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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

The 2 Albums Of FAIRGROUND ATTRACTION

Original released on LP RCA PL 71696
(GERMANY, April 1988)

British neo-skiffle pop quartet led by singer Eddi Reader (b.Aug 28, 1959, Glasgow, Scotland) and featuring guitarist Mark Nevin, guitaron player Simon Edwards, and drummer Roy Dodds. The group went to #1 in the U.K. with their single "Perfect" in May 1988 and released its debut album, "The First of a Million Kisses"a blend of folk, jazz, country, and cajun elements (with all but one of its songs written by Nevin). Reader then quit, and the remaining members made "Ay Fond Kiss" before disbanding. After entering the UK Albums Chart at number three, and rising to number two, it was eventually certified platinum. RCA released three other singles from the album: "Find My Love" (which reached number seven on the UK Singles Chart), "A Smile in a Whisper", and "Clare". At the 1989 BRIT Awards, "Perfect" won the award for Best British Single, and "The First of a Million Kisses" won the award for Best British Album. Although they were popular in European countries, and toured the United States, they found their main success outside the UK in Japan, where they toured in 1989 (a tour that produced their only live album, "Kawasaki Live in Japan 02.07.89"). 
In September 1989, during the recording of their second album, "Ay Fond Kiss", rumours of arguments circulated, and in January 1990 the band split up. RCA released the album in June, and one of its songs, a cover of Patsy Cline's 1957 country hit "Walkin' After Midnight", was their last single. The album was made up of B-sides and other material recorded alongside their first album (many being collaborations by just two band members). Nevin later recorded material intended for the second album with Brian Kennedy under the name Sweetmouth, and eight tracks subsequently appeared on Fairground Attraction's "Kawasaki Live in Japan 02.07.89" album. After the band's break-up, Eddi Reader continued to perform as a solo artist. Mark E. Nevin worked with Morrissey, co-writing most of the "Kill Uncle" album, and with Kirsty MacColl, before embarking on his own solo career, during which he made five albums.

Original released on CD RCA PD 74596
(EU, June 1990)


terça-feira, 29 de julho de 2025

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

The Three Tenors Concert (30th Anniversary)


"The Three Tenors in Concert", recorded live in Rome in 1990, holds the distinction in the Guinness Book of World Records (in 2010) of being the best-selling classical album of all time. The concert, held at the Baths of Caracella, took place July 7, 1990, just before the opening of the Soccer World Cup Final. This concert and album, which initiated the Three Tenors phenomenon, had the original purpose of raising funds for the José Carreras International Leukaemia Foundation and boosting the career of Carreras, who had only recently recovered from the disease. Luciano Pavarotti, Plácido Domingo, and José Carreras take turns singing opera arias, Broadway hits, and traditional Neapolitan songs, but on several tracks, the three tenors sing together. Zubin Mehta accompanies the singers, leading the orchestras of Maggio Musicale Fiorentino and Teatro dell'Opera di Roma. (Stephen Eddins in AllMusic)

domingo, 13 de setembro de 2020

RUI VELOSO: OS Vês Pelos Bês




















Sobre Rui Veloso já tive a oportunidade de ler as opiniões mais díspares. Lembro-me aqui há alguns anos, num comentário a um post inserido no blog YéYé do meu amigo Luís Pinheiro de Almeida, de alguém o apelidar, e cito, «o António Calvário do cavaquismo, assim uma espécie de cantor do regime!» No polo oposto, quantas vezes a designação de “Pai do Rock Português” não lhe foi já concedida? É por demais sabido que extremismos nunca levarão nada a bom porto. E se apenas por maledicência se pode conotar o Rui Veloso com o nacional-cançonetismo (o que até pode não ser um insulto, pois mesmo dentro desse género musical existem coisas muito interessantes e de qualidade), já o cognome de “Pai do Rock Português” só poderá ser atribuído por ignorância. Como diria o meu amigo José Forte, «Rui Veloso é tanto pai do rock português como o Elvis Presley é o rei do rock ‘n’ roll». Com o devido distanciamento, é claro. Aliás, sendo o Rock um tipo de música marginal e irreverente, nunca lhe consegui vislumbrar “sangue azul” ou atribuir sequer uma ascendência legítima. Pelo contrário, sempre o vi mais como que um bastardo filho-da-mãe, fruto acidental de uma noitada de copos e devaneios.



Há quem também tente justificar o êxito do Rui Veloso com as condições propícias em que ele apareceu. Económicas, sociais e culturais. Não partilho dessa opinião. É verdade que os tempos têm a sua influência, mas penso sinceramente que Rui Veloso seria sempre Rui Veloso e que a sua qualidade se imporia de qualquer modo, independentemente da altura em que aparecesse, contra ventos e marés e arautos da desgraça. A propósito, vale a pena reler o que escreveu em tempos o saudoso Daniel Bacelar, um dos pioneiros, no início da década de 60, do Rock cantado em português (e se o Rui Veloso fosse efectivamente o “Pai do Rock Português”, o Daniel seria provavelmente o “Avô”): «A minha opinião vale o que vale mas continuo a achar que no meio de muita coisa má que apareceu no chamado novo Rock dos anos 80, apareceu muita coisa boa que como de costume desapareceu (as pessoas têm de ganhar a sua vida por outros lados) e também apareceu o excepcional. Incluo o Rui nesta última classe, pois acho-o um artista completo (extraordinário guitarrista, uma voz expressiva e rica, e um compositor cheio de talento). O que lamento é a nossa capacidade tão portuguesa de destruir aquilo que é bom (a nossa inveja é uma doença que nos consome até á destruição total que aí vem em passo acelerado ) em vêz de acarinhar e divulgar o que há de bom nesta terra.»



Esta dupla coletânea de 40 temas foi elaborada há 16 anos, mas acho que continua bem actual, apesar do seu período englobar apenas as primeiras duas décadas da discografia de Rui Veloso. Até porque, e infelizmente, a frequência das gravações foi drasticamente reduzida desde que o novo século se iniciou. Mas estas 40 faixas, dos anos 80 e 90, são canções que fazem parte do modo de estar português e que por isso mesmo a grande maioria de nós reconhece aos primeiros acordes, não sendo necessário ser-se conhecedor ou sequer apreciador de música portuguesa. É assim a música do Rui que, apesar do título do seu segundo album, não está nem nunca estará fora de moda.




Se depois de ouvirem as músicas do Rui ainda sentirem a necessidade de o ver em cima de um palco, aconselho-vos o DVD do “Concerto Acústico”, editado no Natal de 2003. Além dos 18 temas que constituem o alinhamento do espectáculo (gravado num ambiente intimista, com algum público em redor dos músicos), o DVD inclui vários extras, como por exemplo uma entrevista informal com os músicos em casa do Rui Veloso, o making of do DVD e dois temas extras: o “Primeiro Beijo”, gravado no mesmo cenário do concerto com o acompanhamento dos Cabeças no Ar (Tim, João Gil e Jorge Palma) e toda a emoção do tema “Porto Sentido”, gravado ao vivo no Coliseu do Porto.


Para quem queira aprofundar conhecimentos, existe já publicada uma biografia, “Os Vês Pelos Bês” (edição Prime Books, Novembro 2006), da autoria de Ana Mesquita, uma conterrânea mais nova do Rato. Dos diversos depoimentos inseridos na contra-capa do livro, permito-me destacar o de João Gil : «Cresceu ao ponto de conseguir ultrapassar as exibições de virtuosismo e alcançou a capacidade de espaçar, procurando sempre a melhor nota, sem se preocupar tanto com a velocidade. Ou seja, em vez de dar as cinquentas notas do cardápio, escolhe apenas duas. Duas notas tão intensas, tão expressivas, que nelas se resumem as vidas de todos nós.»


DISCOGRAFIA (ALBUNS ORIGINAIS):
1980 - Ar de Rock
1982 - Fora de Moda
1983 - Guardador de Margens
1986 - Rui Veloso
1988 - Rui Veloso ao Vivo (duplo)
1990 - Mingos & Os Samurais (duplo) (2CDs+ DVD do Concerto no Coliseu de Lisboa)
1992 - O Auto da Pimenta (encomenda da Comissão dos Descobrimentos)
1995 - Lado Lunar
1998 - Avenidas
2003 - O Concerto Acústico (duplo)
2005 - A Espuma das Canções (CD+DVD)
2009 - Rui Veloso ao Vivo no Pavilhão Atlântico (CD+DVD)
2012 - Rui Veloso e Amigos

RUI VELOSO: "Mingos & Os Samurais"

Edição original em LP/CD Duplo EMI 7949202
(PORTUGAL 1990, Julho 30)

Um dos albuns mais vendidos de sempre da Música Popular Portuguesa e o registo de maior popularidade de Rui Veloso com resultados para lá das expectativas. Com efeito foram vendidos perto de 300 mil exemplares deste duplo álbum, o que equivaleu, à época, ao recorde de 7 Discos de Platina para os autores. Também, até aos dias de hoje, nenhum outro artista português conseguiu o feito de permanecer 24 semanas seguidas em 1ª lugar no Top Nacional de Vendas. De "Mingos & Os Samurais" foram extraídos 3 singles de imenso êxito radiofónico, a saber: "Não Há Estrelas no Céu", "A Paixão (Segundo Nicolau da Viola)" e "Fio de Beque". Uma espécie de Sgt. Pepper português, um disco conceptual sobre uma banda de salão de festas de província num Portugal que nunca deixou de existir. Apesar de o Rui Veloso ter deixado marcas comerciais e na psique popular como um pioneiro do rock, foi num pop produzido que ele encontrou o seu pé, usando o idioma do rock como um acessório de moda, e sempre dentro dos limites do consumo familiar, uma espécie de bonus pater familias em formato musical. Este disco é porém o momento onde afina melhor a fórmula, e mesmo hoje é difícil ignorar o seu impacto. Lembro-me de muitas destas faixas terem rotação constante na rádio, onde talvez ainda subsistam, porque foi para isso que foram produzidas. Em formato de disco, a sua extensão não é realmente um factor, devido à sua consistência. É o equivalente aural de umas pantufas confortáveis, aberto a reavaliação.

domingo, 17 de maio de 2020

The GODFATHER Trilogy

Rato Records gives you the opportunity to collect all the original soundtrack albums from the greatest trilogy ever made in the History of Film, Francis Ford Coppola's The Godfather. So hurry to download all the three parts (1972, 1974 and 1990) and enjoy, once more, the magnificent score signed by Nino Rota and Carmine Coppola. It's about two hours of listening (31:38 + 38:36 + 54:24), that probably will give you the desire of seeing again the entire and fabulous saga of the Corleone family (in that case, prepare yourself for more 9 hours of pure cinema delight).







sábado, 4 de abril de 2020

Às Vezes Chegam Cartas

Edição original em LP UPAV U-90001
(PORTUGAL, Fevereiro 1990)

«Quando eu for grande quero ser / uma pedra do asfalto / o que lá estou a fazer / só se nota quando falto.» A quadra é de Manuela de Freitas e pertence a um dos mais belos temas do LP "Correspondências", de José Mário Branco. E é, talvez, também a frase que melhor resume a atitude do músico, de quem não se ouvia um trabalho novo desde "A Noite", publicado há cinco anos. Este longo hiato tem, por certo, uma explicação, até porque "Correspondências", gravado desde meados de 1989, teve que esperar ano e meio até ser publicado porque nada menos do que quatro editoras recusaram fazê-lo. Ouvindo o disco, nove cartas em forma de canção, todas elas com um destinatário explícito, não se entendem as razões de semelhante desinteresse: José Mário Branco permanece, no essencial, fiel às características que o transformaram numa referência fundamental da música portuguesa contemporânea, mas não tem medo de se arriscar por novos caminhos, em busca de uma linguagem sempre nova, por vezes mesmo surpreendente. "Quando Eu For Grande" é a prova dessa coerência (o arranjo vocal traz-nos à memória alguns dos grandes momentos do GAC (Grupo de Acção Cultural) e mesmo do álbum "A Mãe"), da mesma forma que "Sentido Único" nos fornece os elementos capazes de interpretar a sua evolução musical - que, acrescente-se, se faz em muitos e diversificados sentidos. Dono de uma linguagem própria, filiada na "grande família" da música popular, e que recusa (felizmente) os pós-modernismos da moda em favor de um experimentalismo digno e arrojado, José Mário Branco decidiu, pela primeira vez, entregar a responsabilidade pêlos arranjos a outros músicos (José Peixoto, José Martins, Júlio Pereira e Nuno Rebelo), assinando apenas dois deles. O resultado é muito interessante, na medida em que o ouvinte não sai defraudado pela quase "ausência" de Zé Mário na área que, desde sempre, lhe mereceu os melhores elogios do público. E também porque permite olhar sobretudo para o Zé Mário compositor e intérprete, afinal as duas vertentes fundamentais de qualquer trabalho seu. Um regresso que se saúda, portanto. Na esperança de que não seja preciso aguardar mais cinco anos para se ouvir um novo disco seu. (in RateYourMusic)


domingo, 29 de março de 2020

TANITA TIKARAM: "The Sweet Keeper"

Original released on LP WEA WX 330 9031.70800-1
(UK 1990, January 30)

Tanita Tikaram's debut, "Ancient Heart", was a surprise worldwide smash. For her follow-up, the British singer brings much of the same cast back, including Rod Argent and Peter Van Hooke who again co-produce. The result is much the same as the first go round. Musically, "The Sweet Keeper" is fairly unadventurous - melodic, jazz-inflected adult pop with touches of folk. The only real moments that resonate are the tracks on which Sonny Landreth adds guitar. Lyrically, Tikaram is somewhat impenetrable, often going in circles that are so personal they leave the listener baffled. However, it's hard to resist that voice, husky and sounding more world-wise than her years. If it weren't for her voice, "The Sweet Keeper" would be easy to disregard. As things are, it's worth a listen, especially the Tikaram's hushed delivery on "It All Came Back Today." (Tom Demalon in AllMusic)

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