1. Pedro Soldado (extracto) (César Augusto / Júlio Pereira)
2. Cordas (César Augusto / Júlio Pereira)
3. Capitão Ambrósio (extracto) (Gabriel Mariano / Júlio Pereira)
4. Sachilemo (Fausto / Júlio Pereira)
5. Bota-Fora (José Mário Branco / Júlio Pereira)
6. M.P.L.A. - A Vitória é Certa (César Augusto / Júlio Pereira)
7. Independência (Sérgio Godinho / Júlio Pereira)
8 Viva a Guiné-Bissau Livre e Independente (José Mário Branco)



1 comentário:
Fica aqui em duplicado a apreciação crítica ao disco ( também no ié-ié):
Está ouvido. Parece-me um bom disco, embora inferior aos dois que referi: Fernandinho vai ao vinho, de 1976 e Lisboémia, de 1978.
Ainda assim, as letras de comprometimento político-comunista, não enganam ninguém e sabem a nostalgia de uma época de luta...contra o comunismo.
As letras, de panfleto, adquirem uma sonoridade nas palavras inflamadas de canções revolucionárias que até se torna interessante como documento de época.
A música, é de boa cepa, com incursões acústicas, no estilo picking de Júlio Pereira, que nos dois discos seguintes, iriam dar largas à imaginação mais rica.
O tema introdutório, em órgão barroco, tem um som que hoje não se ouve, numa espécie de Bach ligeiro, a sair dos tubos da igreja de S. Vicente de Fora.
Cordas, é um tema salpicado a ritmo africano, em gravação sem samplings e que dá uma cor certa ao som, que lembra na segunda parte, a Banda do Casaco.
O capitão Ambrósio, é de tonalidade moderna, com lembrança do rock progressivo, misturado num ritmo a lembrar os Gentle Giant de boa memória.
Sachilemo, volta aos ritmos africanos, à moda das cantigas de José Afonso, com incursões de guitarra electrificada e em pedal wha-wha. Funky ligeiro, em rapsódia angolana.
Bota-Fora, com introdução pianística demorada nos segundos inciais, torna-se interessante e talvez o single do disco que nunca foi.
A guitarra acústica que se segue, arpeja na tonalidade que Júlio Pereira aprendeu a meter nos discos e que é um regalo, porque de acústica em cordas de metal e caixa country. Uma bela canção, no contexto do disco.
MPLA, como não podia deixar de ser, introduz-se a congas, mas vira logo para o órgão eléctrico tipo Farfisa, e ritmo europeu, tipo corrente.
Independência, é igual, mas a lembrar Sérgio Godinho, desse tempo, em parceria com o grupo dos irmãos Barreiros-
Outro single em potência, se passado suficientemente no rádio ( meia dúzia de vezes).
Guiné Bissau, a mesma introdução, a ritmo africano, para desviar ao fim de alguns segundos, para o funky das congas e órgão, numa quase chula.
A última, é uma pérola acústica, do género já referido, com pouco mais de um minuto de beleza simples, terminando num crescendo rítmico, para um final de disco bemc onseguido.
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