Lembram-se das velhinhas pistas Scalextric do início dos anos 60? Este ano comemora-se o meio século de existência (as primeiras apareceram precisamente em 1957) nos diversos clubes de aficionados espalhados um pouco por todo o mundo. Sucessora das marcas Scalex e Startex (que eram modelos ainda movidos a corda) a Scalextric depressa se tornou líder mundial na fabricação de pistas e carros eléctricos à escla 1/32, pertencendo hoje ao grupo inglês Hornby Hobbies Lda.
Até há algum tempo atrás estava plenamente convencido que as vulgarmente chamadas “pistas de carrinhos eléctricos” faziam já parte do passado. Redondo engano! Parece que a mania está mais activa do que nunca. A única diferença diz respeito apenas à idade dos praticantes: hoje os grandes entusiastas são na sua grande maioria adultos de barba rija, de quarenta e tal anos para cima, que gastam infidáveis horas na preparação das pequenas máquinas. E, apesar do seu ar mais ou menos bonacheirão, mais ou menos descontraído, levam as corridas (e campeonatos!) mesmo muito a sério!
Até há algum tempo atrás estava plenamente convencido que as vulgarmente chamadas “pistas de carrinhos eléctricos” faziam já parte do passado. Redondo engano! Parece que a mania está mais activa do que nunca. A única diferença diz respeito apenas à idade dos praticantes: hoje os grandes entusiastas são na sua grande maioria adultos de barba rija, de quarenta e tal anos para cima, que gastam infidáveis horas na preparação das pequenas máquinas. E, apesar do seu ar mais ou menos bonacheirão, mais ou menos descontraído, levam as corridas (e campeonatos!) mesmo muito a sério!
Mas voltando atrás, ao boom inicial da marca nos primeiros anos de implantação, recordo com alguma nostalgia o tempo em que também eu era um praticante furioso da modalidade. Pois se até os próprios Beatles eram grandes entusiastas (principalmente John Lennon) nós jovens, que os seguíamos em tudo e mais alguma coisa, não poderíamos ter ficado imunes a toda aquela loucura. Por ter tido um pai muito compincha (que felizmente ainda conservo) fui um pouco mais felizardo do que a grande maioria dos meus amigos e a minha Scalextric tornou-se lendária na vizinhança: montada num estrado enorme de madeira (mandado fazer sob medida e que ocupava toda a cave da casa onde então morava) o seu traçado serpenteava por vales e montanhas de gesso e esferovite convenientemente pintados em cores diversas de onde o verde obviamente se destacava. E havia lagos, e árvores, e casas, e pessoas e animais, como se de um gigantesco presépio se tratasse.
A zona das boxes, então, era um verdadeiro espectáculo, na transposição fiel da realidade para a escala 1/32, onde não faltavam os atarefados mecânicos, as bancadas repletas de espectadores ou os parques de estacionamento ocupados pelos automóveis da época (aqueles perfeitos Dinky Toys, lembram-se?). Não esquecendo ainda o comboio eléctrico que circulava a toda a volta da pista entre estações ferroviárias, e também a iluminação produzida por dezenas de pequenos candeeiros estrategicamente colocados. Um autêntico mundo de cor e magia do qual naqueles meados dos anos 60 eu era o mago supremo. Hoje conservo ainda os meus campionissimos carros, na esperança de os poder voltar a ver um dia ganhar mais uma corrida. A propósito, conhecem alguma pista pública por aí?





