UK: Rolling Stones Records CUN 39108 (1978, June 16)
US: Rolling Stones Records COC 39108 (1978, June 17)
«It’s called “Some Girls” because
US: Rolling Stones Records COC 39108 (1978, June 17)
«It’s called “Some Girls” because
we can't remember their fuckin’ names!»
(Keith Richards)
Some girls give me money
Some girls buy me clothes
Some girls give me jewelry
That I never thought I'd own
Some girls give me diamonds
Some girls heart attacks
Some girls I give all my bread to
I don't ever want it back
Some girls give me jewelry
Others buy me clothes
Some girls give me children
I never asked them for
So give me all your money
Give me all your gold
I'll buy you a house back in zuma beach
And give you half of what I own
Some girls take my money
Some girls take my clothes
Some girls get the shirt off my back
And leave me with a lethal dose
French girls they want cartier
Italian girls want cars
American girls want everything in the world
You can possibly imagine
English girls they're so prissy
I can't stand them on the telephone
Sometimes I take the receiver off the hook
I don't want them to ever call at all
White girls they're pretty funny
Sometimes they drive me mad
Black girls just wanna get fucked all night
I just don't have that much jam
Chinese girls are so gentle
They're really such a tease
You never know quite what they're cookin'
Inside those silky sleeves
Give me all you money
Give me all your gold
I'll buy you a house back in zuma beach
And give you half of what I own
Some girls they're so pure
Some girls so corrupt
Some girls give me children
I only made love to her once
Give me half your money
Give me half your car
Give me half of everything
I'll make you world's biggest star
So gimme all your money
Give me all your gold
Let's go back to zuma beach
I'll give you half of everything I own
«American black rights leader Reverend Jesse Jackson described the title song of “Some Girls” as “vulgar and obscene”. It was also “an insult to coloured people”. Mr Jackson said he would be meeting singer Mick Jagger and representatives of Atlantic Records about his complaint. “We do not want to act like censors” he said, “but we feel that Mick Jagger has a social responsibility” (Daily Express, 22 September, 1978).
Atentando na letra de “Some Girls” facilmente se conclui ser a mesma apenas um conjunto de ditos espirituosos a respeito das mulheres. Mas na época foi o bastante para surgirem logo acusações de sexismo o que, diga-se de passagem, apenas contribuiram para o êxito comercial do disco.
Um album recheado de polémica este. A começar pela capa original (aqui mostrada, e da autoria de Peter Corriston) que enfureceu as actrizes Raquel Welch, Sophia Loren (esta oculta pela cara de Bill Wyman), Farrah Fawcett e Lucille Ball quando descobriram as respectivas fotografias pintalgadas na capa do disco. À distância de trinta anos não se percebe lá muito bem qual a razão de tanta agitação (o grafismo até faz lembrar um pouco Andy Warhol), mas o que é certo é que a capa foi corrigida, tendo sido retiradas todas as fotografias das actrizes presentes e não apenas das que na altura moveram processos contra a editora. A capa original sofreu posteriormente variadissimas alterações, conforme o país em que o album ia sendo editado. Entretanto as quatro cores de fundo presentes nas edições originais (em três diferentes variações de “ordem”) também desapareceram, sabe-se lá por que razão. Felizmente a contra-capa manteve-se inalterável, directamente inspirada em anúncios publicitários de lingerie dos anos 50.
Musicalmente, “Some Girls” é a resposta dos Stones ao Punk e ao Disco, muito em voga na segunda metade dos anos 70. Nesse sentido, “Miss You”, gravada em Dezembro de 77 e editada em single logo no início de 78 (com “Far Away Eyes” no lado B) é descaradamente Disco mas, como referia a revista Rolling Stone, tocada de um modo muito mais agressivo do que as genuínas. Ou seja, Os Stones embarcavam na onda da moda mas sem perderem as suas características de “enfants terribles”.
O album foi gravado em Paris, nos estúdios Pathé Marconi, entre 7 de Outubro de 1977 e 22 de Fevereiro de 1978. O engenheiro de som foi Chris Kimsey e todas as faixas foram compostas (exceptuando-se “Just My Imagination”, de Whitfield / Strong) e produzidas por Mick Jagger e Keith Richards. É o último grande album da banda numa altura em que, salvo algumas excepções, practicamente todos os grandes nomes da década de 60 já tinham saído de cena. Mas da parte dos Stones sente-se neste album que eles têm o intuito de manter certas ilusões a respeito dos eternos rebeldes do passado. Não se consideram ultrapassados, querem continuar na vanguarda do Rock.
Para além do Disco de “Miss You” («Mick told me that he wrote “Miss You” for me but he propably told lots of girls that», afirmou uma sorridente Jerry Hall em 2002), o album percorre vários géneros musicais: Country (a interessante balada “Far Away Eyes”, muito por causa da pronúncia de Jagger), Motown (a medíocre cover dos Temptations, “Imagination”) e Punk (o excitante tema final, “Shattered”), para além do Rock and Roll de sempre, claro. Dois dos meus temas favoritos (“Before They Make Me Run” e “Beast of Burden”) são da autoria de Keith Richards, sendo também de destacar o magnífico “Respectable”. As ovelhas ranhosas são, sem grandes dúvidas, a já citada “Imagination” e “When The Whip Comes Down”.
No geral um bom disco, com uma sólida secção rítmica, e que acabou por se tornar num dos mais vendidos da banda (nº 1 e 32 semanas nos EUA; nº 2 e uma permanência de 25 semanas nas tabelas inglesas). A consequência, para o melhor ou para o pior, é que contribuiu decisivamente para os Rolling Stones continuarem a usufruir por mais umas dezenas de anos do epíteto da “maior banda de rock and roll do mundo”.





1 comentário:
Já ouvi....
É uma merda....
ainda estou a recuperar do choque...
merecia um longo comentário...
se tiver tempo....mas...
...'que os pariu... francamente.....!
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