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sexta-feira, 15 de novembro de 2024

Semi-Conducted On The Moog

THE MIGHTY MOOG

“EVERYTHING YOU ALWAYS WANTED 
TO HEAR ON THE MOOG”
(BUT WERE AFRAID TO ASK FOR)
Original released as LP CBS - BSF 9214, South Africa 1971

Side one

A1. España (6:17)

A2. Malagueña (3:14)

A3. Prelude to Act I / Habanera / Introduction to Act I (Les Toréadors) from "Carmen" (5:30)

Side two

B. Bolero (14:33)


Produced and semi-conducted by Andrew Kazdin and Thomas Z. Shepard

Engineered by Raymond Moore, Robert Waller and Stew Romain

Album design: Tomi Engerer (cover) and John Berger 


Quer o título do album quer o título do filme realizado no mesmo ano por Woody Allen (“Everything You Always Wanted to Know About Sex, But Were Afraid to Ask”), tiveram como origem o livro do Dr. David Reuben, publicado em 1969, e que gerou na altura grande controvérsia sobre sexualidade. Tornou-se por isso um best-seller, com 150 milhões de cópias vendidas em mais de 50 línguas. Mas como o sexo não é para aqui chamado, falemos então sobre a música contida neste album histórico.

Dois amigos e produtores musicais da CBS, Andrew Kazdin (1934, 10 de Outubro – 2011, 28 de Novembro) e Thomas Z. Shepard (1936, 26 de Junho) resolveram no início da década de 70 fazer um album de música electrónica que se revelaria um autêntico fenómeno de popularidade. Formado apenas por quatro temas espanhóis, tão célebres como os seus compositores (Chabrier, Lecuona, Bizet e Ravel), que não ultrapassavam em conjunto a meia-hora de duração (com o “Bolero” a ocupar todo o lado B), o disco apresenta sonoridades incríveis (até para os dias de hoje, em que todo o tipo de música já foi inventado), com a particularidade de terem sido gravados num único instrumento, o moog synthesizer (inclusivé as palmas de uma assistência imaginária no final do disco). O modo de gravação levantou na altura alguma celeuma, uma vez que Kazdin e Shepard, intitulando-se "semi-condutores orquestrais", levavam para a mesa de montagem todos os sons gravados no moog para os editarem a seu bel-prazer. 

Foram centenas de sonoridades diferentes, representando instrumentos reais ou imaginários. Mas o resultado final foi altamente compensador de todo o esforço despendido. Quando, ainda hoje, chegamos ao fim da curta meia-hora de duração, a nossa vontade de prolongarmos mais e mais a nossa audição vem sempre ao de cima. Provavelmente os puristas da música sempre fizeram ouvir bem alto a sua indignação, ao mesmo tempo que se esforçavam por fazer ouvidos moucos àquela sinfonia de sons. Mas “Everything You Always Wanted to Hear On the Moog” continua a ser o que sempre foi: um grande e espantoso entretimento musical, uma experiência que apanha sempre desprevenido todo aquele que se estreia na audição do album.

A data original da edição do LP não parece gerar consensos, mas provavelmente as primeiras cópias apareceram na África do Sul, durante o ano de 1971, com a referência CBS-BSF 9214. O certo é que a popularidade da obra não parou de crescer, tendo a belíssima capa de Tomi Engerer contribuído, e de que maneira, para isso. Infelizmente a edição digital nunca se concretizou, vá-se lá saber a razão, pelo que se dá aqui uma pequena ajuda para quem esteja interessado em ouvir esta preciosidade em toda a sua pureza sonora.

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