quinta-feira, 28 de julho de 2016

NARA LEÃO - "Debaixo dos Caracóis do seu Cabelo"

Quando se fala das cantoras da Bossa Nova, devemos incluir a cantora brasileira Nara Leão, ou simplesmente Nara Lofego Leão Diegues. Essa cantora de voz baixa e muito suave, nasceu na cidade de Vitória, no estado do Espírito Santo, no dia 19/01/1942 e faleceu prematuramente no Rio de Janeiro, no dia 07/07/1989, de um tumor no cerebral. Filha caçula de emigrantes italianos, irmã da jornalista Danuza Leão, desde cedo aprendeu a tocar violão e reforçou seus estudos na Academi de Carlos Lyra e Roberto Menescal. Mais tarde, antes de se tornar cantora,  chegou a ser professora da academia. O contato com a Bossa Nova, aconteceu em reuniões no apartamento dos pais da cantora, onde participavam nomes que posteriormente seriam consagrados no gênero, tais como Roberto Menescal, Carlos Lyra, Sérgio Mendes, seu namorado Ronaldo Bôscoli, entre outros. No final dos anos 50, chegou a atuar como repórter do jornal “Ùltima Hora”, que pertencia a Samuel Wainer, que era casado com a sua irmã Danusa Leão. Já no início dos anos 60, casa-se com o cineasta Ruy Guerra e passa a se interessar pelo samba de morro. Sua estréia profissional ocorreu ao participar ao lado de Vinicius de Moraes e Carlos Lyra na comédia, lançada em 1963, intitulada “Pobre Menina Rica”. O título de “Musa da Bossa Nova” foi creditado pelo cronista Sérgio Porto.


Sua consagração efetiva ocorreu após o movimento militar de 1964, com a apresentação do espetáculo teatral Opinião, ao lado de João do Vale e Zé Keti, que se tratava de uma peça de crítica social à repressão imposta pelo regime militar. No ano seguinte, por estar afônica, foi substituída pela cantora Maria Bethânia, que por sua vez, interpretou a famosa música Carcará e também obteve a consagração da crítica musical. Após esse período de Musa da Bossa Nova, passa a ser uma cantora de protesto e simpatizante das atividades dos Centros Populares de Cultura da UNE – União Nacional dos Estudantes. Em 1966, interpretou a canção A Banda, de Chico Buarque de Hollanda, no Festival de Música Popular Brasileira, da TV Record, obtendo o primeiro lugar e a consagração popular definitivamente. Das suas interpretações mais conhecidas, destacam-se as músicas "O Barquinho", "A Banda", "Com Açúcar e Com Afeto". Posteriormente, navegou em outros gêneros musicais com o mesmo nível de qualidade interpretativa. Também esteve no movimento tropicalista, tendo participado do disco - manifesto “Tropicália ou Panis Et Circensis”, lançado pela gravadora Philips, em 1968.


No final dos anos 60, ao lado do segundo marido, Cacá Diegues, também cineasta, com quem teve dois filhos, Isabel e Francisco, mudou-se para Paris, na França e permaneceu por dois anos. Ao retornar para o Brasil, decide estudar psicologia e reduzir as atividades da sua carreira musical. Esse afastamento das atividades musicais, também foi decorrente do tumor cerebral que tinha conhecimento e que a acompanhou por 10 anos. Seu último disco foi “My Foolish Heart”, lançado no mesmo ano de sua morte, onde interpretava versões de clássicos americanos. Em 2002, seus discos foram relançados em duas caixas separadas (box), no formato CD, uma referente ao período 1964-1975 e a outra do período 1977-1989, trazendo faixas bônus e um livreto ilustrado sobre a sua biografia. Em 2007, a cantora Fernanda Takai, da banda Patu Fu, gravou um disco tributo, denominado “Onde Brilhem os Olhos Seus”.


Nest post apresenta-se o excelente disco denominado “Debaixo dos Caracóis dos Seus Cabelos”,  em que ela fez um tributo aos compositores Roberto e Erasmo Carlos. Esse disco tem uma história peculiar. Na edição em Long Playing (esta aqui), continha a música "Quero Que Vá Tudo Pro Inferno", que posteriormente, na versão em CD, foi vetada por Roberto Carlos e não substituída por outra música. Outro facto pitoresco foi a mudança de foto. Na versão em vinyl, consta a foto da cantora prendendo os lábios, enquanto que na versão em CD foi colocada uma foto dela sorrindo. O disco foi lançado em 1978, pela gravadora Philips, com o selo Mercury, com a produção musical de Roberto Menescal e participãções de Antonio Adolfo e Wilson das Neves. (Wikipédia / Hedson Laplaya)

2 comentários:

neto disse...

Caríssimo, Rato!

Só tu para alegrar às nossas lembranças.

Parabens por remembrar nossa musa Narinha.


PS:
Se tiveres e puderes fazer o favor de
colocar em teu acervo mais CDs do
Roberto Carlos, este evento também
nos trará felicidade às lembranças.

Unknown disse...

Rato, vou dar um puxão de orelha no Hedson, do LaPlaya Music que te passou informação
errada. O Cd da Nara Leão prensado no Brasil é idêntico ao ElePê em vinil da época.
As capas também. Onde sumiu a faixa "Quero que vá tudo pro inferno" foi na versão desse album para o castellano , que se chama "Nara canta en castellano" e tem só 11 músicas.

Veja o cd Brasil, no Mercado Livre:
http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-720724382-cd-nara-leao-debaixo-dos-caracois-dos-seus-cabelos-_JM

veja o lp Brasil (1978), no Mercado Livre:
http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-685313056-nara-leo-lp-e-que-tudo-mais-va-pro-inferno-1978-_JM

agora os cds prensados para o mercado europeu:
(esses sim, sumiram com a faixa´título do disco de 1978)

http://www.apterix.net/archivio/cd/brasile/nara-leao/debaixo-dos-caracois-dos-seus-cabelos/#up

Espero ter esclarecido tudo...

Denys P.R.
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