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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

VIRGINIA LEE: HER "EARLY RECORDINGS"

Esta compilação (dos anos 1961, 1963 e 1964) reúne algumas das primeiras gravações de Virginia Lee, cantora sul-africana que começou a sua carreira como artista convidada em albuns de Archie Silansky ou Dan Hill. Como peculiaridade assinala-se a sua capacidade em cantar em diversos dialectos, muitas vezes sem sequer os conhecer. Nesta coletânea podemos ouvi-la cantar em 8 diversas línguas, mas ao longo dos anos chegou às dezasseis! Refira-se "A Noiva" e especialmente "Coimbra" (uma fantástica versão em ritmo de cha cha cha), nas quais canta em português (ou será "africanês"?).

Does anybody has the 1st volume?

terça-feira, 21 de junho de 2016

A DANCE DATE WITH DAN HILL


Original Released on LP CBS KLD 4501
(SOUTH AFRICA, 1961)


Este album, que hoje tenho a honra de voltar a partilhar com todos os amigos deste blog tem uma pequena história que vale a pena ser contada aqui.

Sir Louis Percival Tita, intrépito cavaleiro andante sempre em busca de Holy Grails, descobriu um certo dia este objecto, perdido entre muitos outros, no chão poeirento de uma feira de artesãos. «Estranho, muito estranho mesmo», pensou ele com os seus botões ao pegar com todo o cuidado no invólucro de cartão que envolvia por completo o objecto. Mas algo lhe chamou de imediato a atenção: os nomes Dan Hill e João Tudella e o facto daquela rodela negra se deslocar a uma velocidade muito mais lenta do que a que ele estava habituado. Mas como o preço era uma autêntica bagatela, Sir Tita nem hesitou, largou logo ali algumas parcas moedas da sua bolsa, resgatando assim o estranho objecto da solitária condição em que se encontrava. Chegado ao seu castelo de Come-a-Lot, o nosso cavaleiro tratou logo de proteger a sua recente aquisição, destinada a figurar apenas nas vitrines espalhadas pelos longos corredores onde tinha por hábito guardar os seus tesouros.


Mas Sir Louis Tita tinha um diário onde costumava dar conta das suas andanças pelos quatro cantos do Reino, para gáudio dos seus amigos mais íntimos que tinham a permissão de o ler (e até comentar) durante os serões passados à volta da Tábua Arredondada. Um desses amigos era o Duque Carlos de Cornwall, que habitualmente zelava pelos tesouros do palácio. Assim que vislumbrou o novo artefacto, o Duque só a muito custo conseguiu reter as lágrimas pois aquele estranho objecto era nem mais nem menos do que um dos seus grandes amores de juventude. Sentiu-se rejubilar, invadido por uma felicidade sem limites. Mas depressa se deu conta também do mesmo problema, a velocidade a que aquela rodela tinha de girar para que os mágicos sons nela escondidos se pudessem soltar. É que havia necessidade de um aparelho especial com certas características para a rodela negra poder caminhar ao ritmo a que estava acostumada, sem correr o risco de sofrer uma qualquer síncope fatal. E aparelhos desses encontravam-se há muito perdidos nas brumas do tempo. Lembrou-se então de Sir Mouse, Marquês de Ratolândia, o qual mantinha há muitos anos uma relação privilegiada com o Mago Louis Merlin, mais conhecido pelo “nobre” dessa citadela, pois tinha ainda sangue azul a correr-lhe nas veias. Sir Mouse, com a ligeireza habitual, logo tratou de contactar o seu vizinho. E passados alguns dias, mais uma vez a magia do Mago Merlin produziu o efeito desejado: a rodela negra ganhou vida, reaprendeu a andar a uma velocidade normal e a partir de agora não mais ficará a criar pó em qualquer prateleira, pois os seus sons, enfim libertos, passarão a cativar de novo os ouvidos mais exigentes.



sábado, 29 de maio de 2010

EP GALLOTONE XEP 7195 (SA, 1963)

Eduardo Jaime nasceu em Lisboa, corria o ano de 1935. Começou a cantar aos 18 anos, acompanhando-se sózinho à guitarra e ganhando rapidamente notoriedade, primeiro na rádio e depois na televisão, sobretudo junto do público feminino. Em 1959 surgiu o primeiro contrato para África, onde começou por actuar em diversos teatros e night-clubs de Angola, Congo Belga e Rodésia. Nos finais desse mesmo ano chega a Moçambique, onde, em Lourenço Marques e durante cerca de 6 meses, realiza um programa no Rádio Clube de Moçambique, patrocinado pela Colgate-Palmolive, com a qual assina um contrato de exclusividade. Na vizinha África do Sul actua nos famosos “Colony” e “Ciro’s” de Johannesburg e no “Beachcomber” de Durban, onde chega a gravar um album ao vivo com o quarteto vocal The Sparklers, em 1961. Durante a década de 60 continua a gravar discos e a fazer actuações na África do Sul com o seu Eduardo Jaime Trio, dividindo-se entre boites de hoteis de Durban (como o “Causery” do Edward Hotel) e Johannesburg (no Langham Hotel). Para além de fazer a maior parte dos arranjos musicais dos discos que foi editando ao longo dos anos, Eduardo Jaime sempre teve também o hábito de interpretar as suas canções em variadissimas línguas: Espanhol, Francês, Italiano, Inglês, Grego, para além do português, é claro.
Este EP foi comprado na famosa Discoteca Bayly, em Lourenço Marques, conforme atesta o respectivo selo na contra-capa. "Famosa" porque era o local onde a juventude da época ia procurar avidamente os últimos sucessos importados directamente da África do Sul.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Walk Right In... To the Swingiest Bash on Record!

This is an original and exciting collection of South Africa Beat Music, edited in 1965 on LP EMI-Parlophone (PMCJ 12026). See back cover for details and... HAVE FUN!
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