Mostrar mensagens com a etiqueta trovante. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta trovante. Mostrar todas as mensagens

domingo, 30 de agosto de 2020

TROVANTE: O 1º Album

Edição original em LP Diapasão DIAP 16013
(PORTUGAL 1977, Dezembro 23)

Não será porventura o melhor disco dos Trovante, é certo – “Baile no Bosque” (1981) é grande, parece maior, no entanto, não deixa de ser também esta uma peça importante, quanto mais não seja por ser o primeiro álbum do histórico grupo. Fundado em 1976, por João Nuno Represas – percussão, flautas e voz, Luís Represas – viola, bandolim, percussão e voz, Manuel Faria – piano, sintetizador e voz – e João Gil – viola, bandolim, percussão e voz, os Trovante tem em “Chão Nosso” um documento bem característico do tempo que o fez nascer. É um documento fortemente marcado pelo seu carácter de intervenção política – quase óbvio naqueles tempos. Por outro lado, é através da música tradicional portuguesa que os Trovante procuraram dar cor aos poemas que Francisco Viana um dia criou – e tão bem. Do cante alentejano de “Chão Nosso” à bela homenagem a José Dias Coelho com o tema “À Flor da Vida”, há toda uma componente política a gritar por entre o ressoar tão tradicional deste jovem Trovante. O Pontapé de saída: sincero, inocente e socialmente implicado, eis mais um disco nascido do mergulho voluntário no combate político do pós-25 de Abril de 74; grito de revolta de um país há tanto amarrado, amordaçado. Escuro. São recordações. Que é preciso não esquecer!

domingo, 12 de novembro de 2017

Os TROVANTE Em Terra Firme

Edição original em LP Valentim de Carvalho 7487691 
(PORTUGAL 1987, Novembro 6)




Lembras-me uma marcha de Lisboa
Num desfile singular
Quem disse...
Que há hora e momento pra se amar?

Lembras-me uma enchente de maré
Com uma calma matinal
Quem foi, quem disse...
Que o mar dos olhos também sabe a sal?

(refrão):
As memórias são como livros escondidos no pó
As lembranças são os sorrisos que queremos rever, devagar.

Queria viver tudo numa noite
Sem perder a procurar
O tempo ou o espaço...
Que é indiferente pra poder sonhar.

(refrão)

Quem foi que provocou vontade e atiçou as tempestades 
e amarrou o barco ao cais?
Quem foi que matou o desejo e arrancou um lábio ao beijo 
e amainou os vendavais?

(refrão)
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...