quinta-feira, 4 de outubro de 2018

PAUL McCARTNEY: The New Album

Original released on LP Capitol B002874101
(US 2018, September 7)

Aos 76 anos, Paul McCartney é um daqueles artistas que poderiam estar vivendo de suas glórias do passado, de turnês intermináveis de grandes obras ou até só pelos royalties de seu trabalho como compositor. Mas desde o fim dos Beatles, ele aponta como um criador imparável, que busca estar antenado com seu tempo, como se esse fosse seu jeito de não envelhecer. O novo capítulo dessa busca é uma viagem através do mundo no álbum "Egypt Station", lançado na última sexta, dia 7 de Setembro. Nos últimos anos, Paul se aventurou em novas praias, sonoridades e parcerias. Isso pode ser notado na reinvenção causada parceria com o produtor Nigel Godrich (Radiohead, Beck e Travis) no álbum "Chaos and Creation in the Backyard" (2005) e nas parcerias com nomes como Danger Mouse e Mark Ronson na criação do maravilhoso "New" (2013). Ou na busca por uma nova forma de criar no corajoso, porém mediano "Kisses on the Bottom" (2012) e nas recentes parcerias com Kanye West. Criado em sessões com Greg Kurstin (conhecido por seu trabalho com Adele, Sia e Lily Allen), o álbum parece ter sido feito de um modo despretensioso, quase que por diversão. E "Egypt Station" brilha quando soa mais estranho. A dobradinha de “Caesar Rock” e “Despite Repeated Warnings”, quase ao fim, é um momento que poderia estar nos álbuns do Wings, nos anos 70.


“Come On To Me” e “Who Cares” são grandes faixas roqueiras, prontas para o show ao vivo e casam muito com a criação recente de faixas como “Fine Line” e “Queeny Eye”. “Happy to You” é uma balada deliciosa e combina com “Hand In Hand”, momento mais delicado do disco e melhor faixa do álbum. A divertida “Fuh You”, única produzida por outro nome (Ryan Tedder, do One Republic), mostra que Paul poderia muito bem estar fazendo hits pop radiofônicos. Já a muito comentada “Back in Brazil” traz uma visão idealizada e um tanto estereotipada daqui e creio que, apesar do visível carinho do Paul pelo país, vai parecer muito mais interessante para os gringos. "Egypt Station" soa como se Paul tivesse passado por esses diferentes lugares criativos nos últimos trabalhos, por diferentes estados de espírito e estivesse de “volta ao controle”, mostrando o mundo por seus olhos. Como ele mesmo disse em vários momentos da divulgação do álbum, cada canção é uma das estações que ele visitou, um mundinho à parte. Talvez por isso, o novo álbum soe quase como uma compilação, como faixas separadas. Algumas parecem material de sobra do "New"; outras são uma volta ao lar, ao Paul clássico. Mas não vejo demérito nisso. Paul McCartney está tanto em outro nível que até sem se esforçar, sem ir longe da sua zona de conforto, ainda assim é genial. (Daniel Corrêa em tenhomaisdiscosqueamigos!)



Teaming with Greg Kurstin - a producer best-known for helming Adele's Grammy-winning 25, but also a musician in his own right, collaborating with Inara George in the savvy retro duo the Bird and the Bee - is a signal from Paul McCartney that he intends "Egypt Station", his 18th solo album, to be a thoroughly modern affair. It is, but not in the way that the glitzy 2013 album "New", with its fair share of Mark Ronson productions, was. Kurstin doesn't specialize in gaudiness, he coaxes his collaborators to act like a bright, colorful version of their best selves, which is what he achieves with McCartney here. Apart from "Fuh You" - a vulgar throwaway novelty recorded with Ryan Tedder - "Egypt Station" is a handsome and clever collection where McCartney hits many familiar marks but the difference is, he gets there in a different fashion than before. Perhaps the mini-suites, pleas for peace, rocking boogie, and romantic ballads are the very definition of McCartney's wheelhouse, but he takes some subtle chances here, both in the arrangement and, especially, the lyrics. All the slower songs are peppered with haunting images of darkness creeping at the edges, while McCartney revives the carnality that marked "Press" - not just on the straightforward "Fuh You" but on "Come on to Me," a considerably better song than the Tedder exercise. Such twists are welcome but what's satisfying about "Egypt Station" is what's always satisfying about a McCartney record: the hooks and imagination that are so rampant seem effortless. The thing that Kurstin brings to the table is a refinement, letting McCartney's ideas shine incandescently while also revealing that a record this clever isn't tossed off, it's crafted in every respect. (Stephen Erlewine in AllMusic)


1 comentário:

Unknown disse...

Que presentão este da RATO RECORDS direto pru Pen Drive ; Valeu, Thanks very much!

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