domingo, 21 de fevereiro de 2016

"APRIL IN PORTUGAL"

Original released on LP Decca DL 8881
(US 1959, May 25)


Bert Kaempfert's debut U.S. LP release is a smooth, sweetly (and lightly) exotic musical travelog made up mostly of Portugese source material (in contrast to his later albums, there are no Kaempfert originals here). The title track is the jewel here, a brash big band piece without a lot of southern European flavor to it, but so catchy that it can be heard several times without offense (which was sort of the point of albums like this). Similarly, "Petticoats of Portugal" could be an instrumental referring to anyplace, but it offers some engaging trumpet work that makes it stand out. And the rest constitutes some of the most interesting listening in Kaempfert's catalog. There is, understandably, more emphasis on the guitar on some tracks - especially "Sempre Que Lisboa Canta" and "Por Deus te Peço" - than is usual on his arrangements, not that the piano and strings don't get their due on "Fora de Portas" and "Tudo Isto é Fado," respectively. There's also more focus on dance rhythms, as opposed to the slow, moody instrumentals that filled up parts of Kaempfert's subsequent records, thus making this one of the more exciting of his early albums. The familiar lush sound, including enveloping harp arpeggios, also manifests itself, and the vivid hi-fi sound and stereo separation made this a prime MOR selection in many bachelor's dens of the era.


SIMON & GARFUNKEL Turns Easy

sábado, 20 de fevereiro de 2016

"Go On, Take It Cheesy..."

TONY MOTTOLA's "Warm, Wild & Wonderful"

Original released on LP Project 3 PR 5025 SD
(US, 1968)


Two Pianos in 1967

Original released on LP Decca PHASE4STEREO PFS 34132
(UK, 1967)


"When the Moon is in the 7th House..."

Original Released on LP Command ABC 946-S 
(US, 1969)

Programming by Walter Sear
Cover Art by Byron Goto


Some may find it surprising that a "Programmer" is credited on this album considering that it was released in 1969. The Moog Synthesizer was employed here along with the Maestro Rhythmaster (an early drum machine) to record tunes by The Beatles, Booker T & the MGs, James Brown, Joni Mitchell and more. As the cover photos will attest, analog synths were no walk in the park. You didn't stroll up, select "flute" from the drop down menu on the display and proceed to make with the flute music. Oh no, gentle reader. This was work for the engineers, the brain trust, the geeks. Patching the various wave shapers, oscillators and such took an inordinate amount of involvement. But I'm glad someone took it upon themselves to do it for us. The cover art has one foot in the Aquarian age and one in the space age. Very cool daddy-O. In a delightfully cheesy way, of course. (in Trafalz Archives)

Born in New York City in 1927, Dick Hyman studied at Columbia University and played with some of the greatests Jazz musicians like Teddy Wilson, Red Norvo, and Benny Goodman… In the late ‘60s he investigated the earliest periods of Jazz and Ragtime and researched and recorded the music of some of the first early Jazz figures. Hyman experimented with various keyboard instruments, including Baldwin and Lowrey organs. In the late 60’s he recorded a series of Avant-Garde albums using a Minimoog synthesizer focused in the instrument. He recorded some of the most appreciated albums from the Space Age Pop. Hyman has also worked for TV, scoring film soundtracks for Woody Allen, and as a Jazz pianist and organist. “The Age of Electronicus" was an experimental 1969 album of electronic music, one of many in the period which saw then-current popular songs set to Moog synthesizer. Two songs from The Beatles were covered, namely the album’s opening track of "Ob-La-Di, Ob-La-Da" and "Blackbird", both from the so-called “White Album.” Musical styles ran the gamut from the funk of the number one R&B hit "Give It Up Or Turn It Loose" by James Brown, the Memphis soul hit instrumental "Green Onions" by Booker T. & the M.G.’s to easy listening, evidenced by covers of "Alfie" and the Joni Mitchell hit, "Both Sides Now".

JOE HARNELL - "Golden Piano Hits"

Original released on LP CBS 62835
(UK, 1966)

VARIAÇÕES DO FADO - VOLUME 2

EL TWIST!!!!!!

Original released on LP Columbia ES 1776
(US, 1962)

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

O MELHOR DA JOVEM GUARDA


Nos anos 60, Portugal vivia uma feroz ditadura de direita. O país encontrava-se fechado sobre si mesmo, no que Salazar apelidava de “orgulhosamente sós”. Não havia eleições, nem liberdades. A censura amordaçava a expressão das ideias, a juventude não tinha outro futuro que não fosse a guerra colonial em três frente de combate: Angola, Moçambique e Guiné. A guitarra era substituída pela metralhadora. Por razões históricas e de proximidade, cabia então à França o papel de “colonizador cultural” de Portugal. No cinema, com nomes como Godard, Truffaut, Vadim, Lelouch e outros. Na literatura, com Camus, Sartre. Na música popular Johnny Hallyday, Sylvie Vartan, Françoise Hardy. Mesmo quando na Grã-Bretanha, os Beatles encabeçam a Revolução Cultural e Social, Portugal – por maioria de razão – resiste à investida, mantendo-se maioritariamente fiel às ondas gaulesas. Apesar da língua comum e das origens históricas uníssonas, também o Brasil e a sua "Jovem Guarda" mantiveram a distância de Lisboa, só comparável à imensidão do oceano que separa os dois países. Como seria de esperar, Roberto Carlos foi a grande excepção e, talvez, Celly Campello, únicos nomes brasileiros verdadeiramente ilustres no cinzentismo da música popular portuguesa dos anos 60. Zeca do Rock, um dos proeminentes músicos portugueses da altura, autor do primeiro “yé-yé” cantado em Portugal, e entretanto já falecido, contava há meia dúzia de anos atrás como foi em Portugal: «Primeiro foi a Celly Campello e seu irmão Tony. A Celly era a Brenda Lee brasileira. Mas nenhum dos dois foi alguma vez aceite por aqueles que depois se vieram a considerar a Jovem Guarda. Deles todos (e são muitos) só o Roberto Carlos conquistou o Atlântico. Muito pouca coisa da Wanderlea apareceu entre nós, porque acho que nada foi publicado oficialmente. Dos restantes, nem sombra. E é fácil compreender porquê. Nós tínhamos todas as versões originais anglo-americanas, mais as versões francesas, mais as versões italianas. Quem se iria interessar por versões brasileiras que, geralmente, tinham letras de pôr os cabelos em pé a um careca? O Roberto cantou desde o início muito material original dele com o Erasmo, por isso o público português perdoou-lhe barbaridades como o “Splish-Splash”, entre outras. A Jovem Guarda brasileira não teve qualquer influência em Portugal em época nenhuma», conclui, com algum azedume, Zeca do Rock.

Visão diferente tem Daniel Bacelar, considerado o “Ricky Nelson português”, autor de êxitos como "Marcianita", “Olhando Para O Céu”, “Fui Louco Por Ti” e “Miudita”. Também em declarações com já alguns anos, Daniel Bacelar admitia uma maior influência da Jovem Guarda: «Na realidade, Celly Campello (“Lenda da Conchinha”) e o irmão, Tony, fizeram imenso sucesso, especialmente ela, mas houve muitos outros como Sérgio Murillo (“Marcianita”), Osmar Navarro (“Quem É?”), Roberto Carlos, claro, e o fantástico Erasmo Carlos que, para mim, continua a ser superior ao Robertinho, Demétrius (“Ritmo da Chuva”), Ronnie Cord (“Biquini Amarelo”), Carlos Gonzaga (“Diana”). Os brasileiros – diz ainda Daniel Bacelar – sempre foram muito bons a copiar e as versões em português (do Brasil, claro está) de grandes sucessos norte-americanos ficavam sempre muito semelhantes ao original, o que nos fazia na altura uma certa inveja, pois os conjuntos que havia, apesar de terem muito bons músicos, estavam mais inclinados para a música de baile e italiana, faltando-lhes aquele “feeling” que os “malandros” dos brasileiros copiavam tão bem. Na realidade, houve uma grande influência da Jovem Guarda na jovem música portuguesa, bem como da música brasileira em geral», finalizou.

O autor do blogue RATO RECORDS possui uma visão peculiar sobre a influência da Jovem Guarda na música portuguesa, já que, à altura, vivia em Moçambique: «Só posso referir o que vivi na altura em Moçambique, onde penso que havia mais abertura do que em Portugal (ou Metrópole, como então se dizia) no que diz respeito ás coisas da Cultura (e não só). Nós tínhamos uma grande influência da vizinha África do Sul, onde nos deslocávamos muitas vezes para nos abastecermos com as últimas novidades musicais. Até 67/68 a música que consumíamos era “servida” quase sempre em formato reduzido (singles e EPs), com uma predominância muito grande de intérpretes anglo-americanos (e também muitos grupos sul-africanos). Não devo andar muito longe da verdade se disser que apenas 25% englobava outras nacionalidades, nomeadamente a francesa, a italiana e, claro, a brasileira. No princípio dos anos 60 era essencialmente a Celly Campello e, mais tarde, sobretudo entre 1964 e 1966, mais alguns (poucos) nomes, onde se destacava Roberto Carlos (com a parte de leão), e também Erasmo e Ronnie Von. Depois, com o terminar da década e a morte do single, cada vez mais preterido em relação ao álbum (muito por culpa de “Sgt. Pepper’s”, editado em Junho de 1967), a grande influência brasileira deixou de ser a Jovem Guarda (que estava agonizante) para passar a ser a onda tropicalista (com Gal e Caetano á cabeça). Uma referência ainda a Chico Buarque que, não sendo nem uma coisa nem outra, sempre foi uma referência fundamental desde que “A Banda” apareceu em 1966», conclui o Rato.

Carlos Santos, também ele singular apreciador da música dos anos 60, opina que, «realmente, a Jovem Guarda teve o expoente máximo, em Portugal, em Roberto Carlos, adiantando que ainda hoje o cantor brasileiro é muito ouvido. Mas não podemos esquecer outros grupos e artistas que na altura tiveram êxito e também foram muito queridos no nosso país e fizeram as delícias de muita “malta”, apesar de não terem tido tanta influência. Estou a lembrar-me, por exemplo, de Erasmo Carlos, Golden Boys, Celly Campello e seu irmão, Tony, Incríveis, Fevers, Renato e Blue Caps. Mas ainda outros tiveram alguns êxitos por cá: Silvinha, Martinha, Wanderlea, Trio Esperança, Jet Blacks, Jordans, Leno e Lilian, Ronnie Von, Jerry Adriani, Brazilian Bitles. Menos conhecidos, mas de que eu também gostava apareceram os Brazões, Galaxies, Luizinho e seus Dinamites, VIPs...»
Luís Pinheiro de Almeida

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

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