O produtor musical britânico George Martin, que transformou os Beatles
em estrelas mundiais, morreu aos 90 anos, disse hoje o baterista da banda Ringo
Starr. «Deus abençoe George Martin. Paz e amor para Judy [a sua mulher] e para
a sua família (...). Vamos sentir a falta de George», escreveu o músico na rede
social Twitter.
Martin produziu mais de 700 álbuns musicais; enquanto líder da
editora Parlophone, ajudou os Beatles a tornarem-se num sucesso a nível global,
depois de ter ouvido uma 'demo' da banda em 1962. A BBC recorda que, muitas
vezes, Lennon e McCartney confiavam-lhe os arranjos musicais dos temas dos
Beatles. Quando a banda se separou, o "quinto Beatle", como ficou
conhecido, trabalhou em bandas sonoras de filmes e com artistas mundialmente
conhecidos, de Sting ao tenor Jose Carreras ou Celine Dion.
Em 1997, produziu o a reinterpretação de Elton John do tema "Candle in
The Wind", dedicado à princesa Diana, e que se tornou no single mais rentável de
sempre. Martin começou a sua carreira na música clássica, a tocar oboé, mas
conforme veio a dizer mais tarde, nunca se arrependeu de ter passado para o
lado mais "comercial" do panorama musical, apesar da formação
clássica. «O rock and roll tem a mesma função que a música clássica»,
chegou a dizer. «Produzir sons que sejam apelativos a uma massa de pessoas
e que tenham algum valor».
Ao longo da sua vida, Martin venceu vários prémios Grammy e um Óscar da
Academia pela banda sonora do filme dos Beatles, "A Hard Day's Night". Nascido a
3 de janeiro de 1926, foi distinguido pela rainha de Inglaterra, sendo-lhe
atribuído o título de Cavaleiro do Império Britânico, e em 1999 entrou no Rock
and Roll Hall of Fame.
An explosive
debut, and the hardest mod pop recorded by anyone. At the time of its release,
it also had the most ferociously powerful guitars and drums yet captured on a
rock record. Pete Townshend's exhilarating chord crunches and guitar
distortions threaten to leap off the grooves on "My Generation" and
"Out in the Street"; Keith Moon attacks the drums with a lightning,
ruthless finesse throughout. Some Maximum R&B influence
lingered in the two James Brown covers, but much of Townshend's original
material fused Beatlesque hooks and power chords with anthemic mod lyrics, with
"The Good's Gone," "Much Too Much," "La La La
Lies," and especially "The Kids Are Alright" being highlights. "A
Legal Matter" hinted at more ambitious lyrical concerns, and "The
Ox" was instrumental mayhem that pushed the envelope of 1965 amplification
with its guitar feedback and nonstop crashing drum rolls. While the execution
was sometimes crude, and the songwriting not as sophisticated as it would
shortly become, The Who never surpassed the pure energy level of this record.
The history
behind the making of "My Generation" is an interesting one. Initially, The Who recorded an album
comprised mostly of cover material, the songs they had been playing in their
live set. Before the album’s scheduled
release date, June 1965, advanced copies were forwarded to the music press for
review. When the critics reacted
negatively to the lack of original material The Who’s management team, Kit
Lambert and Chris Stamp, along with producer, Shel Tamly, postponed the release
and asked Pete Townshend come up with some more songs. What Pete returned with was solid gold and
The Who’s debut LP, "My Generation", was released six months later. It’s kinda strange when you think about it,
but here’s one instance where we may owe music critics some thanks.
Recorded in
the same year as the "Brothers and Sisters" album, this solo debut release is a
beautiful amalgam of R&B, folk, and gospel sounds, with the best singing on
any of Gregg Allman's solo releases. He covers his own "Midnight
Rider" in a more mournful, dirge-like manner, and Jackson Browne's
"These Days" gets its most touching and tragic-sounding rendition as
well. Although Chuck Leavell and Jaimoe are here, there's very little that
sounds like the Allman Brothers Band - prominent guitars, apart from a few licks
by Tommy Talton (Cowboy, ex-We the People), are overlooked in favor of
gospel-tinged organ and choruses behind Allman's soulful singing.
Em 1967 surge a banda que é talvez a mais mítica da música portuguesa, o Quarteto 1111. Sucedendo ao Conjunto Mistério que fazia música ao estilo dos Shadows, o Quarteto 1111 é formado por José Cid (voz e teclas), António Moniz Pereira (guitarra), Miguel Artur da Silveira "Michel" (bateria) e Jorge Moniz Pereira (viola baixo). Nota curiosa: o nome do grupo foi inspirado no número de telefone da casa dos pais de Michel, em S. João do Estoril, em cuja garagem decorriam os ensaios. Em finais de 1967, dá-se o lançamento pela Valentim de Carvalho deste disco de estreia, o EP "A Lenda de El-Rei D. Sebastião" que além da tema-título inclui "Os Faunos", "Fantasma Pop" e "Gente". A balada "A Lenda de El-Rei D. Sebastião", com letra e música de José Cid, que ficou como o tema mais conhecido do grupo, e ainda hoje um dos mais belos que se fizeram em Portugal, teve ainda a proeza de ter sido o primeiro e o único de música portuguesa a passar no "Em Órbita", histórico programa do Rádio Clube Português, da autoria de Jorge Gil, Pedro Albergaria e outros, dedicado à música anglo-americana. Sobre o Quarteto 1111 e o seu pioneirismo na música portuguesa, disse Rui Catalão: «A transversalidade sonora do projecto vinha de quem não estava fechado num só universo musical, sabendo conjugar as mais diversas estéticas. É o grupo mítico dos anos 60 em Portugal. Porque o Quarteto 1111 foi o único a furar o seguidismo retardado das restantes bandas de música pop e porque o seu primeiro e grande êxito de sempre foi sobre o maior mito da Historia Portuguesa: "A Lenda de El-Rei D. Sebastião".»
(in "Os Melhores Álbuns da Música Popular Portuguesa", Público/FNAC, 1998)
O tema que dá o nome a este segundo EP do Quarteto 1111 classificou-se em 3º lugar no Festival RTP da Canção de 1968. Nesse ano o vencedor foi Carlos Mendes com "Verão" e o 2º lugar ficou entregue à canção "Fui Ter Com a Madrugada", interpretada por Tonicha. José Cid:«Gosto muito do Zeca Afonso, mas não posso dizer que me influenciou. Com o Adriano havia uma grande amizade. Ele esteve para gravar com o Quarteto 1111 (a "Cantiga Partindo-se" do Cancioneiro Medieval)»
"Food of Love" is, by a wide berth, Yvonne Elliman's most, uh, nourishing
album. Unlike her subsequent, more mainstream, more American albums, it was
recorded in London with an multifarious cast of busy studio aces (among them
Caleb Quaye and John Gustafson), some of the more interesting proggers (Rupert
Hine, Simon Jeffes, King Crimson founding member Mike Giles) and a bonafide
rock star in Pete Townshend. "Food of Love" stands as an anomaly in Elliman's
recorded oeuvre, its sound more ambitious and daring, allotting more space to
instrumental colour, and Yvonne's naturally bracing earthiness shades the music
throughout. That side of her would largely be sanded down beyond this point. The
album was issued on Purple Records, which may have come about from Yvonne's
days in Jesus Christ Superstar alongside Deep Purple's Ian Gillan (and
Gustafson, who played Simon Zealotes). Labelmate Rupert Hine produced the LP
and co-wrote 6 of its 11 tracks. The Hine/David MacIver pieces are generally
excellent, particularly the rueful grand finale "Love's Bringing Me Down" and a
raucous ode to gluttony, "Casserole Me Over" (embodying the gastronomic palette
of the album). Musically speaking, the mood is a varied as it is cohesive, eclectic without being scattered. In turn or at once folky, bluesy or hard rocking (a sharp version of The Who's "I Can't Explain", with its composer windmilling away, and a lead vocal that sears the varnish off old Dippity-Do's orginal), and gilded with splendid orchestral gingerbreading here and there, courtesy of Penguin Cafe Orchestra-tor Jeffes.
Françoise Hardy se passionne pour la chanson depuis l’âge de
13 ans. Cette passion s’exacerbe vers la fin des années cinquante avec la découverte
des musiques rock et country diffusées sur Radio Luxembourg anglais. Après
avoir obtenu ses deux parties de «bac» à 16 ans, ses parents veulent la
récompenser. Françoise hésite entre un transistor et une guitare. Finalement,
elle jette son dévolu sur l’instrument de musique. «Dès que j’eus le précieux
instrument entre les mains, je me mis à gratouiller trois accords sur
lesquels je chantonnais des bout de mélodies de mon cru, inspirés de mes
slow-rocks anglais et américains préférés». À la rentrée universitaire de
septembre 1960, Françoise Hardy (17 ans et demi) entame sa première année
d’allemand en faculté des lettres de la Sorbonne. Après les cours, elle
s’adonne à mettre en musique les états d’âme sentimentaux de l'adolescence.
Même si cela lui paraît être «le bout du monde», elle ambitionne de
concrétiser un fantasme : enregistrer un disque. Un jour, une annonce retient son attention dans
le journal France-Soir: une maison de disques désire auditionner des chanteurs
débutants. Sautant sur l'occasion, elle obtient rendez-vous chez Pathé-Marconi
où on lui accorde un peu d’attention mais sans donner suite. Françoise se
tourne alors vers le Petit Conservatoire de la chanson, connu pour ses cours
dont certains font l’objet d’une émission télévisée mensuelle intitulée "En
attendant leur carrosse". La chanteuse Mireille en est le professeur et
auditionne chaque semaine de nouveaux candidats. Devant le nombre, peu sont
retenus. Françoise fait partie des sélectionnés. Cette expérience lui est précieuse
pour s'accoutumer à chanter devant un public. Après avoir réussi son examen de
propédeutique lettres en juin 1961, Françoisecontacte les Disques Vogue, un
label qui a Johnny Hallyday en catalogue et souhaite trouver son pendant
féminin. Auditionnée en studio par le directeur artistique, celui-ci lui
conseille de travailler la mesure car elle s’est révélée incapable de chanter
accompagnée par des musiciens.
Au retour des vacances d’été,
André Bernot, le directeur des auditions de Vogue, reprend contact avec elle
pour lui donner des cours de solfège afin qu’elle puisse chanter en mesure en
vue d'une seconde audition. Fin prête au bout de quelques mois, rendez-vous est
pris pour être présentée devant le directeur artistique Jacques Wolfsohn, le 14
novembre. Cette audition
étant probante, un contrat est conclu pour un an Le 6 février 1962, mademoiselle Hardy fait son apparition sur le petit écran lors de la
diffusion d’un cours du Petit Conservatoire. Après quelques mois
consacrés à composer des musiques, écrire des chansons et choisir les titres de
son futur disque, le moment est venu d’entrer au studio d’enregistrement de
Villetaneuse. Trois de ses
compositions ont été retenues : "J’Suis D’Accord","Il Est Parti Un Jour" et "Tous
Les Garçons et Les Filles". Est ajouté "Oh Oh Chéri", adaptation d’un titre
américain qu’a refusée Petula Clark mais sur laquelle compte miser la
production. Le tout — accompagné par l'orchestre maison de Roger Samyn (guitare
et basse) — est enregistré en quelques heures, le 25 avril. Reste à protéger
les chansons. Il faut pour cela satisfaire aux procédures d’admission à
la SACEM. Si pour l'examen d'auteur cela se passe sans encombre, il n’en va pas
de même pour celui de compositeur. Françoise Hardy compose à la guitare mais ne
sais pas noter la musique et ses connaissances en solfège sont insuffisantes. Pour
franchir l’obstacle, Roger Samyn est désigné comme cosignataire des musiques
(avec l'émergence d’une nouvelle génération d’artistes composant des mélodies
sans connaître le solfège, le règlement d’admission à la SACEM sera changé en
conséquence au cours de l’année suivante).
Le 5 juin, deuxième programmation de Françoise Hardy dans l’émission
consacrée au Petit Conservatoire de la chanson. Elle y présente son premier 45
tours, quelques jours avant sa mise en place chez les disquaires. Son rêve est
désormais réalisé, elle n’attend rien de plus. Comme prévu, "Oh Oh Chéri" est
diffusé en priorité sur les ondes. Par la suite, les radios semblent
privilégier la chanson "J'Suis D'Accord". Puis, au fil des semaines, "Tous Les
Garçons et Les Filles" devient celle
la plus souvent programmée et demandée. En juillet, comme chaque année,
Françoise part en vacances (dans une famille autrichienne, près d’Innsbruck). À
son retour, elle apprend avec étonnement que son disque connaît des ventes
prometteuses. Le 21 septembre, en direct du Petit Conservatoire
de Mireille, Françoise chante, "Tous Les Garçons et Les Filles" en s’accompagnant
à la guitare. Le lundi 8 octobre, elle est programmée dans une importante
émission de variétés de la RTF: Toute la chanson. Elle y apparaît en
interprétant à nouveau sa chanson à succès. Mais c’est au soir du dimanche 28
octobre, alors que la grande majorité des Français attend les résultats du
référendum sur l'élection au suffrage universel du président de la République
devant leur téléviseur, qu’elle est vraiment découverte par le grand public
lors de l’un des intermèdes musicaux qui ponctuent la soirée10. Dès le lendemain, les ventes du 45 tours se mettent à grimper. À la
mi-novembre, le contrat avec Vogue arrive à son terme. Devant le succès obtenu, il est renouvelé pour 5 ans. Un accord avec les
Éditions musicales Alpha, créées par son directeur artistique Jacques Wolfsohn,
est également signé. Entre-temps, au vu du succès considérable que connaît son
premier 45 tours, huit autres chansons ont été enregistrées. L’une d’entre elles n’est pas son œuvre; "Le Temps de L’Amour" a été
écrite par Lucien Morisse et André Salvet sur une musique de Jacques Dutronc.
Contrairement à la stratégie commerciale en vigueur chez les maisons de
disques, qui est d’éditer en priorité les nouvelles chansons sur 45 tours avant
de les réunir sur un 33 tours, il est décidé de brûler les étapes en composant
le contenu de l’album sans tarder. En vente chez les disquaires depuis la fin
novembre, deux nouveaux titres semblent prometteurs : "C’est à L’Amour Auquel Je
Pense" et "Le Temps de L’Amour". Ce dernier deviendra lui aussi un «tube» —
sans toutefois égaler celui de "Tous Les Garçons et Les Filles" — et occultera
inexorablement la version originelle du chanteur José Salcy, éditée le mois
précédent par les disques Vogue. L’interprétation de Françoise Hardy deviendra
la référence et sera considérée à tort comme étant la première. Françoise, qui
a maintenant abandonné ses études, explique ce succès par différents concours
de circonstances et de coïncidences favorables, au peu de concurrence et
peut-être à son physique puisque la presse s’empare maintenant de son image. Ne
se sentant pas prête pour affronter le public, elle refuse la proposition de
Bruno Coquatrix pour passer à l’Olympia, car, dépassée par les événements, elle
craint de ne pas être à la hauteur. Ses débuts sur scène ont lieu le mardi 11
décembre, à l’occasion d’un gala donné dans la ville de Nancy. Mi-décembre,
les huit nouveaux titres parus en priorité pour l’album, sortent sur deux super
45 tours. Deux cent mille exemplaires de son premier super 45
tours ont été vendus. L’album recevra le Grand Prix du disque 1963 de
l’Académie Charles-Cros et le Trophée de la télévision 1963.
"Georgie
Does His Thing with Strings" draws on arranger Keith Mansfield's past as a sound
library maestro to create a lush, sweeping approach with a distinctively
cinematic edge. Its moody, mellow sensibilities perfectly complement Georgie
Fame's increasingly mature vocals, which sidestep the R&B inflections of
his previous records in favor of a poignant style rooted in jazz and
traditional pop--the inclusion of Bacharach/David gems like "This Guy's in
Love with You" and "A House Is Not a Home" further underscores
the session's sophistication and elegance.