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quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

PAGE & PLANT: "Walking Into Clarksdale"

Original released on CD Mercury 558 025-2
(UK, 1998)

For all of the acclaim it received, there's no denying that "No Quarter" was a tentative reunion for Page & Plant, containing only a handful of new songs that were scattered among many reworked old favorites. Since its supporting tour went well, the duo decided to make their reunion permanent, setting to work on an album of entirely new material. Taking the world music dabblings of "No Quarter" as a cue, Page & Plant tempered their eclecticism with a healthy dose of their monolithic guitar army, hiring Steve Albini, the indie rock producer notorious for his harsh, brutal recordings, to helm the boards. In other words, it sounds perfect on paper - groundbreaking veteran artists still taking chances and working with younger collaborators who would challenge them. If only "Walking into Clarksdale" actually played that way. It's certainly possible to hear where the duo was intending to go, since the circular melodies, Mideastern drones, sawing strings, drum loops, and sledgehammer riffs all add up to an effective update and progression of the classic Zeppelin sound. The problem is, the new sound doesn't go anywhere. There's potential in this metallic worldbeat rock, but only a few cuts, such as the stately "Most High" and the shimmering "Shining in the Light," realize it. Much of the album disappears under its own mass, since their are no well-written songs, catchy riffs, or memorable melodies to support the sound. And that's what makes "Walking into Clarksdale" so frustrating - you can hear the potential, and even enjoy the album on the musical surface, but there's nothing to make you return to the album once it's finished. And that ultimately means that the album simply reiterates the promise of the reunited Page & Plant instead of fulfilling it. (Stephen Erlewine in AllMusic)

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Lisa Is Back To Earth

Original released on CD BMG 74321.61463.2
(EU, 1998)


At first, Lisa Ekdahl's squeaky, girlish voice may seem inappropriate for the pop standards she has chosen to make her trade, but given some time, her voice and laid-back style become endearing. True, she occasionally seems mannered and borrows heavily from her inspirations (most notably Billie Holiday), but she shows signs of developing her own style throughout her second American album, "Back to Earth". Like its predecessor, "When Did You Leave Heaven", "Back to Earth" was recorded with the Peter Nordahl Trio and has a charming mellow vibe. Nordahl has an elegant turn of phrase and his rhythm section - drummer Ronnie Gardiner and bassist Patrik Boman - has a light touch that keeps the focus on Ekdahl. It is true that her voice may strike some listeners as odd, but it's girlish, not thin, which means she can nail the emotions of the songs. There may be a few missteps here and there, but she delivers ballads ("What Is This Thing Called Love?," "The Laziest Gal in Town," "Now or Never") as well as swing ("Down with Love," "I Get a Kick Out of You"). Yes, the selections are a little predictable and Ekdahl is a bit of an acquired taste, but ultimately, "Back to Earth" is quite charming. (Stephen Erlewine in AllMusic)

sábado, 21 de outubro de 2017

Sooner Or Later Everyone Does


As modern soundtrack scores go, the quality can be hit or miss, but Thomas Newman's work is almost always something to get excited about, as evidenced in the Oscar-nominated "The Shawshank Redemption", "Road to Perdition", and the title theme for "Six Feet Under". His score for "Meet Joe Black" contains the seeds of beauty that would fully flower on his score for "American Beauty", the next film he scored and a high point of his career. "Whisper of a Thrill", the soaring romantic theme, is a perfect distillation of the film's emotional plot, its yearning melody shadowing Joe Black's (Brad Pitt) love for the beautiful Susan (played by Claire Forlani) and its ultimate futility. As romantic themes go, Newman's ranks as a recent classic that captures both the initial rush of love and also the devastating crush of its leaving. Newman skillfully weaves this theme into the rest of the score, and its sweeping sentimentality is flexible enough to be incorporated into other melodic themes, such as the denouement of "Someone Else". For the most part, gentle strings and woodwinds dominate, with gentle piano work reserved for special, heart-tugging moments. But the score is also quite playful, as on "Peanut Butter Man", where a flute meanders over bouncing strings, and also in the quick, percussive staccato of the middle-eight. This is an excellent score, an achievement from any composer, and something that ranks up near the top of Thomas Newman's work. And Rato Records went a little bit further, by adding some classics from the past, which are related to the movie. A very special edition for you to enjoy!

domingo, 27 de setembro de 2015

RUI VELOSO: OS VÊS PELOS BÊS




















Sobre Rui Veloso já tive a oportunidade de ler as opiniões mais díspares. Lembro-me aqui há alguns anos, num comentário a um post inserido no blog YéYé do meu amigo Luís Pinheiro de Almeida, de alguém o apelidar, e cito, «o António Calvário do cavaquismo, assim uma espécie de cantor do regime!» No polo oposto, quantas vezes a designação de “Pai do Rock Português” não lhe foi já concedida? É por demais sabido que extremismos nunca levarão nada a bom porto. E se apenas por maledicência se pode conotar o Rui Veloso com o nacional-cançonetismo (o que até pode não ser um insulto, pois mesmo dentro desse género musical existem coisas muito interessantes e de qualidade), já o cognome de “Pai do Rock Português” só poderá ser atribuído por ignorância. Como diria o meu amigo José Forte, «Rui Veloso é tanto pai do rock português como o Elvis Presley é o rei do rock ‘n’ roll». Com o devido distanciamento, é claro. Aliás, sendo o Rock um tipo de música marginal e irreverente, nunca lhe consegui vislumbrar “sangue azul” ou atribuir sequer uma ascendência legítima. Pelo contrário, sempre o vi mais como que um bastardo filho-da-mãe, fruto acidental de uma noitada de copos e devaneios.



Há quem também tente justificar o êxito do Rui Veloso com as condições propícias em que ele apareceu. Económicas, sociais e culturais. Não partilho dessa opinião. É verdade que os tempos têm a sua influência, mas penso sinceramente que Rui Veloso seria sempre Rui Veloso e que a sua qualidade se imporia de qualquer modo, independentemente da altura em que aparecesse, contra ventos e marés e arautos da desgraça. A propósito, vale a pena ler o que escreveu o Daniel Bacelar, um dos pioneiros, no início da década de 60, do Rock cantado em português (e se o Rui Veloso fosse efectivamente o “Pai do Rock Português”, o Daniel seria provavelmente o “Avô”): «A minha opinião vale o que vale mas continuo a achar que no meio de muita coisa má que apareceu no chamado novo Rock dos anos 80, apareceu muita coisa boa que como de costume desapareceu (as pessoas têm de ganhar a sua vida por outros lados) e também apareceu o excepcional. Incluo o Rui nesta última classe, pois acho-o um artista completo (extraordinário guitarrista, uma voz expressiva e rica, e um compositor cheio de talento). O que lamento é a nossa capacidade tão portuguesa de destruir aquilo que é bom (a nossa inveja é uma doença que nos consome até á destruição total que aí vem em passo acelerado ) em vêz de acarinhar e divulgar o que há de bom nesta terra.»



Esta dupla coletânea de 40 temas foi elaborada há quase 12 anos, mas acho que continua bem actual, apesar do seu período englobar apenas as primeiras duas décadas da discografia de Rui Veloso. Até porque, e infelizmente, a frequência das gravações foi drasticamente reduzida desde que o novo século se iniciou. Mas estas 40 faixas, dos anos 80 e 90, são canções que fazem parte do modo de estar português e que por isso mesmo a grande maioria de nós reconhece aos primeiros acordes, não sendo necessário ser-se conhecedor ou sequer apreciador de música portuguesa. É assim a música do Rui que, apesar do título do seu segundo album, não está nem nunca estará fora de moda.




Se depois de ouvirem as músicas do Rui ainda sentirem a necessidade de o ver em cima de um palco, aconselho-vos o DVD do “Concerto Acústico”, editado no Natal de 2003. Além dos 18 temas que constituem o alinhamento do espectáculo (gravado num ambiente intimista, com algum público em redor dos músicos), o DVD inclui vários extras, como por exemplo uma entrevista informal com os músicos em casa do Rui Veloso, o making of do DVD e dois temas extras: o “Primeiro Beijo”, gravado no mesmo cenário do concerto com o acompanhamento dos Cabeças no Ar (Tim, João Gil e Jorge Palma) e toda a emoção do tema “Porto Sentido”, gravado ao vivo no Coliseu do Porto.


Para quem queira aprofundar conhecimentos, existe já publicada uma biografia, “Os Vês Pelos Bês” (edição Prime Books, Novembro 2006), da autoria de Ana Mesquita, uma conterrânea mais nova do Rato. Dos diversos depoimentos inseridos na contra-capa do livro, permito-me destacar o de João Gil : «Cresceu ao ponto de conseguir ultrapassar as exibições de virtuosismo e alcançou a capacidade de espaçar, procurando sempre a melhor nota, sem se preocupar tanto com a velocidade. Ou seja, em vez de dar as cinquentas notas do cardápio, escolhe apenas duas. Duas notas tão intensas, tão expressivas, que nelas se resumem as vidas de todos nós.»


DISCOGRAFIA (ALBUNS ORIGINAIS):
1980 - Ar de Rock
1982 - Fora de Moda
1983 - Guardador de Margens
1986 - Rui Veloso
1988 - Rui Veloso ao Vivo (duplo)
1990 - Mingos & Os Samurais (duplo)
1992 - O Auto da Pimenta (encomenda da Comissão dos Descobrimentos)
1995 - Lado Lunar
1998 - Avenidas
2003 - O Concerto Acústico (duplo)
2005 - A Espuma das Canções (CD+DVD)
2009 - Rui Veloso ao Vivo no Pavilhão Atlântico (CD+DVD)
2012 - Rui Veloso e Amigos
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