Original released on LP Reprise HS 2295 (US 1979, July 9)
quinta-feira, 4 de setembro de 2025
segunda-feira, 26 de abril de 2021
A "Ópera do Malandro" de CHICO BUARQUE
Chico e os alemães
Pouco antes de encarar a tarefa de adaptar as peças alemã e inglesa para a realidade carioca, Chico Buarque já havia se lançado numa bem-sucedida versão de "Os Saltimbancos", original dos irmãos alemães Jacob e Wilhelm Grimm, um trabalho realizado em parceria com o italiano Sérgio Bardotti e o argentino Luis Enríquez Bacalov. A história contada na "Ópera do Malandro" se passa durante a Segunda Guerra Mundial, quando Getúlio Vargas era presidente do Brasil. O epicentro é o bairro boêmio da Lapa. Chico optou por inserir a "Ópera dos Três Vinténs" na década de 1940 como estratégia para fugir da censura. «Até Brecht tomou suas cautelas e localizou sua ópera no início do século. John Gay ainda colocou no palco o ministro da Justiça de sua época, 1728. Mas hoje isso não é possível. Fatalmente seriam identificados os policiais corruptos com os que todos conhecem. Os problemas que surgiriam não deixariam a peça ser encenada», afirmou Chico à imprensa na época do lançamento da peça.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2021
quinta-feira, 5 de novembro de 2020
MINHA TERRA É LINDA
A segunda metade dos anos 70 foi atribulada para o Duo Ouro Negro. Depois de participarem em 1974 no Festival RTP da Canção, com a canção "Bailia dos trovadores", lançam o single "Poema para Allende / Tentando ir mais alto" em 1975, e fazem a última gravação da década para a EMI-Valentim de Carvalho com o album "Epopeia / Lamento do Rei". No ano seguinte é lançado um disco ao vivo. Em 1979, voltam a gravar um novo album de originais, desta vez para a Orfeu, por sinal um dos LPs de maior sucesso do duo. Um álbum magnífico, que teve a participação de Mike Sergeant na guitarra e do já conhecido Zé Nabo no baixo. "Lindeza!", foi o nome escolhido pelos cantores para homenagear a Terra-Mãe («minha terra é grande mas será maior se eu a fizer crescer»). Não existem pontos fracos neste album, que pessoalmente considero um dos melhores da música portuguesa: quase 4 décadas volvidas, continua a ouvir-se repetidamente, com o mesmo prazer de sempre. Tanto quanto julgo saber, esta preciosidade nunca foi editada em CD, por isso têm aqui a oportunidade de aceder a uma cópia de grande qualidade, que Rato Records vos disponibiliza. Um grande obrigado ao Carlos Santos, pela ajuda dada na remasterização do vinil original. quinta-feira, 15 de outubro de 2020
DIRE STRAITS: "Communiqué"
sexta-feira, 18 de setembro de 2020
The GO GRAAL BLUES BAND Debut Album
domingo, 30 de agosto de 2020
sexta-feira, 28 de agosto de 2020
SÉRGIO GODINHO: "Campolide"
A imagem é um retrato quase banal: um homem e uma caixa de viola numa estação de comboios, um relógio onde ainda não são duas horas, um cartaz na parede com o mesmo homem e a mesma viola, gente normal em volta. O homem da viola é Sérgio Godinho, a estação, lê-se no painel de azulejo sobre a porta, é Campolide. Há 38 anos, o homem, a viola e a estação tornaram-se num disco com dez canções sem tempo. "Campolide" é o sexto álbum de originais de Sérgio Godinho, quarto gravado e publicado após o 25 de Abril e o regresso a Portugal do compositor. É, também, o segundo e último que grava para a etiqueta Orfeu, de Arnaldo Trindade. "Campolide", porém, não é sequer o título de qualquer das canções deste álbum. Chama-se assim, apenas, porque foi gravado nos estúdios localizados no 103-C da Rua de Campolide, ao tempo propriedade da empresa de Arnaldo Trindade e conhecidos como «estúdios de Campolide», onde gravaram algumas das mais importantes figuras da música portuguesa. Foi aqui, por exemplo, que em 1969 Adriano Correia de Oliveira registou o histórico "O Canto e As Armas", sobre poemas de Manuel Alegre. Adriano cumpria o serviço militar, tal como Rui Pato, que o acompanhou à viola: «O disco foi gravado durante duas noites de patrulha da polícia militar do alferes Adriano, com ele fardado e com a pistola, o capacete e a braçadeira poisados em cima do piano, e o jipe a passear por Lisboa, com a cumplicidade de certos militares amigos», contaria Rui Pato, muitos anos depois. Adriano foi apenas uma das vozes que se fizeram ouvir nos estúdios de Campolide, que durante anos estiveram para Lisboa um pouco como os estúdios de Abbey Road para a capital inglesa. De Zeca Afonso a Fausto Bordalo Dias, passando por Carlos Mendes, Maria da Fé ou Tony de Matos, praticamente não houve nome grande da música portuguesa que por ali não tenha passado. Não admira, pois, que acabasse por ser nome próprio de um disco. Este, de Sérgio Godinho."Luta meu amor, meu dezreizinhos de gente..."

Canadiana de nascimento, foi nos anos 70 uma das actrizes de "Hair", em Paris, onde conheceu Sérgio Godinho e com quem se relacionou pessoal e artisticamente. Ambos passaram vicissitudes, designadamente no Brasil, onde foram presos e depois expulsos. Vaguearam pela Europa e até ao 25 de Abril viveram como hippies em Vancouver. Shila Charlesworth participa em diversos álbuns de Sérgio Godinho, nem que seja com "coros, sanduiches e amor" (e também nos de Vitorino e Júlio Pereira) e em 1977 edita o seu primeiro álbum a solo, "Doce de Shila". Dois anos mais tarde, edita o segundo e último álbum, "Lengalengas e Segredos". Nos anos 80 participa em peças infantis na Casa da Comédia. Ainda tentou um terceiro álbum, para o qual José Afonso lhe tinha escrito uma canção, mas a K7 desapareceu. Concluindo que nada mais tinha para dizer, Shila virou-se para outros mundos e nos anos 90 decidiu que o que queria ser era cozinheira e abriu uma empresa de catering a que deu o nome de "Doce de Shila" (Luís Pinheiro de Almeida)terça-feira, 18 de agosto de 2020
FAUSTO: "Histórias De Viageiros"
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| "A Nau Catrineta", de Almada Negreiros |
«"A Nau Catrineta" foi provavelmente o nome popular de algum navio favorito: diminutivo de afeição posto na Ribeira das Naus a algum galeão "Santa Catarina", ou coisa que o valha. Dar-lhe-iam esse apelido coquete por sua airosa mastreação, pelo talhe elegante de seu casco, por algumas dessas qualidades graciosas que tanto aprecia o olho exercitado e fino da gente do mar. Ou talvez é o nome suposto de um navio bem conhecido por outro, que o discreto menestrel quis ocultar considerações pessoais e respeitos humanos. Entre as narrativas em prosa que já citei, há uma por título – "Naufrágio Que Passou Jorge de Albuquerque Coelho, Vindo do Brasil no ano de 1565" – que não está muito longe de se parecer com a do romance presente. Larga e difícil viagem, temporais assombrosos, fome extrema, tentativas de devorarem os mortos, resistência do comandante a esta bruteza, milagroso surgir à barra de Lisboa quando menos o esperavam, e quando menos sabiam em que paragens se achassem – tudo isto há na prosa da narração; e até o poético episódio de estarem a ver os monumentos e bosques de Sintra sem os reconhecer – como na xácara se viam, pela falsa miragem do demónio, as três meninas debaixo do laranjal.» (Almeida Garrett, in "Romanceiro", Lisboa, 1843)terça-feira, 28 de julho de 2020
PETER GREEN: "SAME OLD BLUES"
Peter Green (born Peter Allen Greenbaum, 29 October 1946, in Bethnal Green, London) is a British blues-rock guitarist and founder of the band Fleetwood Mac. A figurehead in the British blues movement, Green inspired B. B. King to say, «He has the sweetest tone I ever heard; he was the only one who gave me the cold sweats.» Eric Clapton and Jimmy Page have both lauded his guitar playing as well. Green's playing was marked with a distinctive vibrato and economy of style. Though he played other guitars, he is best known for deriving a unique tone from his 1959 Gibson Les Paul - a result of the magnet of his guitar's neck pickup being accidentally reversed to produce an 'out of phase' sound. The Les Paul would come to be referred to as Green's "magic guitar" but Green told Guitar Player in 2000 that «I never had a magic one. Mine wasn't magic...It just barely worked.» Green was ranked 38th in Rolling Stone magazine list of the "100 Greatest Guitarists of All Time" (in Wikipedia)
This double CD set reunites the essential songs Peter Green recorded in his first comeback after being diagnosed with schizophrenia in the early seventies (he spent all the mid seventies in treatments and inside a psychiatric institution in London). After 6 albums ("In the Skies", 1979; "Little Dreamer, 1980; "Whatcha Gonna Do?, 1981; "Portrait", 1981; "White Sky", 1982 and "Kolors", 1983), he suffered a relapse and went down again, until 1990.












































