sábado, 1 de outubro de 2016

O 1º ALBUM A SOLO DE NEY MATOGROSSO

Original released on LP Continental 1.01.404.105
(BRASIL, 1975)

Ney de Souza Pereira nasceu no Mato Grosso do Sul, na fronteira com o Paraguai, e aos 17 anos entrou para a Aeronáutica, indo mais tarde trabalhar no laboratório de anatomia patológica do Hospital de Base de Brasília. Pouco mais tarde começou a cantar num quarteto vocal e participou de um festival universitário, depois do que enveredou para a carreira artística, querendo ser ator de teatro. Com esse objetivo foi para o Rio de Janeiro em 1966, onde virou hippie e passou a viver da venda de peças de artesanato. Em 1971 mudou-se para São Paulo, adotou o nome artístico de Ney Matogrosso e passou a integrar o grupo Secos e Molhados, que, em apenas um ano e meio de vida, se tornou um fenómeno, vendeu mais de um milhão de discos e se desfez. Ney Matogrosso projetou-se com o sucesso da banda, chamando a atenção pela voz e pela sua performance, sempre muito teatral, no palco. Com o fim do Secos e Molhados seguiu uma carreira individual de sucesso, ganhando vários Discos de Ouro e de Platina e se apresentando no exterior. Conhecido sobretudo pela maneira extravagante de se apresentar, com maquiagem, roupas escandalosas, trejeitos e a voz aguda, sempre criou polémica ao longo da sua carreira.


Saiu dos Secos e Molhados em 1974 e no ano seguinte lançou o primeiro disco a solo, este "Água do Céu - Pássaro" (também conhecido como "O Homem de Neanderthal" em referência à faixa homónima de abertura, de autoria de Luís Carlos Sá, e por ter sido o título do antológico primeiro espectáculo da carreira solo). O LP vinha numa capa de papelão cru, com Ney Matogrosso pintado, vestido com pelos de macaco, chifres e pulseiras de dentes de boi, apresentando uma sonoridade vanguardista, com músicas interligadas por sons da floresta, macacos, ventanias, água corrente e pássaros. Foi considerado extravagante demais e obteve vendas inexpressivas, destacando-se no repertório as músicas "América do Sul" de Paulo Machado e o mambo "Coubanakan" (cantado em espanhol), além da regravação de um fado de Amália Rodrigues ("Barco Negro") e canções de Milton Nascimento/Rui Guerra e João Bosco/Aldir Blanc ("Bodas" e "Corsário", respectivamente); o trabalho foi distribuído juntamente com um compacto, que apresentava duas músicas que ele gravou na Itália com o músico e compositor argentino Astor Piazzola: "As Ilhas" e "1964 (II)", incluídas como bonus nesta edição.

1 comentário:

juan manuel muñoz disse...

muy agradecido, amigo, feliz fin de semana.

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