Pelos vistos a Valentim de Carvalho sempre foi exímia em conseguir lucros fáceis à custa de terceiros. Ainda relativamente ao EP “A Mãe” do Conjunto de Oliveira Muge soubemos que a 2ª edição do disco (a que tem os bailarinos na capa) foi feita pela VC em Portugal, dois anos depois de o original ter sido editado em Moçambique, e sem qualquer autorização ou concordância tácita dos elementos do grupo. Alteraram a capa a seu belo prazer e lançaram o disco como de uma novidade se tratasse. Resultado: venderam milhares de discos e não pagaram um único escudo de “direitos de autor” aos legítimos proprietários. Uma vigarice de todo o tamanho que os elementos do grupo ainda pensaram levar a tribunal. Só que os custos exigidos pelo advogado eram de tal modo incomportáveis na altura que acabaram por desistir.
1 comentário:
Pelos vistos tiveram o retorno das suas safadezas ao longo dos anos. Onde estão as discotecas VC? Nem uma para amostra. E longe de mim em me congratular por esse facto, tenho até muitas saudades dessas discotecas desaparecidas, sobretudo a do Rossio (cada um daqueles três pisos fazia as minhas delícias). Aliás, o mamute que deu cabo delas (e de outras), conhecido pela sigla FNAC, põe de igual modo os cifrões à frente de tudo. Mas será que os responsáveis desses grandes espaços comerciais não sabem do que se edita lá fora? Aqui só aparece o óbvio, as novidades ou as coletâneas, e a preços muito superiores aos praticados na grande maioria das lojas virtuais. Albuns originais dos gloriosos sessenta e setenta (considerados "fundo do catálogo) só mandando vir pela internet. E mesmo, assim, pasme-se (!): a FNAC do Colombo é o espaço comercial que mais factura...em todo o Mundo! Parece que os consumidores lusos gostam mesmo de ser "comidos".
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