Depois da dupla Simon & Garfunkel se ter separado, pouco depois do lançamento da obra-prima intemporal que é “Bridge Over Troubled Water”, a expectativa era grande em saber-se como iriam evoluir as respectivas carreiras a solo. Foram precisos dois longos anos para que pudessemos ter a alegria de pegar num novo álbum, este primeiro (se não contarmos com o “Songbook”, que nessa altura ainda não tinha sido editado oficialmente) de Paul Simon (“Angel Clare”, de Art Garfunkel, só saíria a público 20 meses depois, em Setembro de 1973). Vi esta capa pela primeira vez numa discoteca de Johannesburg, onde fui passar uns dias de férias, que, invariavelmente, eram preenchidos a escutar as últimas novidades discográficas. Lembro-me de me sentar ao balcão da loja (chamada “Look & Listen”, na Eloff Street) e por ali ter ficado a tarde inteira, a escutar todas aquelas pequenas maravilhas: “Mother and Child Reunion”, “Duncan”, “Run That Body Down”, “Me and Julio Down By the Schoolyard” e “Peace Like a River” foram as que mais me chamaram a atenção e, ainda hoje, continuam a ser as minhas favoritas. Quando saí da “Look & Listen”, pelo fim do dia, já trazia o álbum debaixo do braço. Este, e o seguinte (“There Goes Rhymin’ Simon”, publicado em Maio de 1973), foram dois dos mais assíduos companheiros que tive em mais de meio século. Eu envelheci, mas eles não: continuam lindissimos, tal como da primeira vez que nos conhecemos. São assim, os amores eternos.quarta-feira, 18 de março de 2026
PAUL SIMON 72
Depois da dupla Simon & Garfunkel se ter separado, pouco depois do lançamento da obra-prima intemporal que é “Bridge Over Troubled Water”, a expectativa era grande em saber-se como iriam evoluir as respectivas carreiras a solo. Foram precisos dois longos anos para que pudessemos ter a alegria de pegar num novo álbum, este primeiro (se não contarmos com o “Songbook”, que nessa altura ainda não tinha sido editado oficialmente) de Paul Simon (“Angel Clare”, de Art Garfunkel, só saíria a público 20 meses depois, em Setembro de 1973). Vi esta capa pela primeira vez numa discoteca de Johannesburg, onde fui passar uns dias de férias, que, invariavelmente, eram preenchidos a escutar as últimas novidades discográficas. Lembro-me de me sentar ao balcão da loja (chamada “Look & Listen”, na Eloff Street) e por ali ter ficado a tarde inteira, a escutar todas aquelas pequenas maravilhas: “Mother and Child Reunion”, “Duncan”, “Run That Body Down”, “Me and Julio Down By the Schoolyard” e “Peace Like a River” foram as que mais me chamaram a atenção e, ainda hoje, continuam a ser as minhas favoritas. Quando saí da “Look & Listen”, pelo fim do dia, já trazia o álbum debaixo do braço. Este, e o seguinte (“There Goes Rhymin’ Simon”, publicado em Maio de 1973), foram dois dos mais assíduos companheiros que tive em mais de meio século. Eu envelheci, mas eles não: continuam lindissimos, tal como da primeira vez que nos conhecemos. São assim, os amores eternos.sábado, 25 de outubro de 2025
sexta-feira, 13 de junho de 2025
terça-feira, 3 de junho de 2025
quinta-feira, 12 de dezembro de 2024
terça-feira, 10 de dezembro de 2024
"GRAVE
NEW WORLD "
Original
released as LP A&M AMLH 68078, UK 1972-02-04
Side one
A1. Benedictus
A2. Hey, Little Man… Thursday’s Child
A3. Queen of Dreams
A4. Heavy Disguise
A5. New World
A6. Hey, Little Man… Wednesday’s Child
Side two
B1. The Flower
and the Young Man
B2. Tomorrow
B3. On Growing
OLder
B4. Ah Me, Ah My
B5. Is It Today,
Lord?
B6. Journey’s End
CREDITS:
David Cousins:
vocals, guitars, dulcimer, recorder
Tony Hooper:
vocals, guitars, autoharp, tambourin
Richard Hudson:
bass, acoustic guitars, vocals
John Ford: vocals, guitars, dulcimer, recorder
Blue Weaver:
piano, organ, mellotron, harmonica,
clavioline
Produced by David Cousins, Richard Hudson, John Ford, Blue Weaver and Tony
Hooper
Sleeve
design (3 flap folding)
The
front cover 'Glad Day' by William Blake (British Museum)
Inner
sleeve illustrations / booklet design: Paper Tiger
Recorded
mainly at Morgan Studios in November 1971, but also at Island Studios
(engineer: Frank Owen) and Lansdowne Studios (engineer: John Mackswith)
“Grave New
World” é considerado o album favorito de muitos dos fans dos Strawbs. Contém algumas
das canções mais conhecidas do grupo (“Benedictus”, “New World” ou “Heavy
Disguise”) mas é sobretudo o todo que sobressai: uma mistura perfeita dos antecedentes
folk de Cousins (ainda com Sandy Denny) com uma nova tendência de enveredar por
caminhos mais roqueiros. Depois da saída de Rick Wakeman, os Strawbs
reagruparam-se com a entrada do pianista Blue Weaver, que tinha começado nos
Amen Corner, tendo tido logo a seguir um grande êxito (nº 1 no Reino-Unido) com
os Fairweather: “Natural Sinner”. Weaver integrou-se muito bem no grupo, especialmente
com o seu trabalho no mellotron, e o resultado foi este excelente album, que
mais de meio século depois continua a ouvir-se com grande prazer.
As faixas
variam consideravelmente em estilo, de acústicas a faixas eléctricas muito mais
pesadas, e a presença forte da bateria faz-se notar do princípio ao fim. Todos
os quatro vocalistas são de primeira classe, a musicalidade envolve-nos por
completo e não existem faixas fracas. Quando se chega ao fim do curto tempo de
audição (cerca de 36 minutos) a vontade é recomeçar tudo outra vez.
Foi o
primeiro LP da história do rock a apresentar uma capa tri-partida na edição
original, como que a chamar a atenção para o facto de um disco de vinil ter já
ultrapassado o simples conceito musical para se tornar num objecto artístico e
coleccionável. A primeira de rock mas não da música em geral. Essa honra
cabe-nos a nós, portugueses, com a edição em 1969 do album “Epopeia”, dos
Filarmónica Fraude.
quinta-feira, 28 de novembro de 2024
GARYBALDI - "Nuda"
I Garybaldi foi um grupo musical genovês dos anos 1970 de
gênero Rock e Blues com elementos de Rock Progressivo. O líder do grupo, além
de cantor e guitarrista, era Bambi Fossati. A primeira encarnação do Garybaldi
se chamava Gleemen (ou I Gleemen). Na época da formação do grupo em 1968, além
de Fossati eram constituídos também por Maurizio Cassinelli (bateria e voz),
Lio Marchi (teclado) e Angelo Traverso (baixo). Tiveram um discreto sucesso com o seu primeiro single, uma cover da música "Lady Madonna" dos Beatles
no lado "A" e uma música original, "Tutto Risplende in Te",
no lado "B". Em seguida, deram vida a um intensa atividade
concertística parelela ao lançamento do álbum homônimo em 1970. Em 1971, I
Gleemen mudam de nome passando a se intitularem I Garybaldi. No primeiro single
sob a nova denominação, "Marta Helmuth", pode ler-se: «desde hoje não
nos chamamos mais I Gleemen, somos I Garybaldi.» Ao single "Marta
Helmuth / Corri Corri Corri" seguiu-se a publicação do primeiro álbum do grupo,
intitulado "Nuda", de clara inspiração hendrixiana mas com evidentes
influxos progressivos, em particular, no tema que ocupa todo o lado B, "Moretto da Brescia".
A extraordinária capa, em gatefold triplo, foi idealizada por Guido Crepax.terça-feira, 25 de maio de 2021
TONY FABIAN: 1971 / 1972
quarta-feira, 20 de janeiro de 2021
DOOBIE BROTHERS - "Toulouse Street"




















































