terça-feira, 24 de junho de 2025

O 1º Album A Solo De NEY MATOGROSSO

Original released on LP Continental 1.01.404.105
(BRASIL, 1975)

Ney de Souza Pereira nasceu no Mato Grosso do Sul, na fronteira com o Paraguai, e aos 17 anos entrou para a Aeronáutica, indo mais tarde trabalhar no laboratório de anatomia patológica do Hospital de Base de Brasília. Pouco mais tarde começou a cantar num quarteto vocal e participou de um festival universitário, depois do que enveredou para a carreira artística, querendo ser ator de teatro. Com esse objetivo foi para o Rio de Janeiro em 1966, onde virou hippie e passou a viver da venda de peças de artesanato. Em 1971 mudou-se para São Paulo, adotou o nome artístico de Ney Matogrosso e passou a integrar o grupo Secos e Molhados, que, em apenas um ano e meio de vida, se tornou um fenómeno, vendeu mais de um milhão de discos e se desfez. Ney Matogrosso projetou-se com o sucesso da banda, chamando a atenção pela voz e pela sua performance, sempre muito teatral, no palco. Com o fim do Secos e Molhados seguiu uma carreira individual de sucesso, ganhando vários Discos de Ouro e de Platina e se apresentando no exterior. Conhecido sobretudo pela maneira extravagante de se apresentar, com maquiagem, roupas escandalosas, trejeitos e a voz aguda, sempre criou polémica ao longo da sua carreira.


Saiu dos Secos e 
Molhados em 1974 e no ano seguinte lançou o primeiro disco a solo, este "Água do Céu - Pássaro" (também conhecido como "O Homem de Neanderthal" em referência à faixa homónima de abertura, de autoria de Luís Carlos Sá, e por ter sido o título do antológico primeiro espectáculo da carreira solo). O LP vinha numa capa de papelão cru, com Ney Matogrosso pintado, vestido com pelos de macaco, chifres e pulseiras de dentes de boi, apresentando uma sonoridade vanguardista, com músicas interligadas por sons da floresta, macacos, ventanias, água corrente e pássaros. Foi considerado extravagante demais e obteve vendas inexpressivas, destacando-se no repertório as músicas "América do Sul" de Paulo Machado e o mambo "Coubanakan" (cantado em espanhol), além da regravação de um fado de Amália Rodrigues ("Barco Negro") e canções de Milton Nascimento/Rui Guerra e João Bosco/Aldir Blanc ("Bodas" e "Corsário", respectivamente); o trabalho foi distribuído juntamente com um compacto, que apresentava duas músicas que ele gravou na Itália com o músico e compositor argentino Astor Piazzola: "As Ilhas" e "1964 (II)", incluídas como bonus nesta edição.

3 comentários:

juan manuel muñoz disse...

muy agradecido, amigo, feliz fin de semana.

Marcos Antonio disse...

Boa tarde esta postagem esta fora do ar poderia colocar de novo? grato Marcos

ATTILIO disse...

Non conoscevo questo favoloso cantante. L'ho visto per la prima volta nel film Netflix "Matogrosso" e mi ha entusiasmato. Grazie per questo bellissimo disco.

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