sábado, 3 de setembro de 2016

Is everybody in? The ceremony is about to begin...................... WAKE UP!!!

Original released on Double LP Elektra EKS-9002
(US, July 1970)

Este foi o album que nos inícios dos anos 70 usei como cartão de visita ao universo dos Doors. Uma mudança nos meus hábitos, uma vez que sempre substimei os albuns ao vivo em relação aos albuns de estúdio. Aliás, e confirmando isso mesmo, são raros os albuns Live dos quais me tornei fá incondicional. Posso citar, para além deste, o “Live at Leeds”, dos Who, o “Get Yer Ya-Ya’s Out” dos Stones, o “ Live Dead” dos Greatful Dead, o "Band of Gypsys" do Hendrix ou, num contexto diferente (já de revivalismo) o “Concert at Central Park”, dos Simon & Garfunkel. E de  momento não me consigo lembrar de mais nenhum que tivesse uma importância tão relevante como os atrás citados.


As concepções que Jim Morrison elaborou através das suas experiências cinematográficas, aplicou-as também no palco, atingindo um grau de realização superior. A nível do público, os concertos dos Doors foram sempre tumultuosos. A combinação da excitação dos espectadores com o clima de revolta veiculado pela música deles, criava um estado de tensão com o qual Morrison se divertia, «curioso por ver o que aconteceria». A presença de forças policiais quase sempre hostis rompia por vezes o frágil equilíbrio, geralmente por causa de Morrison. Donde um certo número de incidentes memoráveis, de que os mais célebres, que levaram à sua detenção, tiveram lugar em Newhaven em 67 e em Miami, em 69. «Quando fico fora de mim no palco, é geralmente por uma única razão, não posso suportar que o espectáculo seja interrompido. Isso põe-me furiosamente doido, não só por nossa causa, mas também por causa dos espectadores, que não ficam melhor do que nós».


Este duplo album foi o único Live editado durante o período de vida da banda e foi compilado a partir de diversas actuações ao vivo nos EUA, realizadas entre Agosto de 1969 e Junho de 1970, e constitui um espantoso documento do que eram os Doors em palco com Morrison. Muitos grupos fizeram discos Live, mas em geral sem outro objectivo que o de guardar numa gravação essa espontaneidade musical que só existe em concerto. "Absolutely Live", pelo contrário, quer-se um documentário-orgânico (para citar a expressão incluída nas notas escritas no interior da capa original) do que se passava nos concertos dos Doors a todos os níveis e não sómente no da música. Com este objectivo, as quatro faces seguem o desenrolar de um concerto, com os seus múltiplos pequenos incidentes e practicamente sem nenhuma interrupção. Por isso mesmo, o ficheiro aqui disponível, apresenta o album completo, do princípio ao fim, sem interrupções.



Troughs where the pandemonium becomes unbearable, peaks of majestic poetic beauty, senseless brutality, sexuality and tension bubbling just beneath the surface. Just some of the things you’ll find on "Absolutely Live". The revulsion factor runs high, from a flinty call for control at the beginning to a battle between raging egos during “When The Music's Over” that affords a window into what Hell must be like. When it was released, "Absolutely Live" was notable for inclusion of previously unreleased songs and covers - “Who Do You Love,” “Universal Mind,” “Build Me A Woman,” “Close To You,” “Love Hides” - none of it essential (well, maybe “Universal Mind”). Throughout, Morrison is the center of the storm, though Robby Krieger does slip in some stunning leads. His voice is rough and rich and wonderful, his readings of «Petition The Lord With Prayer' and “Celebration of the Lizard” flooded with dark charisma. In a sense, the disc plays out like a multimedia experience. You don’t hear the performances so much as feel them. It’s a visceral, vicarious pleasure for those who buy into the band’s mythology. (Dave Connolly)

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