terça-feira, 27 de abril de 2021
segunda-feira, 26 de abril de 2021
A "Ópera do Malandro" de CHICO BUARQUE
Chico e os alemães
Pouco antes de encarar a tarefa de adaptar as peças alemã e inglesa para a realidade carioca, Chico Buarque já havia se lançado numa bem-sucedida versão de "Os Saltimbancos", original dos irmãos alemães Jacob e Wilhelm Grimm, um trabalho realizado em parceria com o italiano Sérgio Bardotti e o argentino Luis Enríquez Bacalov. A história contada na "Ópera do Malandro" se passa durante a Segunda Guerra Mundial, quando Getúlio Vargas era presidente do Brasil. O epicentro é o bairro boêmio da Lapa. Chico optou por inserir a "Ópera dos Três Vinténs" na década de 1940 como estratégia para fugir da censura. «Até Brecht tomou suas cautelas e localizou sua ópera no início do século. John Gay ainda colocou no palco o ministro da Justiça de sua época, 1728. Mas hoje isso não é possível. Fatalmente seriam identificados os policiais corruptos com os que todos conhecem. Os problemas que surgiriam não deixariam a peça ser encenada», afirmou Chico à imprensa na época do lançamento da peça.
domingo, 21 de abril de 2019
terça-feira, 10 de julho de 2018
O Grande Encontro: ALCEU, ELBA e GERALDO
O “Grande Encontro” foi, na sua origem, um álbum conjunto
dos cantores Alceu Valença, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo e Zé Ramalho, lançado
em 1996 e gravado ao vivo em Julho desse mesmo ano no Canecão, no Rio de Janeiro. Este
álbum foi o primeiro trabalho de uma trilogia, que contaria com mais dois
álbuns (um de estúdio no ano seguinte, e mais um ao vivo em 2000, ambos sem a participação de Alceu
Valença). A quarta edição desse encontro histórico da Música Popular Brasileira,
aparece agora para celebrar os 20 anos de existência do projecto. Em Outubro de 2016,
três deles voltam a se unir mais uma vez: a paraibana Elba Ramalho e os
pernambucanos Geraldo Azevedo e Alceu Valença. Mesclando um repertório de
clássicos da MPB, música nordestina e sucessos dos três artistas, este projeto
é a junção de tudo o que houve de melhor das três edições anteriores. E traz
ainda três faixas inéditas para enriquecer ainda mais o repertório e um cenário
deslumbrante.
Depois do recente sucesso no Brasil, o “Grande Encontro” chega
finalmente a Portugal (espectáculo único - 30€ - a 12 de Julho de 2018, no
Coliseu de Lisboa), mais de 20 anos depois da sua edição original. A combinação
das suas diferentes sonoridades promete esbanjar energia e criar uma atmosfera
de festa, onde poderemos encontrar os artistas juntos em palco, grandes duetos
e momentos a solo. A oportunidade perfeita de ver um dos maiores espectáculos
de música brasileira no mundo. O “Grande Encontro” já foi tocado para mais de
um milhão de pessoas na Passagem de Ano em Copacabana no Rio de Janeiro e foi
dos concertos mais aplaudidos pela crítica e público no Rock In Rio, onde
esgotaram o recinto do Palco Sunset. Aqui ficam 5 clips desse memorável espectáculo:sábado, 21 de abril de 2018
O 2º Grande Encontro
Depois do sucesso do álbum "O Grande Encontro" (1996), que também contou com Alceu Valença, foi lançado um novo álbum, desta vez gravado em estúdio e sem a participação de Alceu, que preferiu continuar com sua carreira solo. Chegou-se a cogitar a participação do cantor Fagner para o lugar de Valença, porém, a ideia foi abortada.As Canções:
01. Disparada (Geraldo Vandré / Théo de Barros)
02. O Princípio do Prazer (Geraldo Azevedo)
03. Banquete de Signos (Zé Ramalho)
04. Miragens (Geraldo Azevedo / Zé Ramalho)
05. Pedras e Moças (Geraldo Azevedo / Zé Ramalho)
06. Canta Coração (Geraldo Azevedo / Carlos Fernando)
07. Eternas Ondas (Zé Ramalho)
08. Bicho de Sete Cabeças II (Geraldo Azevedo / Zé Ramalho / Renato Rocha)
09. O Autor da Natureza (Zé Vicente da Paraíba / Passarinho do Norte / Bráulio Tavares)
10. Saga da Asa Branca (Luiz Gonzaga / Humberto Teixeira / Zé Dantas)
11. Canção da Despedida (Geraldo Azevedo / Geraldo Vandré)
12. Ai Que Saudade d'Ocê (Vital Farias)
O 1º Grande Encontro
As Canções:
1. Sabiá (Luiz Gonzaga / Zé Dantas) – Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Elba Ramalho e Zé Ramalho
2. Coração bobo (Alceu Valença) – Alceu Valença e Zé Ramalho
3. Jacarepaguá Blues (Zé Ramalho) – Alceu Valença
4. Pelas Ruas Que Andei (Alceu Valença / Vicente Barreto) – Alceu Valença
5. Talismã (Alceu Valença / Geraldo Azevedo) – Geraldo Azevedo e Alceu Valença
6. O Ciúme (Caetano Veloso) – Geraldo Azevedo
7. Dia Branco (Geraldo Azevedo / Renato Rocha) – Elba Ramalho
8. O Amanhã é Distante (Tomorrow Is a Long Time) (Bob Dylan / versão de Geraldo Azevedo e Babaum) – Zé Ramalho e Geraldo Azevedo
9. Admirável Gado Novo (Zé Ramalho) – Zé Ramalho
10. Trem das Sete (Raul Seixas) – Zé Ramalho
11. Chão de Giz (Zé Ramalho) – Elba Ramalho e Zé Ramalho
12. Veja (Margarida) (Vital Farias) – Elba Ramalho
13. A Prosa Impúrpura do Caicó (Chico César) – Elba Ramalho
14. Tesoura do Desejo (Alceu Valença) – Alceu Valença e Elba Ramalho
15. Chorando e Cantando (Geraldo Azevedo / Fausto Nilo) – Elba Ramalho e Geraldo Azevedo
16. Banho de Cheiro / Frevo Mulher (Carlos Fernando / Zé Ramalho) – Elba Ramalho / Alceu Valença, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo e Zé Ramalho
Ficha técnica
O Show:
Iluminação: Cia da Luz
Design de Luz: Juarez Farinon
Operador Intelabeam: Jarbas Godard
Sonorização: Mac Áudio
Operador de Monitor: Sérgio Felipe
Operador de P.A.: Paulo Evangelista
Roadie: Josimo Feitosa e Carlos Santos (Bigode)
Cenógrafo: Lula Martins
Assistente de Produção: Ana Costa (Fatinha), Maria Dantas (Bia), Francisco Herculano (Ney), Pedro Leal e Ubirajara Dornelles
Produção Executiva: Alexandre Valentim
Realização: Acauã Produtora, Geração Produtora, Jerimum Produções e Tropicana Produções
O Disco:
Produzido por: Paulo Rafael
Direção Artística: Sérgio De Carvalho
Engenheiro de Gravação: Carlos B. Ronconi
Mixagem e Edição: Discover
Engenheiro: Fábio Henrique e Guilherme Reis
Assistente: Rodrigo e Alexandre Ribeiro
Masterizado por: Ricardo Garcia (Magic Master)
Capa: Luiz Stein
Fotos: Lívio Campos
Assistente de Arte: Daniel De Souza
terça-feira, 29 de novembro de 2016
ELBA RAMALHO - OS PRIMEIROS ALBUNS
Normalmente escrevo sobre apenas um disco em cada post aqui em meu blog. Mas neste caso não há outra saída. Meu coração ainda não decidiu de qual dos dois discos sobre os quais quero falar ele gosta mais. Quantas lembranças em cada um. Quantas tempestades de emoções. Quantos trovões sacudindo a alma. Mas tudo bem, cabem os dois em meu coração . E são eles "Ave de Prata" e "Capim do Vale". Primeiro e segundo trabalhos de Elba respectivamente. São parecidos no som e nas lembranças. O mesmo mandacarú rasgando a carne, o mesmo carcará voando alto sob o sol. Após ouvir todo o disco "Ave de Prata", fica a certeza: este disco era necessário, essa cantora tinha de existir. "Canta Coração", um recado de Geraldo Azevedo e Carlos Fernando, traz um sentimento morno ao coração. Uma guitarra que acredito ser de Robertinho do Recife ( me corrijam por favor se estiver enganado), faz meu "alegre coração triste como um camelo" chorar a ausencia da namorada. Primeiro disco, primeira música, primeiro impacto. Chico Buarque não poderia escolher alguem melhor para cantar "Não Sonho Mais". Eu é que vivo sonhando com aqueles bons tempos. A sanfona lembra que o forró é bom, mesmo moderno. Não vou ficar aqui dizendo que antigamente se fazia discos com um time de primeiríssima linha de músicos, é só pesquisar a ficha técnica e confirmar.
Uma cascavel armando o bote e balançando o maracá. A segunda investida, o mesmo som perfeito, ainda o nordeste queimando sob o céu azul sem sol dentro do "Caldeirão dos Mitos". Forró, um fole de oito baixos no sertão. Quem já se apaixonou sabe o "Nó Cego" que dá no peito. Essa canção tem algo de maracatú no sacolejo da voz de Elba somado a um som de cítara. Eitcha nóis. Pés de Milho, andarilhos como nossos filhos. Um naipe de cordas emoldura com elegância clássica a melodia andarilha desta canção. Pura emoção. Depois vem um revisitação de "Légua Tirana" de Luiz Gonzaga (sua benção) e Humberto Teixeira. Quem teve a felicidade de ouvir mestre Lua cantar esta música, sabe da responsabilidade desta moça recem-chegada ao mundo do estrelato da mpb. "Porto da Saudade" tem todos os elementos nordestinos, desde a letra, até o triângulo marcando sempre e até o fim da canção. O auge da reverência ao nordeste está na interpretação visceral de "O Violeiro" de Elomar. Só Elba e uma viola ponteada. "Amor, forria, viola, nunca dinheiro. Viola, forria, amor, dinheiro não". Como disse antes, tem mais coisa no disco. Ouçam estes discos...eles são muito bons. (in OuçaEsteDisco)































