Aos 31 anos
é actualmente considerado o melhor tenor australiano e um dos melhores do mundo.
Mas tudo começou em 2009, quando, aos 15 anos, Mark Vincent foi o grande
vencedor do concurso Australian Got Talent. Nessa altura foi uma autêntica
surpresa, por causa da qualidade patenteada na interpretação da ária “Nessun
Dorma” da ópera Turandot, criada em 1926 por Giacomo Puccini. Não houve qualquer dúvida: estava ali a despontar um dos mais talentosos cantores líricos que
o mundo já conheceu. Mark Vincent nasceu a 4 de Setembro de 1993, em Caringbah,
e desde criança que começou a trautear canções napolitanas no restaurante dos
pais. Pouco tempo depois os clientes já lhe pediam que cantasse mais a sério, e
Mark começou a actuar todas as noites de sexta e sábado. «Eu apaixonei-me por
esse tipo de música e soube imediatamente que era isso que eu queria fazer na
vida.» Depois foi a descoberta de Mário Lanza por causa de uma cópia do filme “O
Grande Caruso”, que a professora de canto, Janette Gould (já falecida), lhe
ofereceu. «Eu não conseguia acreditar que o homem tinha uma voz tão
extraordinária. Por isso li todos os livros que consegui arranjar sobre ele,
bem como os documentários que conseguia ver na televisão. Apaixonei-me! Lanza,
para mim, era Pavarotti e Frank Sinatra combinados, e penso que foi essa a
razão da sua grande popularidade.»
Depois de
ser declarado vencedor da terceira época do popular concurso, em 22 de Abril de
2009, Mark Vincent nunca mais parou. A Sony ofereceu-lhe de imediato um
contrato de gravação, e o primeiro álbum, “My Vision – Mi Visione” saíu pouco
depois, em 2 de Julho. Atingiu o 2º lugar de vendas e foi certificado album de
platina. Neste primeiro CD Mark Vincent dá-nos já ideia do que pretende para o
futuro: a combinação de temas clássicos operáticos com a chamada canção
ligeira. “Nessun Dorma” ou “Ave Maria” encontram-se lá, a par de temas
populares como “Hallelujah”, de Cohen, “My Way” de Sinatra ou “Unchained Melody”,
dos Everly Brothers. Porque a verdade é que a voz de Mark, cristalina e melodiosa,
se presta às interpretações mais diversas.
A edição de
álbuns não pára. Logo no ano seguinte aparecem “Compass”, em 16 de Abril, e “The
Great Tenor Songbook”, em 19 de Novembro, certificados ambos como discos de
ouro devido ao nº de vendas alcançado. No 4º álbum, “Songs From the Heart”,
editado em 14 de Outubro de 2011, Mark Vincent, como tantos outros (e outras)
antes dele, não resiste à tentação de interpretar “Bridge Over Troubled Water”.
Mas, como sempre, o resultado não é famoso. E isso porque a canção de Paul
Simon teve a sorte de encontrar Art Garfunkel num momento de grande inspiração,
quando este a gravou em Novembro de 1969. Há coisas em que não se deve mexer,
pela única razão de serem perfeitas. Até o próprio Garfunkel nunca mais a
conseguiu interpretar da mesma maneira. Em 18 de Outubro de 2013 foi editado
novo álbum, “The Quartet Sessions”, gravado, como o nome indica, apenas tendo
como acompanhamento um quarteto de cordas. No conjunto dos temas seleccionados
é um dos melhores álbuns de Mark.
Seguem-se
três anos de concertos, um pouco por todo o mundo, e só em 15 de Abril de 2016
aparece nova gravação, desta vez uma colaboração com a cantora Marina Prior, intitulado "Together".
Talvez seja o pior trabalho de Mark até hoje, muito por culpa da companheira de
canto que não possui os dotes artísticos que lhe permitam estar à altura dele. De 2017 a 2024 saem mais 4 álbuns: “A Tribute to Mario Lanza” (14 de
Abril de 2017), “The Most Wonderful Time of the Year” (o inevitável álbum
natalício em 16 de Outubro de 2018), “In the Eyes of a Child” (6 de Maio de
2022) e “Life is Beautiful” (16 de Outubro de 2024). Em 2016 Mark ganha o
prémio australiano da Mo Awards como o melhor vocalista do ano e em 2017
desempenha o papel de Freddy na produção australiana de “My Fair Lady”. Mark
Vincent é casado e tem três filhos, dois rapazes e uma rapariga, esta última
nascida no Natal de 2023.
A presente coletânea de 22 temas é a primeira que Rato Records disponibiliza para todos os seus seguidores do blogue. Diz respeito aos primeiros anos de gravações (2009-2013) ou seja, canções gravadas por Mark Vincent antes de completar os 20 anos. De futuro outras coletâneas se seguirão, uma vez que como refere o título do tema que ele interpretou em Fevereiro de 2019 para a Eurovisão, “This Is Not the End”.







2 comentários:
Thanks a lot!
Let me know your opinion after you listen to this collection.
Enviar um comentário