Introduced by the instrumental "Cinny's Waltz," which sounds like a cinematic cue, it's followed by the bluesy, alone-on-a-Saturday-night longing expressed in "Muriel." The aforementioned "I Never Talk to Strangers" is a duet with Bette Midler. It offers a lyric dialogue between two beleaguered veterans who find themselves (again) the last patrons in a bar at closing time. 

Their clever, direct exchange is sweetened by smoky tenor sax flourishes, swelling strings, and brushed snares behind Waits' piano. He doesn't discard his Beat Generation influences, though. Check the fingerpopping swinging medley of his "Jack & Neal," with Al Jolson's "California, Here I Come" as a travel guide to a gone-daddy-gone road trip. The ghost traces of "Tom Traubert's Blues (Four Sheets to the Wind in Copenhagen)" are heard in a borrowed melody from a saloon waltz with a cupful of bittersweet nostalgia in the lovely "A Sight for Sore Eyes." The lengthy "Potters Field" checks the harmonic charts of Richard Rodgers' theme for "Slaughter on Tenth Avenue" and Gershwin's "Rhapsody in Blue" (with Gene Cipriano's clarinet) before digging deep into sparse, noirish, blues-jazz. Its lyric is as dark and dramatic as "Small Change (Got Rained on with His Own 38)," creating a narrative worthy of a Sam Fuller film. "Burma-Shave" is a solo piano and vocal paean to the memories of drives Waits took with his father through life's seedy side. While the funky blues-cum-rhumba in "Barber Shop" adds swagger and pop to Waits' post-beat lyricism, the closing title track returns to the ballad to offer a bittersweet meditation on the perspective of "home": What it represents in the heart as opposed to what it actually is - all from a guy living at the Tropicana Motor Hotel. "Foreign Affairs" is one of the most unjustifiably overlooked titles in Waits' catalog. It holds its appeal - and sounds less dated - than many of his more popular entries. (Thom Jurek in AllMusic)

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

FAUSTO: "Madrugada Dos Trapeiros"

Edição original em LP Orfeu STAT 040
(PORTUGAL 1977, Agosto 25)

Fausto Bordalo Dias grava, em 1977, "Madrugada dos Trapeiros" (Orfeu), um dos discos fundadores da música popular portuguesa e que, embora com algumas particularidades decorrentes do momento histórico, aborda temáticas que hoje, decorridos quarenta anos, são preocupantemente actuais: desigualdades sociais, desemprego, condições de trabalho lesivas da dignidade humana, redução da mulher a mercadoria sexual, questões ambientais, etc. «Tendo como ponto básico de partida a música tradicional e a criação de raiz urbana, no seio da qual ganha alento novo a tendência para a fusão de elementos vários provenientes de influências diversas» (cit. Mário Correia), o trabalho surge também como reacção à invasão avassaladora e uniformizadora da música anglo-americana (mais propriamente do pop-rock): «Sempre me opus e resisti à tirania do rock e do pop em Portugal pelo que isso representa de normalização da música» (cit. Fausto). Infelizmente, o problema ainda está por resolver e muitos têm sido os danos causados à nossa música de maior valia e autenticidade, perante a indiferença olímpica dos poderes político-culturais. Parafraseando Viriato Teles, «"Madrugada dos Trapeiros" é, ainda, um disco com uma profunda carga política, mas onde é já possível vislumbrar as novas preocupações estéticas do seu autor, nomeadamente através da utilização sistemática de elementos tradicionais – o embrião, afinal, daquilo que virá a ser conhecido como Música Popular Portuguesa. O disco inclui aquele que permanece como um dos maiores êxitos do músico: "Rosalinda", um belíssimo manifesto ecológico [contra a central nuclear que pretendiam construir em Ferrel, Peniche], que foi, inclusivamente regravado em Espanha por Luis Pastor». Destaque ainda para a belíssima e algo esquecida "Mariana das Sete Saias", canção que versa o problema social da prostituição, assunto que Carlos Mendes também cantou na altura ("Amélia dos Olhos Doces") e que Vitorino retomará, quinze anos mais tarde, no álbum "Eu Que me Comovo por Tudo e por Nada" (EMI-VC, 1992). (in anosdaradio)

sábado, 10 de novembro de 2018

GRATEFUL DEAD: "Terrapin Station" (+ 6 Bonus Tracks)

Original relaesed on LP Arista AL-7001
(US 1977, July 27)

It is generally agreed that the Grateful Dead's late-'70s studio releases left even the most enthusiastic Deadheads longing for something more. The theory is that the band's momentum is best experienced during the ebb and flow of a live performance rather than the somewhat clinical tedium of a recording studio. "Terrapin Station" marks several milestones for the Grateful Dead: it was the band's first studio album in two years, as well as their return to a major label - in this case Arista Records. More significant however is the use of an outside (read: non-Grateful Dead) producer. This was only the second time in which the Dead did not seize complete control. And the first time in a decade that they would relinquish their production reigns. They chose Keith Olsen - a former member of the '60s garage rock band Music Machine - whose production roster also included other Bay Area notables including the Sons of Champlin and Santana. Musically, "Terrapin Station" offers a few choice glimpses of the band doing what it does best. While the most prominent example is the album's extended title suite, there are a few others such as the cover of the Rev. Gary Davis gospel-blues "Samson and Delilah" and a resurrection of the Martha & the Vandellas hit "Dancin' in the Streets." The latter tune was originally performed by the Dead in their mid-'60s repertoire. What was once a garage rock and psychedelic reading has evolved into a 4/4-time, brass-influenced disco arrangement. Luckily, their extended versions during concert performances were infinitely more tolerable. Parties interested in examining the contrast between the studio and live performance versions of "Terrapin Station" material should seek the archival concert release Dick's Picks, Vol. 3. This two-disc set not only captures the band exactly two months and two days prior to the release of "Terrapin Station", it also features stellar performances of every track from the album sans the up-tempo rocker "Passenger." (Lindsay Planer in AllMusic)

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

ERIC CLAPTON: "Slowhand" (35th Anniversary)


Original released on LP RSO RS 1-3030
(US 1977, November 25)


After the guest-star-drenched "No Reason to Cry" failed to make much of an impact commercially, Eric Clapton returned to using his own band for "Slowhand". The difference is substantial - where "No Reason to Cry" struggled hard to find the right tone, "Slowhand" opens with the relaxed, bluesy shuffle of J.J. Cale's "Cocaine" and sustains it throughout the course of the album. Alternating between straight blues ("Mean Old Frisco"), country ("Lay Down Sally"), mainstream rock ("Cocaine," "The Core"), and pop ("Wonderful Tonight"), "Slowhand" doesn't sound schizophrenic because of the band's grasp of the material. This is laid-back virtuosity - although Clapton and his band are never flashy, their playing is masterful and assured. That assurance and the album's eclectic material make "Slowhand" rank with "461 Ocean Boulevard" as Eric Clapton's best albums. (Stephen Erlewine in AllMusic)


This 35th anniversary Deluxe edition offers 4 bonus tracks - "Looking at the Rain" (by Gordon Lightfood), "Alberta" (a traditional song), "Greyhound Bus" and "Stars, Strays and Ashtrays" (both written by Clapton) and a second CD with a Live Show (9 tracks) at Hammersmith Odeon, London, April 27, 1977. Although the concert is of the same era as the "Slowhand" sessions, it was performed prior to the album's recording and release, and so does not include any of the album's tracks. The record has been remastered from the original Olympic Studios 1/4″ flat analog master tapes and the session tracks and live performances are newly mixed from the original two-inch analogue tapes. Pay attention to Yvonne Elliman rendition of Blind Faith's "Can't Find My Way Home" and the epic version (14 minutes) of Bob Marley's "I Shot the Sheriff".

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