Original released on LP Deram SML 707
(UK, November 1967)
Com Justin Hayward, John Lodge, Mike Pinder, Ray Thomas e Graeme Edge, a segunda encarnação dos Moody Blues reunia os elementos necessários para atingir o enorme sucesso que viria a concretizar-se logo neste álbum de estreia, para depois prosseguir numa heptologia histórica, que reuniu 7 albuns fundamentais entre 1967 e 1972. O contrato dos Moodies com a Decca estava a terminar e eles estavam a dever algum dinheiro por adiantamentos que a gravadora entretanto lhes fizera. Para compensar esse débito, o director artístico da Decca, Hugh Mendl, propôs-lhes gravarem um projecto inovador para testar o novo sistema de som, "Deramic Stereo Sound", que iria ser lançado no novo selo da companhia, Deram. O projecto consistia numa versão Rock da "Sinfonia do Novo Mundo" do compositor clássico Antonio Dvorak, acompanhados por uma orquestra sinfónica dirigida por Peter Knight. O projecto não seguiu em frente, porque os Moody Blues contrapropuseram um projecto idêntico, mas com composições da sua autoria e tiveram o apoio do arranjador e maestro Peter Knight e da London Festival Orchestra. Nasceu assim esta sua primeira obra-prima, "Days Of Future Passed".
Aproveitando o sucesso que os Beatles tinham tido alguns meses antes, com o album "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", os Moody Blues criaram também um album conceptual, que nos conta o dia a dia do homem comum, passando pelas várias fases do dia desde o amanhecer até à noite cerrada. "Days Of Future Passed" é um album de rock progressivo, com a fusão musical de orquestração e composição clássica com o Rock, que se inicia com o tema "The Day Begins", creditado a Redwave/Knight, (na realidade Redwave é um avatar que os membros dos Moody Blues usaram para identificar a composição em que todos contribuíram e Knight, por ter sido o maestro Peter Knight que teve a seu cargo a orquestração).
GLÓRIA MATINAL
O Universo de coração frio, que governa a noite,
Remove as cores da nossa vista.
O vermelho é cinza e o amarelo é branco,
Mas nós decidimos o que é o real
E o que é uma ilusão.
Buracos estreitos num céu incolor
Deixam cintilações insípidas de passagem de luz por eles.
A poderosa luz de dez mil sóis
Desafia o infinito e logo desaparece.
A noite, para alguns um breve interlúdio,
Para os outros o medo da solidão.
Bravo Helios, acorda os teus corcéis
E traz o calor que o campo precisa.
Depois de "The Day Begins", segue-se o amanhecer com "Dawn: Dawn Is a Feeling", uma composição de Mike Pinder. Ao amanhecer segue-se naturalmente a manhã: "The Morning: Another Morning", de Ray Thomas. A passagem da manhã para a tarde, vem com o meio-dia e o intervalo de almoço, "Lunch Break: Peak Hour", composta por John Lodge. O lado B do album começa como a segunda parte de qualquer dia - a tarde: "The Afternoon: Forever Afternoon (Tuesday?)", uma linda composição de Justin Hayward. Seguidamente chega o entardecer numa mescla do pôr do sol com o crepúsculo, "Evening: The Sunset (composta por Mike Pinder) / Twilight (de John Lodge)". Finalmente chega a noite, "The Night: Nights In White Satin", a extraordinária composição de Justin Hayward, que termina com mais uma orquestração musical de Peter Knight em cima de outro poema de Graeme Edge: "Late Lament" e que se esvai com um prolongado som de um gongo gigante, que representa a longa noite de espera até que o dia recomece e como sempre se repita diariamente, desde o longínquo passado até ao eterno futuro. O album "Days Of Future Passed" ajuda a reconhecermo-nos no dia a dia da nossa vida, de uma forma musicalmente perfeita e que será eternamente um clássico, não só do Rock, mas de toda a música de grande qualidade. (in "Onda Pop")
LAMENTO TARDIO
Respirem profundamente a melancolia
Até verem as luzes desaparecerem em todos os quartos.
As pessoas que dormem, olham para trás e lamentam-se
Da energia que gastaram inùtilmente durante mais um dia.
Amantes apaixonados agarram-se entre si.
O homem solitário chora por amor e não tem nenhum.
A recente mãe pega ao colo e amamenta o seu filho.
Os idosos desejam que ainda fossem jovens.
O Universo de coração frio, que governa a noite,
Remove as cores da nossa vista.
O vermelho é cinza e o amarelo é branco,
Mas nós decidimos o que é o real
E o que é uma ilusão.
This album marked the formal debut of the psychedelic-era Moody Blues; though they'd made a pair of singles featuring new (as of 1966) members Justin Hayward and John Lodge, "Days of Future Passed" was a lot bolder and more ambitious. What surprises first-time listeners - and delighted them at the time -- is the degree to which the group shares the spotlight with the London Festival Orchestra without compromising their sound or getting lost in the lush mix of sounds. That's mostly because they came to this album with the strongest, most cohesive body of songs in their history, having spent the previous year working up a new stage act and a new body of material (and working the bugs out of it on-stage), the best of which ended up here. Decca Records had wanted a rock version of Dvorak's "New World Symphony" to showcase its enhanced stereo-sound technology, but at the behest of the band, producer Tony Clarke (with engineer Derek Varnals aiding and abetting) hijacked the project and instead cut the group's new repertory, with conductor/arranger Peter Knight adding the orchestral accompaniment and devising the bridge sections between the songs' and the album's grandiose opening and closing sections.
The record company didn't know what to do with the resulting album, which was neither classical nor pop, but following its release in December of 1967, audiences found their way to it as one of the first pieces of heavily orchestrated, album-length psychedelic rock to come out of England in the wake of the Beatles' "Sgt. Pepper's..." and "Magical Mystery Tour" albums. What's more, it was refreshingly original, rather than an attempt to mimic the Beatles; sandwiched among the playful lyricism of "Another Morning" and the mysticism of "The Sunset," songs like "Tuesday Afternoon" and "Twilight Time" (which remained in their concert repertory for three years) were pounding rockers within the British psychedelic milieu, and the harmony singing (another new attribute for the group) made the band's sound unique. With "Tuesday Afternoon" and "Nights in White Satin" to drive sales, "Days of Future Passed" became one of the defining documents of the blossoming psychedelic era, and one of the most enduringly popular albums of its era. (Bruce Eder in AllMusic)






1 comentário:
Thanks, RATO
Enviar um comentário