Em 15 de Outubro (1973) os serviços de promoção da casa Arnaldo Trindade apresentavam aos órgãos de Informação o primeiro trabalho discográfico de Paulo de Carvalho para a editora portuense Orfeu.
Numa reunião muito agradável, toda a gente ressaltava o pequeno «show» conduzido por Carlos Cruz, com um timing e uma leveza a todos os títulos assinaláveis e que ainda hoje o classificam como um dos mais completos realizadores de que a rádio portuguesa pode (e não quer, pelos vistos) dispor.
Numa reunião muito agradável, toda a gente ressaltava o pequeno «show» conduzido por Carlos Cruz, com um timing e uma leveza a todos os títulos assinaláveis e que ainda hoje o classificam como um dos mais completos realizadores de que a rádio portuguesa pode (e não quer, pelos vistos) dispor.

Aproveitando o pequeno écran do Satélite, Carlos Cruz traçou com graça, verdade e bom gosto uma trajectória da vida musical de Paulo de Carvalho, desde as origens, em Alvalade, até à sensacional transferência da Movieplay-Procope para a Orfeu-Arnaldo Trindade, efectivada neste Verão. Slides, discos, a conversa do Paulo, um spot publicitário dito pelo Fernando Tordo (seu grande amigo e agora também companheiro de editora), as dicas de Carlos Cruz e finalmente, sem que isso fosse esperado, uma breve sequência de canções cantadas pelo Paulo no palco.
Já agora, quanto ao disco – um “simples” 45 r.p.m., “double A-Side”, “Animal farm / I’ll be there with you” – música de Paulo de Carvalho e José Calvário e letras de Kevin Hoidale (refª KSAT 501), cumpre dizer que ficámos à espera de melhor oportunidade para “observarmos” o Paulo de Carvalho.
(in “Cinéfilo” nº 4, 25 de Outubro de 1973)
(in “Cinéfilo” nº 4, 25 de Outubro de 1973)

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