quarta-feira, 28 de abril de 2021
terça-feira, 27 de abril de 2021
segunda-feira, 26 de abril de 2021
A "Ópera do Malandro" de CHICO BUARQUE
Chico e os alemães
Pouco antes de encarar a tarefa de adaptar as peças alemã e inglesa para a realidade carioca, Chico Buarque já havia se lançado numa bem-sucedida versão de "Os Saltimbancos", original dos irmãos alemães Jacob e Wilhelm Grimm, um trabalho realizado em parceria com o italiano Sérgio Bardotti e o argentino Luis Enríquez Bacalov. A história contada na "Ópera do Malandro" se passa durante a Segunda Guerra Mundial, quando Getúlio Vargas era presidente do Brasil. O epicentro é o bairro boêmio da Lapa. Chico optou por inserir a "Ópera dos Três Vinténs" na década de 1940 como estratégia para fugir da censura. «Até Brecht tomou suas cautelas e localizou sua ópera no início do século. John Gay ainda colocou no palco o ministro da Justiça de sua época, 1728. Mas hoje isso não é possível. Fatalmente seriam identificados os policiais corruptos com os que todos conhecem. Os problemas que surgiriam não deixariam a peça ser encenada», afirmou Chico à imprensa na época do lançamento da peça.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021
Querido PABLO MILANÉS
quarta-feira, 21 de outubro de 2020
quinta-feira, 15 de outubro de 2020
CHICO BUARQUE: "Chico"
quinta-feira, 20 de agosto de 2020
quinta-feira, 5 de setembro de 2019
CHICO BUARQUE 78
(BRASIL 1978)
Para testar a tal da “abertura lenta e gradual” prometida pelo governo da altura, Chico Buarque empacotou no disco homônimo de 1978 canções geniais e quase míticas que foram tesouradas pelos milicos, como "Cálice", "Apesar de Você" e "Tanto Mar" (versão 2). Os críticos (e comentaristas da internet de hoje) podiam bem dizer que a inclusão dessas músicas foi nada mais que um gesto preguiçoso para encher o buraco de um disco meio colcha de retalhos, mais até que o anterior. O problema, para os críticos, é que com a qualidade desses retalhos qualquer colcha vira uma obra de arte. Mas o que mais chamou a atenção na época, segundo contam, não foi nenhum detalhe artístico, e sim a mudança de visual de Chico. A capa do disco o estampava sem o bigode que ostentou por boa parte dos anos setenta. "O que aquele gesto representava?", perguntavam-se intelectuais, filósofos, políticos e generais? Um protesto silencioso contra a ditadura? Uma propaganda disfarçada da Gilette? O prenúncio de uma revolução estética? Ou só um jeito de pegar (ainda mais) mulher? Com a palavra, os comentaristas de internet…quarta-feira, 4 de setembro de 2019
CHICO BUARQUE: "Meus Caros Amigos"
"Meus Caros Amigos" lacks the diversity, emotional range, and formal grace of "Construção". It's too consistent for its own good. Every song here is at least pretty, some are gorgeous, and a few are even emotionally complex enough to register that restless baroque anxiety on "Construção"'s best songs, but I get the sense that, while he's at his peak on "Meus Caros Amigos", he's coasting. On "Construção", he never seems satisfied: there are already plenty of pretty bossa nova and samba songs in the world, and so his exploration of their tropes is ruthlessly interrogative. In a similar fashion to Brian Wilson's "Smile" sessions, "Construção" evolves by refraining previously established melodies over new ones. The basic ingredients of each song on his masterpiece are introduced in the first track, and in an unfolding narrative of sound, each song evolves out of the last. Buarque's feats of re-contextualization can sound shockingly clever. On "Meus Caros Amigos", however, you get a collection of b plus/a minus songs without any conceptual glue to hold them together. They flow smoothly enough. "Meus Caros Amigos" is a minor classic, for sure, but it can seem slight in "Construção"'s shadow. If you're off the heels of that album and desperate for more Buarque, though, you're in luck. There is plenty here that echoes "Construção"'s aesthetic - it's just rarely sublime. After that tragic feeling singular masterpieces can leave you with - that they're not reproducible, that their vision is limited to a 40 minute excursion, this album is a richer way forward than many other second best albums by other artists. (in RateYourMusic)terça-feira, 3 de setembro de 2019
CHICO BUARQUE: "Sinal Fechado"
Em Março de 1974, assumia a presidência do Brasil o general Ernesto Geisel, que fora escolhido pelo Colégio Eleitoral, em Janeiro deste mesmo ano. O clima era de muita tensão, afinal, o antecessor, general Emílio Garrastazu Médici, permitira a expansão da ala repressiva dos militares e, como a pior das consequências, vários assassinatos foram cometidos. Além da violência física, o controle sobre órgãos da imprensa acirrou. Na economia, o plano de governo buscou um modelo de crescimento baseado no Estado e nas multinacionais que, mais tarde, embalado pelo consumismo e pelo futebol tricampeão do Brasil, em 1970, seria chamado de “milagre econômico”. Diante deste panorama, Geisel assume e meses depois promete uma distensão gradual e segura. Mas no ínterim, cassa e prende o deputado baiano Chico Pinto, porque condenara em uma declaração à imprensa a presença do ditador chileno Augusto Pinochet no Brasil. Havia, no entanto, um esforço no sentido da atenuação da repressão: representantes da Igreja eram ouvidos pelo governo, a fim de tratar das questões de tortura e de desaparecidos, ao mesmo tempo em que sinalizava com possibilidades de eliminar a censura – que continuava, para todos os efeitos. Foi neste período que censores proibiram o cenário do show “Tempo e Contratempo”, com o MPB-4. Posteriormente, a própria gravação do disco do grupo recebeu veto, não escapando da proibição.sábado, 25 de maio de 2019
Chico Buarque Canta
O disco conta com arranjos do músico Edu Lobo e é a trilha sonora da peça Calabar: O Elogio da Traição, de Chico Buarque e do poeta moçambicano Ruy Guerra. O conceito da peça e do disco baseia-se na história de Domingos Calabar, personagem histórico que se aliara aos holandeses contra os portugueses na época do Brasil Holandês. O nome do disco, a princípio, seria "Chico Buarque Canta Calabar", nome que logo foi vetado devido à sigla CCC e sua relação com a organização Comando de Caça aos Comunistas. Sua primeira tiragem – que seria retirada das lojas por ordem do Regime Militar poucos dias após o lançamento – tinha o título de "Calabar" e apresentava como capa o nome da peça na parede de um muro. O trabalho ainda seria lançado pouco tempo depois com uma capa branca, apenas com o nome do cantor, sem qualquer publicidade, obtendo vendagens tímidas. Em virtude de tal fato, a gravadora Philips lançou no ano posterior uma nova e definitiva capa com o rosto do cantor e um novo título, "Chico Canta". O álbum, assim como a peça teatral, teve diversos trechos censurados. Na visão da Censura, Chico (que possui ascendência holandesa) e Ruy apresentaram um trabalho provocativo, simpático à colonização batava contra o domínio colonial português, e que, metaforicamente, poderia incitar os brasileiros a se revoltarem contra a ditadura militar dominante no país à época. Para Chico, "Calabar" poderia remeter de certa forma a Carlos Lamarca, capitão que em 1969 desertara do Exército Brasileiro e engessara as trincheiras guerrilheiras contra a Ditadura Militar. Duas canções tiveram as letras integralmente proibidas, “Ana de Amsterdam” e “Vence na Vida Quem Diz Sim”, de modo que acabaram sendo lançadas apenas em seus arranjos instrumentais. “Barbára” teve cortada a frase “no poço escuro de nós duas”, por abordar uma relação de lesbianismo. “Não Existe Pecado...” teve a frase "Vamos fazer um pecado safado debaixo do meu cobertor" substituída por "Vamos fazer um pecado rasgado, suado, a todo vapor". Na canção “Fado Tropical”, que possui um trecho declamado por Ruy Guerra, a frase “além da sífilis é claro” foi excluída, ao aludir ao “sangue português” de um dos personagens da peça. Musicalmente, o disco apresenta um vigoroso trabalho de arranjos por Edu Lobo, com a inclusão de novidades como sintetizadores, guitarra elétrica e cordas, e o lançamento de algumas das melhores canções do repertório de Chico Buarque como “Ana de Amsterdam”, “Cala a Boca, Bárbara” e “Não Existe Pecado ao Sul do Equador” (esta última regravada em 1978 pelo cantor Ney Matogrosso para o tema de abertura da telenovela “Pecado Rasgado” da TV Globo).A Construção do Chico
“Construção” foi o álbum que Chico Buarque lançou em 1971, e compôs entre o exílio em Itália e o seu regresso ao Brasil. Liricamente, o álbum é carregado de críticas ao regime militar vigente nessa altura, principalmente no que concerne à censura imposta pelo governo e pelo estado indigno ao qual tinham chegado as condições sociais no país. O disco marca o aguçamento da vertente crítica da poética do autor. Se antes ele harmonizava Bossa Nova com composições veladamente críticas à ditadura brasileira, em "Construção" o compositor mostrou-se mais ousado - como indica os versos iniciais de "Deus lhe Pague", faixa que abre o LP («Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir»). Em "Samba de Orly", parceria com Toquinho e Vinicius de Moraes, Chico canta abertamente sobre o exílio - o que fez com que a canção fosse parcialmente censurada. A faixa-título é uma crítica sobre um homem que trabalhou arduamente até à sua morte. Não faltaram também o lirismo característico do artista, como demostrado em "Olha Maria" e "Valsinha". O álbum conta com arranjos de Magro, então integrante do grupo MPB-4, e do maestro Rogério Duprat. “Construção” teve grande sucesso comercial. Nas primeiras semanas após seu lançamento, o LP chegou a ter pedidos de 10.000 discos por dia, o que levou a Philips a contratar duas gravadoras concorrentes para prensá-los, além de obrigar o trabalho em turnos de 24 horas por dia durante quase dois meses. Até então, a gravadora nunca havia vendido tantos discos em tão pouco tempo - 140 mil cópias nas primeiras quatro semanas. “Construção” foi considerado um marco na música brasileira e na carreira do cantor. Em 1972, uma reportagem da revista revista Realidade elogiava o álbum, considerado «o melhor disco feito nos últimos vinte anos no Brasil».terça-feira, 10 de julho de 2018
CAETANO e CHICO Juntos e Ao Vivo
This album is absolutely essential. To star with, this is not a fake live, the concert took place at Teatro Castro Alves, Salvador da Bahia (Brasil), on the November 10th and 11th of 1972. Some of the crowd noise were inserted in the tracks because of the censorship on some passages as if they were boos. Even there were parts of "Bárbara" that could not be pronounced. The lyrics of Ana de Amsterdam also did not enter Chico's next album "Calabar" because of the censorship. The repertoire includes the best of what both songwriters had produced so far. Caetano's peculiar rage in the rendition of "Partido Alto" and "Tropicália" makes it unique. (in RateYourMusic)









































