sábado, 5 de dezembro de 2015

RITA PAVONE 1963


Edição Original em LP RCA Italiana PML 10360 (mono)
(ITÁLIA, 1963)


Rita Pavone não é somente o maior nome do rock feminino italiano, mas é parte fundamental da história musical dos anos sessenta. Foi a cantora italiana com carreira internacional mais bem sucedida, tendo vendido mais de 35 milhões de discos em todo o mundo, cantando em italiano, inglês, alemão, espanhol e francês. Rita nasceu em Torino, ao norte da Itália, em 23 de Agosto de 1945, e desde cedo demonstrou aptidões para a música e o teatro. Primeiro, pela sua incrível habilidade em chorar de forma escandalosa, sem parar, sempre que tinha vontade. Em seguida, quando a menina revelou o seu talento precoce para cantar. Em 1962, venceu a primeira edição do Festa Degli Sconosciuti (Festival dos Desconhecidos), um concurso de talentos organizado pelo já famoso cantor Teddy Reno, que mais tarde se tornaria seu marido e empresário. Neste festival, Rita foi destaque e imediatamente assinou o seu primeiro contrato com a RCA Itália, onde gravou seu primeiro single "La Partita Di Pallone", que vendeu um milhão de cópias. A sua popularidade aumentou, consolidando-se através de constantes aparições no programa de televisão Studio Lino, o maior espetáculo musical italiano dos anos sessenta. Lá se lançaram inúmeros astros como The Rokes, Edoardo Vianello, Patty Pravo, Michelle, Equipe 84, entre outros. Em 1963, gravou o seu segundo disco "Come Te Non C'è Nessuno", que lhe abriu as portas para o mundo inteiro. Desde então, Rita gravou em vários idiomas e entrou nas paradas da Espanha, Alemanha, Inglaterra, Japão e toda América do Sul, tendo excursionado em diversas tournês mundiais. No mesmo ano, estreou-se no cinema, onde também desenvolveu uma brilhante e bem sucedida carreira. A sua rápida ascensão foi impulsionada pelas seis participações, entre 1965 e 1970, no programa Ed Sullivan Show, o mesmo programa que impulsionou as carreiras de Elvis Presley e dos Beatles. Ao longo de sua carreira, colaborou com artistas renomados como Diana Ross, Ella Fitzgerald, Duke Ellington, Tom Jones, The Supremes, Paul Anka e The Beach Boys.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

SERGE REGGIANI: 1968 >>> 1982



Serge Reggiani deve o seu apelido à sua terra natal, Reggio d’Émilie, perto de Parma, em Itália, onde nasceu a 2 de Maio de 1922. Nesse mesmo ano, a 29 de Outubro, depois da “marcha sobre Roma” dos camisas negras, Benito Mussolini chega ao poder pela mão do rei Victor-Emmanuel III. Os pais de Reggiani, operários modestos mas antifascistas convictos, não aguentam muito tempo a rápida implantação da nova situação política e em Novembro de 1930 emigram para França, onde, no ano seguinte, se instalam definitivamente em Paris. Passados alguns anos Serge inscreve-se no Conservatório das Artes Cinematográficas (onde recebe, em 1938, o 1º prémio de comédia) e em seguida no Conservatório de Arte Dramática. É ainda neste final dos anos trinta que se inicia no Teatro e também no Cinema, onde irá participar em mais de 70 filmes, alguns dos quais pertencentes, por direito próprio, à história da Sétima Arte: “Les Portes de la Nuit” (Marcel Carné, 1946), “La Ronde” (Max Ophuls, 1950), “Casque d’Or” (Jacques Becker, 1952), “Il Gattopardo” (Luchino Visconti, 1961) ou “L’Armée des Ombres” (Jean-Pierre Melville, 1969).



Já nos meados dos anos 60 inicia-se como intérprete na canção francesa, graças ao casal Yves Montand / Simone Signoret, de quem se torna amigo inseparável, e sobretudo a Jacques Cannetti, o director artístico mais em voga na época, e também íntimo do casal Montand. O 1º album é editado em 1964, “Serge Reggiani Chante Boris Vian”, sendo bem acolhido pela crítica e pelo público. Dois anos depois, em Dezembro de 66, a cantora Barbara, seduzida pelo seu album de estreia, leva-o como artista convidado a fazer a primeira parte do seu recital no Bobino de Paris. Depois ensina-o a trabalhar melhor a voz, ao mesmo tempo que o apresenta a Georges Moustaki. O resultado é a edição de um 2º album, em 1967. O eclodir de Maio de 68 em Paris torna Serge Reggiani num dos artistas mais queridos da juventude, devido às suas fortes conotações com as políticas de esquerda. Tem já 46 anos quando finalmente se estreia como vedeta principal no Bobino. É o início, tardio, de uma das figuras mais marcantes da Canção Francesa. Esta Antologia, fundamental, reúne em dois discos 47 das melhores canções que Serge Reggiani nos deu a conhecer (ou a redescobrir, como no caso das muitas canções de Moustaki que interpretou) ao longo da sua vida. O período abrange 15 anos (de 1968 a 1982) e representa sem dúvida o expoente máximo da sua criatividade.



A vida pessoal do cantor teria uma vertente trágica quando o filho Stéphan se suicida em 1980, apenas com 35 anos de idade. Segue-se um período de grande depressão e um regresso ao alcoolismo que já o havia atormentado alguns anos antes. Mas pouco a pouco, com a ajuda dos amigos, Reggiani volta ao trabalho e ao seu público, brindando-o com um grande espectáculo no Olympia de Paris no ano seguinte. Em 1984 edita o seu último album de originais, “Elle Veut”, na etiqueta Polydor e cinco anos depois assina novo contrato coma editora Tréma, onde serão publicados mais 8 albuns até ao ano 2000. Em 1997 regressa à terra natal, onde dá um espectáculo emocionante, e antes do final do século volta também aos palcos em Paris. Em 2002 numerosos nomes da canção (Birkin, Bruel, Renaud, Arno, Lavilliers...) fazem-lhe uma homenagem num disco intitulado “Autour de Serge Reggiani”. O album é produzido por Jean-Pierre Madet e Serge Reggiani interpreta nele um único tema, “Le Temps Qui Reste”, quase como que uma despedida. 2003 é o ano das condecorações e reconhecimentos “oficiais” por toda uma vida dedicada ao espectáculo. Em Paris dá os últimos concertos no Olympia, a 7 e 8 de Outubro, incluídos na sua derradeira digressão por terras de França. Vem a falecer a 23 de Julho de 2004, na sequência de uma crise cardíaca, aos 82 anos. Repousa no cemitério de Montparnasse.



terça-feira, 24 de novembro de 2015

UNA VALLI: A SENSATIONAL TEENAGER!


Original released on LP CBS ALD 6758
(SA, 1964)




Para quem desconhece a música pop que se fazia na África do Sul nos idos de sessenta, esta Una Valli será certamente mais uma ilustre desconhecida. Quando gravou este primeiro album a solo tinha apenas 14 anos. Descoberta em 1963 por um tal John Walker durante uma actuação ao vivo, foi de imediato convidada a participar em "Stars of Tomorrow", um programa radiofónico da Springbok. Nesse mesmo ano grava o 1º single, "Dreamboat"/"My Dream" (com o conjunto The Tempos). Segue-se esta estreia em long playing, de onde são extraídos vários singles de sucesso. De assinalar que Una foi a primeira pessoa a gravar o hit "Do-Wah-Diddy-Diddy", célebre em todo o mundo na versão de Manfred Mann (também de origem sul-africana - nasceu em Johannesburg com o nome de Manfred Lubowitz, em 1940).


Participa no filme "Africa Shakes" e em 1965 são editados "There Goes The Boy I Love With Mary"/Let It Happen To Me" e "Send It With A Kiss"/Red Letter Day"(ambos com o conjunto The Valiants) e mais dois singles aparecem em 1966: "Here I Stand"/"Love Is You, Love Is Me" e "I'll Coming Running Over"/"Not In This World". Nessa altura Una Valli é já considerada a melhor voz soul de toda a África do Sul. Tem 16 anos, é fã dos Beatles (cujas canções conhece de cor e salteado) e ainda frequenta o liceu, em Forrest Hill. Mais um single, em 1967, "Why Don't I Run Away From Me"/"Try To Understand" e mais um album em Abril de 1968, "Soul Meeting" gravado com os conjuntos The Flames e Peanut Butter Conspiracy e no qual se podem ouvir magníficas versões de clássicos como "Satisfaction", "Tell Mama", "Yesterday", "You Are My Sunshine", "Respect" ou "My Guy" (se alguém conseguir arranjar este lendário album, que também foi editado em Inglaterra, agradecia que me informasse). Chega ainda a colaborar no album "The Love Power", de Wanda Arletti (Maio de 69), e a actuar com os conjuntos The Hustlers e The Dominoes, antes de deixar a África do Sul e se radicar definitivamente na América.

THE MANY FACES OF GENE ROCKWELL

Original Released on LP Gallotone GALP 1453
(SA, 1966)


Gene Rockwell was born Gert Smit in Krugersdorp, South Africa, on the 27th December 1944 and sadly passed away on the 3rd July 1998. He won his first talent competition at the age of 15, in Durban’s “Little Top”. Still in his teens, Gene formed The Blue Angels, later to become The Falcons, in 1963, with whom he played guitar and sang his famous gritty-blues-style songs. The year 1965 saw the birth of one of the biggest ever South African pop hits. “Heart” made it straight to the top of the LM Radio Top 20. Backed by The Dan Hill Orchestra, the single has sold over two-and-a-half million copies. He has continued to score hits in SA ever since, though no subsequent single of his has equalled the success of “Heart”. In 1973 Gene Rockwell was invited to sing at the Sir Walter Raleigh Club in Vancouver, his month-long stint proving so successful, he stayed on for another two. Meanwhile, his style had changed to country music, with songs like “Rosie”, “Busted” or “Torture”. Gene Rockwell’s contribution to the SA Music Industry was honoured in 1976 when he was awarded The Shure Golden Microphone Award. He is now a legend in South African pop and country music. But personally I prefer the pop years from which this album is picked up.
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