Conheci o "Ben-Hur" com 12 anos de atraso, pois a primeira vez que vi o filme foi já em reposição, numa matiné de quinta-feira, 2 de Setembro de 1971, no Cinema Roma, em Lisboa. O que então assisti foi a uma majestosa versão em 70 mm e 6 bandas estereofónicas. Ao longo dos anos tenho-o revisto vezes sem conta e sempre com o mesmo prazer. Se existem filmes perfeitos este é um deles, pois cola-se-nos à memória e nunca mais de lá sai.
Uma dos elementos do filme que sempre me fascinou foi a excelente banda-sonora, assinada por Miklos Rosza, um húngaro nascido em Budapeste (a 18 de Abril de 1907) que aos 32 anos emigrou para a California, juntamente com o seu compatriota Alexander Korda para completar a música do filme "O Ladrão de Bagdad". Nunca mais de lá saíu, até ao fim dos seus dias (27 de Julho de 1995). Musicou mais de 100 filmes para os melhores realizadores de Hollywood, tendo o seu trabalho sido distinguido com dezenas de prémios, entre os quais 3 Oscars ("Spellbound", "A Double Life" e, claro, este "Ben-Hur"), num total de 13 nomeações.
Julgo que toda a gente já viu pelo menos meia dúzia de filmes em que a banda-sonora tinha a assinatura de Miklos Rosza ("The Lost Weekend", "The Asphalt Jungle", "Double Indemnity", "Quo Vadis", "Ivanhoe", "King of Kings", "El Cid", "Sodom and Gomorrah", "The Green Berets", são alguns dos mais conhecidos). Mas se calhar, o que a grande maioria não terá nos seus arquivos, será esta banda-sonora completa, editada em 1996 e digitalmente remasterizada para stereo. Se são fanáticos do filme mandem vir a caixinha, que vale a pena, até porque vem lá um livrinho profusamente ilustrado. Ou então contentem-se com a música, que aqui vos deixo.





3 comentários:
Ora aqui está um algo que não compartilhamos em termos cinematográficos! Vi o Ben-Hur quando da estreia, no Monumental, tb em 70mm e tudo o mais. Tinha para aí 13 ou 14 anos e devo dizer detestei o filme, talvez por tudo aquilo (galés, morte na arena, lepra e Cristo à mistura) impressionar demasiado um adolescente dessa idade. O que é facto é que nunca mais o vi no cinema, e mesmo na TV (sim, eu sei que não é a mesma coisa) nunca consegui melhorar a minha relação com o filme. Demasiado judaico-cristão para o meu agnosticismo? Preconceito anti-Heston? (onde ele está bem é no papel de fazendeiro no "Marabunta"!!!). Irritação com aquela quase Nossa Senhora mtº virgem que fazia de irmã do Heston, Haya Harareet? Se calhar, de tudo um pouco, mas o facto é que... prefiro a versão de 1925 com o Ramon Novarro! Desculpa lá, Rato!
RATO foi mostrado a capa da OST of BEN-HUR , mas não foi permitido gravá-la num Pen Drive, é bom ficar só com a vontade,nada mais
Valeu RATO RECORDS desta vez já posso ouvir quantas vezes quiser no Pen Drive, obrigado pela oportunidade. Valeu!
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