CONHECE JOE BLACK?
segundo a peça "Death Takes a Holiday", de Alberto Casella
Cinematografia: Emmanuel Lubezki
Música Original: Thomas Newman
Montagem: Joe Hutshing e Michael Tronick
Direcção Artística: Robert Guerra
Cenários: Leslie Bloom
Guarda-Roupa:Auden Bronson-Howard e David C. Robinson
Estreia nos EUA: 1998, Novembro 13
Cinematografia: Emmanuel Lubezki
Música Original: Thomas Newman
Montagem: Joe Hutshing e Michael Tronick
Direcção Artística: Robert Guerra
Cenários: Leslie Bloom
Guarda-Roupa:Auden Bronson-Howard e David C. Robinson
Estreia nos EUA: 1998, Novembro 13
Estreia em Portugal: 1999, Janeiro 15

Meet Joe Black é um filme curioso que se desenvolve a partir de um argumento baseado numa peça de teatro levada originariamente ao cinema em 1934: "Death Takes a Holiday", realizado por Mitchell Leisen e com Fredric March no protagonista. Mais tarde, em 1971, seria ainda feita uma versão vídeo com Melvyn Douglas e Myrna Loy.

William Parrish (Anthony Hopkins), multimilionário à beira de completar o seu 65º aniversário pressente a vinda da morte. Só que, desta vez, a premonição habitual vai mais além e manifesta-se mesmo materialmente. A Morte entra-lhe em casa e na vida do dia-a-dia, personificada num corpo de homem recém-falecido num acidente de viação - chegou Joe Black (Brad Pitt).

O objectivo final é logicamente o acompanhamento na derradeira viagem mas, por curiosidade, a Morte decide atrasar um pouco a partida para em troca conhecer o modo de vida dos humanos. E tudo não passaria de um simples contrato de adiamento se essa vida fosse linear, sem altos nem baixos, desprovida de sensações.

Mas como rapidamente a Morte percebe, a vida humana é completamente o oposto, complicada, cheia de nuances e paixões. E o inevitável acontece: Joe Black apaixona-se, descobre a razão principal da vida na pessoa da filha mais nova do seu anfitrião, Susan (Claire Forlani).

Meet Joe Black, nas suas 3 horas de duração, não é um filme de fácil aceitação - ou se gosta muito ou se detesta. Considerado por muita crítica como um dos piores filmes do ano (teve mesmo alguns "prémios" especiais a distingui-lo nesse sentido), foi por outro lado muito bem aceite pelo público, que nele encontrou razões de sobra para de algum modo se rever nos anseios e esperanças de uma vida que vale a pena ser (bem) vivida enquanto dura:

« Love is passion. Obsession. Someone you can't live without. Someone you fall head over heels for. Find someone you can love like crazy, and will love you the same way back. Listen to your heart. No sense in life without this. To make the journey without falling deeply in love, you haven't lived a life at all. You have to try, because if you haven't tried, then you haven't lived».

Uma referência final para a excelente banda-sonora, da autoria de Thomas Newman ("The Shawshank Redemption") e onde se encontram também referências obrigatórias da música americana, de Gershwin ("Our Love is Here to Stay") a Irving Berlin ("Let's Face the Music and Play", "Cheek to Cheek"), passando por Jerome Kern / Oscar Hammerstein II ("Can't Help Loving That Man") e Richard Rodgers / Lorenz Hart ("Where or When"). De salientar, no genérico final, uma brilhante interpretação de Israel Kamakawiwo'ole de "Somewhere Over the Rainbow / What A Wonderful World".





7 comentários:
Anyone knows who's the guitar player on the second half of the YouTube video?
By the way, it's a ten minutes great love scenes video from this wonderful movie!
Mais um magnífico post, Rato, obrigado! Então o video dá vontade de ir a correr buscar o filme à prateleira para nova visão.
E a Claire Forlani é neste filme particular, uma autêntica mulher de sonho.
UM DOS GRANDES FILMES ROMÂNTICOS DAS ÚLTIMAS DÉCADAS!
"Meet Joe Black" ultrapassou airosamente o teste do tempo - 10 anos, desde que ele se estreou por terras lusas. E ainda me recordo dos disparates que os "escribas do Reino" fizeram questão de estampar em jornais e revistas, um pouco por todo o lado. Quando é que esses chamados "críticos" entendem que existem filmes "especiais" que só o passar dos anos dá o seu real valor? Este é sem dúvida um deles. E hoje, ao revê-lo, não tenho qualquer dúvida que se mantém actual e mais apelativo do que nunca. Um argumento deveras original, uma direção de actores de grande nível, uma banda sonora de arrasar. Apaixonante! São 3 horas que, tal como os 65 anos do protagonista, se passam num piscar de olhos.
Aproveitem bem esta banda sonora especial que o meu amigo Rato teve o bom gosto de criar para todos nós e vejam (ou revejam) o grande clássico em que este filme já se tornou por mérito próprio. De certeza que não vão dar o vosso tempo por mal empregue.
Que bem que se ligam os temas "Over The Rainbow" e "What a Wonderful World"! Uma ideia de mestre!
E o filme é de facto uma pérola.
Muy agradable...Obrigado!
Thanx a million ol' dude!
Great movie, great tunes!
Enviar um comentário