Edição original em LP Philips 6328523 (BRASIL, 1982/11)
sexta-feira, 1 de agosto de 2025
quarta-feira, 30 de julho de 2025
terça-feira, 24 de junho de 2025
terça-feira, 27 de abril de 2021
segunda-feira, 26 de abril de 2021
A "Ópera do Malandro" de CHICO BUARQUE
Chico e os alemães
Pouco antes de encarar a tarefa de adaptar as peças alemã e inglesa para a realidade carioca, Chico Buarque já havia se lançado numa bem-sucedida versão de "Os Saltimbancos", original dos irmãos alemães Jacob e Wilhelm Grimm, um trabalho realizado em parceria com o italiano Sérgio Bardotti e o argentino Luis Enríquez Bacalov. A história contada na "Ópera do Malandro" se passa durante a Segunda Guerra Mundial, quando Getúlio Vargas era presidente do Brasil. O epicentro é o bairro boêmio da Lapa. Chico optou por inserir a "Ópera dos Três Vinténs" na década de 1940 como estratégia para fugir da censura. «Até Brecht tomou suas cautelas e localizou sua ópera no início do século. John Gay ainda colocou no palco o ministro da Justiça de sua época, 1728. Mas hoje isso não é possível. Fatalmente seriam identificados os policiais corruptos com os que todos conhecem. Os problemas que surgiriam não deixariam a peça ser encenada», afirmou Chico à imprensa na época do lançamento da peça.
domingo, 22 de setembro de 2019
O 1º Disco de GAL e CAETANO
O disco de estreia de Caetano e Gal, em detrimento ao tropicalismo por vezes expansivo dos trabalhos seguintes de ambos, soa intimista, flertando com a bossa nova, bem como com a famigerada estética de "música de festival". Caetano já se apresenta maduro em termos composicionais e, assim como Gal, revela-se um intérprete preparado. Os arranjos são pautados basicamente pelo violão, com uma ou outra pontuação camerística, sem exageros. Todas as canções são no mínimo boas e, se o todo peca de alguma forma, é por sua linearidade. Ouço este trabalho como uma espécie de ode à solidão. Acho que o único defeito desse álbum é ser curto demais.quinta-feira, 12 de setembro de 2019
GAL COSTA 69
(BRASIL, 1969)
(Caetano Veloso) 3’19
A2. SEBASTIANA Participação de Gilberto Gil
(Rosil – Cavalcanti) 2’24
A3. LOST IN THE PARADISE
(Caetano Veloso) 2’51
A4. NAMORINHO DE PORTÃO Participação de Gilberto Gil
(Tom Zé) 2’33
A5. SAUDOSISMO
(Caetano Veloso) 3’10
A6. SE VOCÊ PENSA
(Roberto Carlos – Erasmo Carlos) 3’14
(Roberto Carlos – Erasmo Carlos) 3’24
B2. DIVINO, MARAVILHOSO
(Gilberto Gil – Caetano Veloso) 4’20
B3. QUE PENA (ELE JÁ NÃO GOSTA MAIS DE MIM)
B4. BABY Participação de Caetano Veloso
(Caetano Veloso) 3’33
B5. A COISA MAIS LINDA QUE EXISTE
(Gilberto Gil – Torquato Neto) 4’00
B6. DEUS É O AMOR
(Jorge Ben) 3’04
Direção Musical: Rogério Duprat
Arranjos: Rogério Duprat, Gilberto Gil e Lanny
Layout: Gian
Direção de Produção: Manuel Barenbein
Estúdios: Scatena e Reunidos
Este primeiro album a solo de Gal Costa começou a ser gravado em 1968 mas foi lançado apenas no início do ano seguinte. No repertório trazia duas músicas já conhecidas: "Baby", gravada originalmente para o colectivo "Tropicália" ou "Panis et Circencis" e "Divino Maravilhoso", defendida por Gal no IV Festival da Record e já gravada em compacto. Com este disco Gal consolidou a sua filiação ao Tropicalismo, com um repertório menos bossa-novista e com grandes doses de iê-iê, frutos da influência de Caetano e Gil, mas também de Guilherme Araújo, que queria tornar Gal Costa numa nova espécie de cantora comercial, mais carismática e agressiva, uma espécie de súper-Wanderléia, segundo nos conta Caetano Veloso em seu livro Verdade Tropical. E o projeto deu certo, tendo o disco recebido ótima aceitação para uma artista iniciante tanto de crítica quanto de público (o disco vendeu bem para os padrões da época), tendo produzido algum dos grandes hits de toda a carreira de Gal, como "Não Identificado"e "Que Pena". É um dos discos de Gal Costa com mais material inédito, não só contando com composções novas dos companheiros Caetano, Gil e Tom Zé, mas também com músicas especialmente compostas para Gal por Jorge Ben ("Deus é o Amor") e Roberto e Erasmo Carlos ("Vou Recomeçar"). Também é neste disco que Gal Costa resgata pela primeira vez um clássico da MPB, o xaxado "Sebastiana", um dos maiores sucessos de Jackson do Pandeiro, grande sucesso no carnaval de 1955.
segunda-feira, 26 de novembro de 2018
segunda-feira, 3 de setembro de 2018
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018
GAL COSTA: "Cinema Olympia"
Worlds away from her more chanteuse-like debut, Gal Costa even blows away a lot of the Tropicália competition in terms of craziness - I put it down to Gal's staggering vocal range and personality, which is self-evident on this album from the very get-go. The syncopated beat and fuzz guitar opening of "Cinema Olympia" drops out almost immediately as Gal's seductive voice creates more of a lounge atmosphere, which soon disappears as well when the beat picks back up - by the time the chorus happens, Gal's hollering about matinee films at the Cinema Olympia over pounding snares and furious clean guitar riffing - heavy reverb and delay gradually accumulate on Gal's vocals as her wordless shouts and moans multiply before abruptly disappearing in a haze of strings... and then it's on to something completely different! The detuned nylon string acoustic guitar and snake charmer reeds of "Tuareg" veer immediately left, and yet Costa seems to have no trouble keeping up when the bass grove kicks in and the chorus lifts the dark Eastern atmosphere back into pop territory.sexta-feira, 10 de novembro de 2017
GAL COSTA: "Água Viva"
O álbum segue estável do início ao fim, com destaque para os belos arranjos do hoje arquiteto naval Perinho Albuquerque, que assina a maioria. O repertório traz pérolas diversas, dentre as quais chamaria a atenção para "Olhos Verdes" com groove modernizado, "Folhetim" de Chico Buarque (versão definitiva talvez?) e "Vida de Artista", de Sueli Costa, que a própria compositora gravaria no mesmo ano. Esta última, por contar com arranjo e piano de Wagner Tiso e o mestre Toninho Horta na guitarra, traz um colorido bem típico da música de Minas Gerais. Um deleite. (in RateYourMusic)GAL's Tribute to Ary Barroso
Recorded at the height of the MPB movement, "Aquarela do Brasil" is the singer Gal Costa's tribute to the famed Brazilian songwriter Ary Barroso, the author of the celebrated title track as well as many others not as well known outside his native land. While the album bears slight traces of the neo-disco production that would soon come to plague Brazilian pop music in the '80s, it is mostly a wholly successful showcase for Gal Costa's extraordinary voice and interpretive abilities. About this time, the singer was reaching her full stature as Brazil's premier pop singer, her only serious rival being Elis Regina, who had recorded her own very different, celebrated version of "Aquarela do Brasil." Many of these compositions were actually written in the '40s and '50s, but in Gal's capable hands, songs like "Tu" and "Inquietação" sound like fully contemporary pop of the '80s and beyond. Longtime collaborator and peer Caetaeno Veloso joins in a duet on the samba-inflected "No Tabuleiro da Baiana," also known as "Bahia." (Richard Mortifoglio in AllMusic)











































